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	<title>Arquivo para café - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>O que cabe em um domingo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2026 20:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Gosto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente. Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">G</span>osto de domingos. O domingo tem um silêncio que não se explica, apenas se sente.</p>
<p>Domingo é um estado de espírito. É como se o tempo caminhasse mais devagar, carregando nas horas uma melancolia doce, quase nostálgica. O cheiro do café da manhã parece ter outro sabor, a luz que entra pela janela com mais calma, e até o coração parece pedir descanso. Hora em que leio o jornal com parcimônia, sem pressa. Sim! Ainda leio jornal impresso, especialmente nos domingos, quando sai publicada minha coluna.</p>
<p>Domingo é dia de lembrar das conversas que ficaram na memória, dos abraços que já não se repetem, das mesas cheias que hoje guardam cadeiras vazias. O domingo, mais do que qualquer outro dia, desperta saudade: da infância, das risadas antigas, dos lugares onde já fui feliz.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Era logo cedo nos domingos que meu pai, Luiz Magno, me ligava para passarmos em revista nomes conhecidos. Falávamos dos recém-falecidos, tecendo histórias pitorescas. Lembro de uma de nossas últimas conversas, em que papai me disse ter encontrado a viúva de um amigo dele, que morrera na casa da amante. Com velório já providenciado, todos comunicados de sua passagem, eis que a viúva descobre o local e as circunstâncias da morte do marido. Tudo mudou. A viúva então chorosa, espraguejava, amaldiçoando o defunto. Não foi ao velório. Foi mudado o local dos serviços funerários, e o quiproquó no velório foi enorme. Papai contava isso e gargalhava.</p>

			</div></div>
<p>Domingo é um divisor de águas; dia em que a preguiça faz morada.</p>
<p>Quando criança, era aos domingos, que minha mãe, após o almoço, arrumava todos os filhos para visitar parentes. Como morávamos em bairro distante, íamos todos, lavados e arreados, para o centro da cidade, à casa de tios e seus compadres. Muitas recomendações: comportem-se, nada de correr pela casa. Só aceitem o que lhes oferecerem, nada de pedir. Não falem com a boca cheia. Vão pensar que comem assim em casa. Não façam perguntas. Era só chegar na casa alheia para perguntar: não vão servir nada? Quando serviam café, a cara de desânimo era grande. Os olhos de mamãe só faltavam sacar.</p>
<p>O bom era quando serviam bolo e Cola Jesus, como era chamado “O sonho cor de rosa das crianças”. Até hoje, ao beber Guaraná Jesus, relembro o passado.</p>
<p>Quantas memórias cabem em um domingo. Talvez por isso seja um dia tão poético: carrega em si a mistura de paz e falta, de descanso e lembrança, de presença e ausência. No fundo, todo domingo é um convite a olhar para dentro, sentir o que dói e agradecer pelo que já foi vivido.</p>
<p>Domingo era tempo de macarronada, com ovo cozido cortado, azeitonas; carne de porco e frango assado. Só nos domingos especiais se comia strogonoff.</p>
<p>Domingo também era tempo de ir à igreja, rezar e pedir perdão pelos pecados. Como não sou fã de futebol, poucas vezes fui a estádios.</p>
<p>Quando adolescente, domingo era dia de colocar roupa nova para namorar na praça da igreja matriz em Rosário, onde passava as férias escolares. Havia um trajeto feito no sentido horário, ou no antirritário, onde se paquerava as meninas, enquanto se assistia à TV, colocada em uma caixa, no centro da praça.</p>
<p>Hoje, nos domingos, recebo a visita de filhos, noras e de Heitor, primeiro neto.</p>
<p>Gosto da suavidade dos domingos, em que até o cântico dos passarinhos na janela de casa fica mais bonito. Domingos são memórias vivas de tempos que me habitam.</p>
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		<title>EUA impõem tarifa de 25% ao Brasil e governo promete reação imediata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (15), de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, medida que entra em vigor em 22 de julho. A sobretaxa foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ao concluir uma investigação comercial iniciada há cerca &#8230;</p>
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<p data-start="562" data-end="908">A decisão inaugura um novo capítulo de tensão nas relações comerciais entre os dois países e pode provocar impactos sobre exportações brasileiras, investimentos e cadeias produtivas, embora produtos como <strong data-start="766" data-end="907">carne bovina, café, suco de laranja, peças aeronáuticas e itens ligados aos setores de petróleo e gás tenham ficado fora da nova alíquota</strong>.</p>
<p data-start="910" data-end="1168">Em nota assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), a Presidência da República afirmou que o Brasil não reconhece a legitimidade da investigação conduzida pelo USTR e classificou a medida como incompatível com as regras multilaterais de comércio.</p>
<blockquote data-start="1170" data-end="1300">
<p data-start="1172" data-end="1300">“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”, afirmou o governo.</p>
</blockquote>
<p data-start="1302" data-end="1545">O Palácio do Planalto informou ainda que acionará imediatamente a <strong data-start="1368" data-end="1402">Lei da Reciprocidade Econômica</strong>, aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, além de recorrer ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<h2 data-section-id="1txy3tw" data-start="1547" data-end="1592">O que motivou a decisão dos Estados Unidos</h2>
<p data-start="1594" data-end="1770">A investigação conduzida pelo USTR concluiu que o Brasil mantém práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos. Entre os pontos levantados estão:</p>
<ul data-start="1772" data-end="2006">
<li data-section-id="5sn9z4" data-start="1772" data-end="1841">políticas relacionadas ao Pix e aos meios eletrônicos de pagamento;</li>
<li data-section-id="yto1za" data-start="1842" data-end="1879">regulação das plataformas digitais;</li>
<li data-section-id="1d57jl8" data-start="1880" data-end="1921">acesso ao mercado brasileiro de etanol;</li>
<li data-section-id="dosec6" data-start="1922" data-end="1960">proteção da propriedade intelectual;</li>
<li data-section-id="1maknz6" data-start="1961" data-end="1983">combate à corrupção;</li>
<li data-section-id="hdr4wq" data-start="1984" data-end="2006">desmatamento ilegal.</li>
</ul>
<p data-start="2008" data-end="2363">Na avaliação do órgão americano, algumas políticas públicas brasileiras favoreceriam sistemas nacionais de pagamento, como o Pix, colocando empresas dos Estados Unidos em desvantagem competitiva. O relatório também critica acordos comerciais preferenciais concedidos pelo Brasil a outros parceiros sem tratamento equivalente aos produtos norte-americanos.</p>
<h2 data-section-id="1oyh0i2" data-start="2365" data-end="2416">Governo rebate críticas ao Pix e ao desmatamento</h2>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-99977 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png" alt="" width="2560" height="1429" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-scaled.png 2560w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-300x167.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-1024x572.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-768x429.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-1536x857.png 1536w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Crise_Comercial_Brasil-EUA_em_2026-2048x1143.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a></p>
<p data-start="2418" data-end="2497">O governo brasileiro reagiu duramente às justificativas apresentadas pelo USTR.</p>
<p data-start="2499" data-end="2670">Segundo a nota oficial, as acusações envolvendo o Pix são &#8220;descabidas&#8221; e representam uma tentativa de questionar uma infraestrutura pública reconhecida internacionalmente.</p>
<blockquote data-start="2672" data-end="2773">
<p data-start="2674" data-end="2773">&#8220;O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital.&#8221;</p>
</blockquote>
<p data-start="2775" data-end="3003">O Planalto também classificou como &#8220;absurdas&#8221; as críticas relacionadas ao desmatamento, afirmando que, desde 2023, o país intensificou o combate aos crimes ambientais e reduziu significativamente a devastação em todos os biomas.</p>
<p data-start="3005" data-end="3337">Outro argumento apresentado pelo governo brasileiro é que, durante as audiências públicas promovidas pelo USTR, <strong data-start="3117" data-end="3242">63 das 78 manifestações feitas por representantes do setor privado dos dois países foram contrárias à adoção da sobretaxa</strong>, indicando que parte significativa do empresariado americano também teme prejuízos econômicos.</p>
<h2 data-section-id="6kon8l" data-start="3339" data-end="3374">Brasil destaca superávit dos EUA</h2>
<p data-start="3376" data-end="3497">Na defesa apresentada pelo governo, um dos principais argumentos é o histórico da balança comercial entre os dois países.</p>
<p data-start="3499" data-end="3692">Segundo dados oficiais norte-americanos citados pela Presidência, <strong data-start="3565" data-end="3691">os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424,5 bilhões nas trocas de bens e serviços com o Brasil nos últimos 15 anos</strong>.</p>
<p data-start="3694" data-end="3705">Além disso:</p>
<ul data-start="3707" data-end="3907">
<li data-section-id="759r7y" data-start="3707" data-end="3814">em 2025, <strong data-start="3718" data-end="3813">76% das importações provenientes dos EUA entraram no Brasil sem pagar imposto de importação</strong>;</li>
<li data-section-id="1vye6ko" data-start="3815" data-end="3907">a tarifa média efetivamente aplicada aos produtos norte-americanos foi de apenas <strong data-start="3898" data-end="3906">3,1%</strong>.</li>
</ul>
<p data-start="3909" data-end="4034">Para o governo brasileiro, esses números demonstram que não existe fundamento econômico para a adoção de medidas unilaterais.</p>
<h2 data-section-id="vshk67" data-start="4036" data-end="4069">Fazenda prevê impacto limitado</h2>
<p data-start="4071" data-end="4202">Apesar da gravidade da decisão, o Ministério da Fazenda avalia que os efeitos macroeconômicos tendem a ser relativamente restritos.</p>
<p data-start="4204" data-end="4416">Segundo a Secretaria de Política Econômica (SPE), o mercado norte-americano respondeu por aproximadamente <strong data-start="4310" data-end="4353">11% das exportações brasileiras em 2025</strong>, representando menos de <strong data-start="4378" data-end="4415">2% do Produto Interno Bruto (PIB)</strong>.</p>
<p data-start="4418" data-end="4635">A avaliação é que parte das perdas poderá ser compensada pela ampliação das vendas para outros mercados, estratégia que vem sendo adotada desde as primeiras restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos em 2025.</p>
<p data-start="4637" data-end="4858">O governo também estuda novas medidas de apoio aos setores mais afetados por meio do <strong data-start="4722" data-end="4747">Plano Brasil Soberano</strong>, com linhas de crédito, incentivo à diversificação de mercados e instrumentos de proteção à produção nacional.</p>
<h2 data-section-id="a4uqt0" data-start="4860" data-end="4902">Indústria teme perda de competitividade</h2>
<p data-start="4904" data-end="4974">As principais entidades empresariais do país reagiram com preocupação.</p>
<p data-start="4976" data-end="5250">A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a sobretaxa amplia um cenário já desfavorável para as exportações brasileiras. Segundo a entidade, as vendas aos Estados Unidos recuaram <strong data-start="5168" data-end="5204">13% no primeiro semestre de 2026</strong>, uma redução de cerca de <strong data-start="5230" data-end="5249">US$ 2,6 bilhões</strong>.</p>
<p data-start="5252" data-end="5483">Federações estaduais, como Fiesp, Fiemg e Fiergs, também alertaram para possíveis efeitos sobre investimentos, empregos, renegociação de contratos e perda de competitividade em setores industriais que dependem do mercado americano.</p>
<h2 data-section-id="ek2xm0" data-start="5485" data-end="5523">Lei da Reciprocidade será utilizada</h2>
<p data-start="5525" data-end="5643">Entre os instrumentos disponíveis ao governo brasileiro está a <strong data-start="5588" data-end="5622">Lei da Reciprocidade Econômica</strong>, sancionada em 2025.</p>
<p data-start="5645" data-end="5749">A legislação permite que o Brasil responda a medidas unilaterais adotadas por outros países por meio de:</p>
<ul data-start="5751" data-end="5951">
<li data-section-id="1cyqdeb" data-start="5751" data-end="5792">imposição de tarifas sobre importações;</li>
<li data-section-id="jcgcxv" data-start="5793" data-end="5830">suspensão de concessões comerciais;</li>
<li data-section-id="1qhvmp1" data-start="5831" data-end="5888">medidas envolvendo direitos de propriedade intelectual;</li>
<li data-section-id="9sto7f" data-start="5889" data-end="5951">outras contramedidas econômicas autorizadas pela legislação.</li>
</ul>
<p data-start="5953" data-end="6035">O governo também pretende retomar o caso na Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<h2 data-section-id="uzrqeu" data-start="6037" data-end="6101">Histórico da escalada tarifária entre Brasil e Estados Unidos</h2>
<p data-start="6103" data-end="6264">A atual tarifa de 25% não surgiu de forma isolada. Ela representa o capítulo mais recente de uma escalada comercial iniciada durante o novo governo Donald Trump.</p>
<h3 data-section-id="1d5wqrv" data-start="6266" data-end="6305">Abril de 2025: tarifa global de 10%</h3>
<p data-start="6307" data-end="6589">Em <strong data-start="6310" data-end="6332">2 de abril de 2025</strong>, os Estados Unidos anunciaram uma tarifa básica de <strong data-start="6384" data-end="6436">10% sobre importações provenientes de 125 países</strong>, incluindo o Brasil. A medida fazia parte de uma política de revisão das relações comerciais internacionais e atingiu cerca de 185 países e territórios.</p>
<h3 data-section-id="1xakqqk" data-start="6591" data-end="6627">Agosto de 2025: sobretaxa de 40%</h3>
<p data-start="6629" data-end="6787">Poucos meses depois, Washington elevou significativamente a pressão ao impor uma <strong data-start="6710" data-end="6740">sobretaxa adicional de 40%</strong> sobre diversos produtos agrícolas brasileiros.</p>
<h3 data-section-id="5lvgrg" data-start="6789" data-end="6833">Novembro de 2025: flexibilização parcial</h3>
<p data-start="6835" data-end="7091">Após negociações diplomáticas e pressão de setores empresariais dos dois países, os EUA reduziram tarifas de alguns produtos, como carne bovina, café, tomate e banana. Dias depois, revogaram a sobretaxa de 40% aplicada às exportações agrícolas brasileiras.</p>
<h3 data-section-id="gnel5n" data-start="7093" data-end="7140">Fevereiro de 2026: decisão da Suprema Corte</h3>
<p data-start="7142" data-end="7306">Em <strong data-start="7145" data-end="7172">20 de fevereiro de 2026</strong>, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por <strong data-start="7222" data-end="7237">6 votos a 3</strong>, que parte das tarifas globais impostas por Donald Trump era ilegal.</p>
<p data-start="7308" data-end="7471">No mesmo dia, entretanto, o presidente assinou um novo decreto restabelecendo uma tarifa global de <strong data-start="7407" data-end="7432">10% sobre importações</strong>, utilizando outro fundamento jurídico.</p>
<h3 data-section-id="1tthouo" data-start="7473" data-end="7538">Julho de 2026: investigação do USTR termina com tarifa de 25%</h3>
<p data-start="7540" data-end="7680">O encerramento da investigação conduzida pelo USTR resultou agora na aplicação da nova tarifa de <strong data-start="7637" data-end="7644">25%</strong>, voltada especificamente ao Brasil.</p>
<p data-start="7682" data-end="8020">Além disso, o país ainda enfrenta uma <strong data-start="7720" data-end="7754">segunda investigação comercial</strong> dos Estados Unidos, relacionada a supostas violações envolvendo trabalho forçado. Caso a nova medida também seja implementada, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma tributação acumulada de até <strong data-start="7960" data-end="7969">37,5%</strong>, ampliando a pressão sobre exportadores nacionais.</p>
<h2 data-section-id="1exii8p" data-start="8022" data-end="8040">Próximos passos</h2>
<p data-start="8042" data-end="8172">Nos próximos dias, o governo americano divulgará no <em data-start="8094" data-end="8112">Federal Register</em> a lista definitiva dos produtos atingidos pela nova tarifa.</p>
<p data-start="8174" data-end="8421">Enquanto isso, o governo brasileiro trabalha em duas frentes: ampliar o número de produtos isentos por meio da negociação diplomática e preparar medidas de compensação para preservar empregos, exportações e a competitividade da indústria nacional.</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A decisão marca um dos momentos de maior tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos nas últimas décadas e deve influenciar as relações econômicas bilaterais nos próximos meses.</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Fonte: Agência Brasil</p>
<p data-start="8423" data-end="8603" data-is-last-node="" data-is-only-node="">
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		<title>&#8220;A vida não nos pertence, somos só visitantes neste mundo”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-nao-nos-pertence-somos-so-visitantes-neste-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras. Desembarquei em uma &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a semana passada retornei de viagem. Passei dias longe do meu cotidiano. Sempre que posso, me ausento, na busca de coisas novas. Gosto de flanar, sem lenço e documento, em algum canto desconhecido. Sair da rotina, ser viajante, transeunte, giramundo em terras estrangeiras.</p>
<p>Desembarquei em uma madrugada chuvosa. Dormi exausto: cansado de voos longos, conexões rápidas, poltronas apertadas e desconfortáveis.</p>
<p>Acordei e vi mensagens comunicando o falecimento de uma prima querida. Educada, discreta, com uma vida de grandes realizações, Franciângela Viana Silva partiu cedo, aos 58 anos. Havíamos marcado um novo café, já que tínhamos o hábito e gosto de bebermos bons cafés. Nosso café, tantas vezes adiado, se perdeu no cipoal do tempo.</p>
<p>O tempo parou num clique de câmera, congelou a alegria, e a saudade veio depois, como sempre vem, em silêncio e com atraso. O sorriso que brilhou num instante eterno tornou-se eco de um tempo irrecuperável, e é justamente nesse eco, onde vibra o indizível da memória, que habita a dor mais silenciosa e mais civilizada: a saudade. Não a saudade sentimental dos espíritos frágeis, mas lembranças metafísicas de quem compreende, com alguma crueldade interior, que o passado não é apenas aquilo que foi, mas aquilo que nunca mais poderá ser.</p>
<p>Vivo e sobrevivo num tempo em que tudo parece escapar, mesmo quando é capturado. O momento, tal qual uma fotografia, em sua aparência de eternidade, nada mais é do que a moldura do efêmero, a tatuagem luminosa de um instante já consumido.</p>
<p>No domingo fui visitar, em um leito de UTI, um querido mestre dos bancos escolares da faculdade de Agronomia. Mestre João Batista Braga brigava pela vida. Ao acordar no dia seguinte, soube que ele fizera a passagem. Por diversas vezes marquei de visitá-lo, em sua casa no Cutim. Ficamos de tomar um vinho, jogar conversa fora, relembrar o passado. Homem decente, elegante no trato, discreto, fala mansa, era um ótimo papo.</p>
<p>Tive o privilégio de conviver duas vezes com mestre Braga: como seu aluno e como colegas de profissão no INCRA. Culto, um cabedal de conhecimento, tínhamos sempre bons assuntos para discorrer. Nossas últimas conversas foram sobre minhas andanças pelo mundo.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“A vida não nos pertence, não, somos só visitantes neste mundo, hoje estamos aqui, amanhã ninguém sabe. Vivemos como donos da estrada, como reis sentados na varanda, fazemos planos para cem anos, sem saber se amanhã ainda acordamos. Decoramos casa emprestada, pintamos sonhos na madrugada, mas o tempo passa sem pedir licença e leva tudo sem dar sentença. A juventude vai embora devagar, a saúde um dia pode falhar, os amigos mudam e o amor também, só Deus conhece o destino de alguém. Quando a vida bater na porta, não há dinheiro que encontre a resposta, fama, luxo ou posição para impedir a despedida do coração. A vida é casa alugada, nós somos só inquilinos. Hoje brindamos sorrindo, amanhã seguimos outro caminho. Entrega a chave, meu irmão, nada que cabe na mão, tudo passa nesse mundo, só o amor deixa lembrança no coração”, ouvi essa canção na internet, que mostra bem que não somos, apenas estamos… de passagem.</p>

			</div></div>
<blockquote><p>“Sou pó de estrada e bruma de ampulheta, um sino antigo em trânsito e cansaço, que leva o próprio adeus dentro do passo. Trago nos olhos húmus de profeta e um elixir de eras sobre a pressa. Cada relógio é só ferrugem quieta.  E o tempo não passa: me atravessa!”, cito o poema “Passageiro do tempo”, de Rinaldo Nunes.</p></blockquote>
<p>No intervalo de três dias perdi duas pessoas queridas, mostrando que a vida não avisa quando vamos embora. Deixei de tomar café com Franciângela e um vinho com João Braga. Restaram memórias e saudades.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Maio: mês de florescer e celebrar</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/maio-mes-de-florescer-e-celebrar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 May 2026 09:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Ao ler esta crônica, caro leitor, amiga leitora, maio já terá chegado. Um mês ameno, suave como a natureza em sua essência. Não é por acaso que maio é o mês escolhido pelos casais para seus enlaces, na esperança de dias felizes. É também o mês &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">A</span>o ler esta crônica, caro leitor, amiga leitora, maio já terá chegado. Um mês ameno, suave como a natureza em sua essência. Não é por acaso que maio é o mês escolhido pelos casais para seus enlaces, na esperança de dias felizes. É também o mês das mães, as flores que embelezam e perfumam o mundo.</p>
<p>Sou da geração que cresceu ouvindo “Pra não dizer que não falei das flores” (também conhecida como “Caminhando”), composta e interpretada pelo paraibano Geraldo Vandré em 1968. Um hino de resistência com versos marcantes sobre luta e esperança, que se tornou um símbolo da liberdade de expressão. Apresentada no III Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho, RJ, conquistou o segundo lugar, mas teve um impacto popular superior à vencedora, “Sabiá”, composta por Tom Jobim e Chico Buarque e interpretada por Cynara e Cybele.</p>
<p>Em tempos tão áridos, vamos falar de flores. Falar em plantar, germinar, florescer.</p>
<blockquote><p>“Enquanto houver vida neste mundo em chamas, haverá histórias a serem narradas, lidas e ouvidas. Não vivemos apenas no real, vivemos também no imaginário, nos sonhos, na literatura, nas artes, no teatro, essa arte viva, na experiência mística. Vivemos também no devaneio.”</p></blockquote>
<p>Com essas palavras, o escritor amazonense Milton Hatoum selou sua entrada oficial na Academia Brasileira de Letras, na sexta-feira, 24 de abril.</p>
<p>Em meio ao caos, busco incessantemente a tranquilidade. Observo as pessoas ao meu redor, todas apressadas, correndo de um lado para o outro. O mundo está cheio de indivíduos impacientes, que querem tudo no “agora”. Ninguém quer plantar, já quer colher. Esperar? Nem pensar! A vontade é maior que tudo. E quando a vida não acontece daquele jeitinho que elas planejaram, revoltam-se contra tudo e todos. Pode parecer um disparate, mas a vida não é sempre como se quer.</p>
<p>Existem coisas que têm mesmo o seu tempo. “Por vezes, é preciso fazer o que é possível e depois saber esperar, entregar ao Universo e confiar”, me diz Júlia, minha amiga esotérica. Júlia aprendeu a ser zen em um mundo em ebulição.  Esses dias, para minha felicidade, nos encontramos para um café, em um final de tarde chuvoso. Com sua pele muito clara, cheirosa e colorida, saia rodada, cabelos encaracolados e flores na cabeça, ela me fala dos livros que está lendo.  Menciona que assistiu a “Hamnet”, dirigido pela cineasta chinesa Chloé Zhao. Sensível, ela chorou o filme todo.</p>
<figure id="attachment_98477" aria-describedby="caption-attachment-98477" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cena-de-hamnet.avif"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98477 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cena-de-hamnet.avif" alt="Cena do filme Hamnet" width="888" height="521" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cena-de-hamnet.avif 888w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cena-de-hamnet-300x176.avif 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/05/cena-de-hamnet-768x451.avif 768w" sizes="auto, (max-width: 888px) 100vw, 888px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98477" class="wp-caption-text">Cena do filme Hamnet</figcaption></figure>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Hamnet” é um drama histórico sensível que aborda temas como luto, maternidade e criação artística. Conta a história de Agnes (Jessie Buckley), esposa de William Shakespeare (Paul Mescal), e a dor do casal após a morte de seu filho de 11 anos, Hamnet, por peste bubônica, evento real que teria inspirado a peça “Hamlet”. O filme dá voz à esposa de Shakespeare, quase nunca lembrada, explorando sua conexão com a natureza e como ela lidou com a perda do filho.</p>

			</div></div>
<p>Júlia compartilha a dor da perda de seu irmão Ricardo, que faleceu aos 38 anos devido a um câncer devastador. A saudade e a melancolia de continuar sem sua presença são palpáveis. Após mais um gole de café, ela se refaz no celular, mostrando seu jardim, que lembra o jardim de Caio Fernando Abreu.</p>
<p>O jardim na casa de Caio Fernando Abreu, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, tornou-se um refúgio simbólico e físico nos últimos anos de sua vida. Lá, ele cuidava de girassóis, brincos-de-princesa e rosas, encontrando na jardinagem uma metáfora para paciência, a morte e o ciclo da vida, temas explorados em suas crônicas, como em “A Morte dos Girassóis”. A jardinagem era uma forma de carinho e conexão com a vida enquanto lutava contra a AIDS, um contraste com a “noite” e a boemia presentes em sua obra.  Caio Abreu registrou suas experiências com o jardim em crônicas, onde o cultivo de flores ensinava sobre o tempo da natureza, a paciência e a aceitação da finitude.</p>
<p>Ao observar Júlia, com sua alegria contida, percebo que a vida é um convite constante para olharmos e apreciarmos as flores. Vamos florir, florescer, sempre!</p>
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		<title>Café ainda engatinha em Sergipe, mas avança com novos produtores</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/cafe-ainda-engatinha-em-sergipe-mas-avanca-com-novos-produtores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 21:15:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[cafeteria]]></category>
		<category><![CDATA[data]]></category>
		<category><![CDATA[empresário]]></category>
		<category><![CDATA[mundial]]></category>
		<category><![CDATA[produtores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Mundial do Café, celebrado nesta data, um levantamento inédito da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) revela que a cafeicultura no estado ainda está em estágio inicial, mas já começa a desenhar um cenário promissor. O primeiro Censo da Cafeicultura, realizado em 2025, identificou plantios em 17 municípios e trouxe à tona &#8230;</p>
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<p data-start="93" data-end="573">No Dia Mundial do Café, celebrado nesta data, um levantamento inédito da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) revela que a cafeicultura no estado ainda está em estágio inicial, mas já começa a desenhar um cenário promissor. O primeiro Censo da Cafeicultura, realizado em 2025, identificou plantios em 17 municípios e trouxe à tona uma atividade até então invisível nas estatísticas oficiais, abrindo caminho para políticas públicas e organização produtiva.</p>
<figure id="attachment_97100" aria-describedby="caption-attachment-97100" style="width: 1139px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-97100 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro.jpg" alt="Jean Carlos Nascimento, diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro / Foto: Ascom Seagri" width="1139" height="900" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro.jpg 1139w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro-300x237.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro-1024x809.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/jean-carlos-nacimebto-emdagro-768x607.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1139px) 100vw, 1139px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97100" class="wp-caption-text">Jean Carlos Nascimento, diretor de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa da Emdagro / Foto: Ascom Seagri</figcaption></figure>
<p data-start="575" data-end="1017">De acordo com o diretor técnico da Emdagro, Jean Nascimento Ferreira , o objetivo do levantamento foi justamente evitar que o crescimento da cultura ocorra de forma desordenada. “Sergipe está engatinhando. A gente percebeu que havia distribuição de mudas sem orientação, com risco de prejuízo futuro. Por isso, fomos identificar onde estava sendo plantado, para acompanhar e orientar”, explicou.</p>
<p data-start="1019" data-end="1395">Segundo ele, a preocupação surgiu após a constatação de que produtores estavam perdendo mudas por falta de irrigação e manejo adequado. “O café é exigente em água. Em muitos locais, sem irrigação, a planta não resiste. Além disso, havia o risco de uso de variedades inadequadas, o que poderia comprometer a produção no futuro”, afirmou.</p>
<p data-start="1397" data-end="1791">O censo mapeou 37 propriedades, somando cerca de 20,7 mil plantas em pouco mais de 20 hectares. A produção é majoritariamente familiar e de pequena escala, com predominância do café arábica, especialmente das variedades Catuaí Amarelo e Catuaí Vermelho. Apesar disso, nenhum dos produtores conta atualmente com assistência técnica estruturada, o que reforça a necessidade de políticas de apoio.</p>
<p data-start="1793" data-end="2126">A Emdagro já planeja uma atualização do levantamento ainda este ano. “A gente quer acompanhar de perto, porque há previsão de expansão, principalmente no sul e centro-sul do estado. Em novembro e dezembro vamos atualizar os dados para entender como essa cultura está evoluindo”, destacou Jean.</p>
<h3 data-section-id="z6xuqg" data-start="2128" data-end="2167">Produção experimental</h3>
<figure id="attachment_98161" aria-describedby="caption-attachment-98161" style="width: 225px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-98161" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe-225x300.jpeg" alt="Luiz Henrique, produtor de café" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Luiz-Henrique-produtor-de-cafe.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98161" class="wp-caption-text">Luiz Henrique, produtor de café</figcaption></figure>
<p data-start="2169" data-end="2412">Entre os produtores que apostam na cultura está o empreendedor rural Luiz Henrique Cunha Andrade, que cultiva café em sistema agroflorestal no interior do estado. Para ele, o plantio surgiu como consequência de um modelo produtivo sustentável. “O café se encaixou bem porque é uma planta que se adapta ao sombreamento. Aqui a gente trabalha com várias culturas juntas, sem uso de insumos químicos, e o objetivo é produzir um café orgânico e agroflorestal”, explicou.</p>
<p data-start="2678" data-end="2917">O cultivo começou de forma experimental há cerca de três anos, mas já há planos de expansão. A expectativa é chegar a aproximadamente um hectare plantado, com cerca de três mil mudas. Mesmo assim, a proposta não é produção em larga escala. “Não é um café para supermercado. A ideia é agregar valor, vender com marca própria e oferecer a experiência para quem visitar o sítio”, disse.</p>
<p data-start="3104" data-end="3298">Além do café, o produtor mantém outras culturas e aposta no turismo rural como complemento de renda, mostrando um modelo diversificado que pode ser caminho para a agricultura familiar no estado.</p>
<h3 data-section-id="ye1vhb" data-start="3300" data-end="3325">Do consumo ao negócio</h3>
<figure id="attachment_98163" aria-describedby="caption-attachment-98163" style="width: 192px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/heller-roosewstl.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98163 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/heller-roosewstl.jpeg" alt="Heuller Roosewelt" width="192" height="192" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/heller-roosewstl.jpeg 192w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/heller-roosewstl-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px" /></a><figcaption id="caption-attachment-98163" class="wp-caption-text">Heuller Roosewelt</figcaption></figure>
<p data-start="3327" data-end="3510">Na outra ponta da cadeia, o café também tem impulsionado novos negócios urbanos. O empresário Heuller Roosewelt Silva Melo decidiu investir no setor  e montou a cafeteria <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/barbadecajucafe/" target="_blank" rel="noopener">Barba de Caju</a></span> após descobrir o universo dos cafés especiais. “Eu sempre tive contato com café, mas só passei a gostar de verdade quando conheci o café especial. Antes era só uma bebida amarga. Depois disso, virou paixão”, contou.</p>
<p data-start="3722" data-end="4046">A mudança de percepção levou à abertura de uma cafeteria, inicialmente como complemento à venda de produtos artesanais. “A gente participava de feiras com biscoitos e levava café. Sempre acabava tudo. Um puxava o outro. Foi aí que decidimos abrir o espaço e focar na bebida”, relatou.</p>
<p data-start="4048" data-end="4206"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-98165 size-medium alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641-300x134.png" alt="" width="300" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641-300x134.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641-1024x457.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641-768x343.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Captura-de-tela-2026-04-14-180641.png 1157w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>O negócio, inaugurado recentemente em Aracaju, reforça o potencial de crescimento do mercado consumidor local, que começa a valorizar qualidade e experiência.</p>
<p data-start="4237" data-end="4457">Apesar dos desafios — como falta de assistência técnica, baixa tecnificação e ausência de mercado estruturado —, o diagnóstico da Emdagro aponta que a cafeicultura pode se consolidar como alternativa de renda em Sergipe.</p>
<p data-start="4459" data-end="4694" data-is-last-node="" data-is-only-node="">Experiências como o plantio consorciado e iniciativas empreendedoras indicam que, com planejamento e apoio, o café pode deixar de ser uma cultura incipiente para ocupar espaço relevante na diversificação da produção agrícola do estado.</p>
<p data-start="4459" data-end="4694" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O café é a <strong class="Yjhzub" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="" data-complete="true">segunda bebida mais consumida no mundo</strong>, perdendo apenas para a água. É o segundo produto mais comercializado globalmente, atrás apenas do petróleo. No Brasil, Minas Gerais é o estado que lidera a produção nacional</p>
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		<title> O paradoxo do Som do Silêncio no retorno laboral</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-paradoxo-do-som-do-silencio-no-retorno-laboral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 09:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; O Som do Silêncio é um paradoxo poético e filosófico presente na própria contradição da expressão: Como algo pode ter som e, ao mesmo tempo, estar em silêncio? Dependendo da lente, esse paradoxo pode ser definido de várias formas, seja pela perspectiva científica, filosófica e/ou transcendental de &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> Som do Silêncio é um paradoxo poético e filosófico presente na própria contradição da expressão: Como algo pode ter som e, ao mesmo tempo, estar em silêncio? Dependendo da lente, esse paradoxo pode ser definido de várias formas, seja pela perspectiva científica, filosófica e/ou transcendental de se comunicar com ou sem sons. O silêncio adquire contornos que vão da ausência à plenitude:</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p><strong>Na física</strong>, o silêncio é a ausência de vibração sonora perceptível. Mas, mesmo em um ambiente aparentemente silencioso, ainda se persistem sons sutis — a respiração, os batimentos cardíacos, o leve zumbido do mundo ao seu redor. O verdadeiro silêncio absoluto é raro e, quando experimentado, pode ser desconcertante.</p>
<figure id="attachment_96603" aria-describedby="caption-attachment-96603" style="width: 217px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-96603" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-232x300.jpg" alt="Claude Debussy" width="217" height="281" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-232x300.jpg 232w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-792x1024.jpg 792w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-768x993.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-1188x1536.jpg 1188w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-1584x2048.jpg 1584w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Claude_Debussy_portrait-scaled.jpg 1980w" sizes="auto, (max-width: 217px) 100vw, 217px" /></a><figcaption id="caption-attachment-96603" class="wp-caption-text">Claude Debussy  Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p><strong>Na filosofia e na psicologia</strong>, o silêncio pode ser visto como um estado de introspecção, um espaço onde o ruído externo cessa e a mente se volta para dentro. Muitas vezes, é no silêncio que encontramos nossas verdades mais profundas, e isso pode ser ao mesmo tempo fascinante e assustador.</p>
<p><strong>Na música e na arte</strong>, o silêncio é um elemento esteticamente essencial. Assim como dizia o compositor francês Claude Debussy: “A música é o silêncio entre as notas”. Ou seja, esse vazio sonoro tem um papel tão importante quanto as próprias notas, criando contraste, expectativa e emoção.</p>
<p><strong>Na espiritualidade</strong>, o silêncio é frequentemente associado à paz, meditação e conexão com o divino. Muitas tradições espiritualistas enfatizam o poder do silêncio para alcançar sabedoria e clareza.</p>

			</div></div>
<p>Durante esses dias de folga (nem tanta folga assim, né — a gente “parado” corre mais do que quando “tá aí na atividade”), experimentei um tipo diferente de sossego. Não aquele silêncio ruidoso provocado pelas notificações desligadas ou das manhãs sem pressa, mas o silêncio saudoso que ao mesmo tempo se fez ausente e presente — aquele que ecoa quando se percebe o quanto certos sons nos habitam sem a gente perceber.</p>
<p>A falta do som da máquina de café finalizando a bebida, do gole d&#8217;água da colega ao lado, do riso solto dos colegas no corredor, dos passos apressados daquele que não “perde a hora”, ou mesmo dos “Bom dia!” que se multiplicam como pequenos abraços verbais. Foi durante essa pausa que me dei conta de que essas sonoridades cotidianas não são simples ruídos — são identificações de trilhas sonoras de coletividade e pertencimento.</p>
<p>E na montagem desse material foi inevitável lembrar da canção <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.google.com/search?sca_esv=5eff3cc154b4857b&amp;sxsrf=ANbL-n6qkEdTJ4s7Gmpqf59_e6HArouzBg:1769863719364&amp;q=letra+de+disturbed+the+sound+of+silence&amp;si=AL3DRZHfNA2WT_tDX5qfaTElfH1Ozfi0H4va7HZWZNmKGSJpiBD299Sp1Evpv8jNDW6DomkOiJ_oe3k4tR7hWGXMKAfqCqizaqperVrbOdCmX0Sc4ucWfE3BIt09EQMhKAaOK06hs67xKZ4vFqdLUw8fh1imiZZXHOMqpKyTNa0Sta2EXaBwEpE%3D&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwj9payS6LWSAxWBpZUCHZ6qC6AQw_oBegQIKhAB&amp;ictx=1&amp;biw=1536&amp;bih=730&amp;dpr=1.25&amp;aic=0" target="_blank" rel="noopener">The Sound of Silence,</a></span> de Simon &amp; Garfunkel, na qual poeticamente eles nos mostram que há silêncios que gritam e sons que se calam. “Hello darkness, my old friend&#8230; ” — diz a canção, revelando que é na ausência que ouvimos a nós mesmos. Percebemos nela que o som do outro nos habita — descobrimos que o “barulho” dos outros é parte da nossa própria identidade em movimento.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-96605 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky-220x300.jpg" alt="A voz do silêncio" width="220" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky-220x300.jpg 220w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/02/a-voz-do-silencio-helena-Blavatsky.jpg 733w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" /></a>Na obra <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Voz_do_Sil%C3%AAncio" target="_blank" rel="noopener"><em>A Voz do Silêncio</em></a></span>, de Helena Blavatsky, aprendemos que o verdadeiro som que importa é aquele que só se ouve no silêncio profundo. Ela descreve um “som que mata o som ” — uma vibração silenciosa que emana do coração espiritual quando silenciamos o ego e as distrações. Para ouvir essa voz, é preciso calar a mente inferior ligada ao ego e aos desejos materiais, é preciso apertar o botão do mute do falatório interno. Não é um silêncio vazio, mas uma escuta ativa da vida, do outro e de si mesmo.</p>
<p>Já em <em>O Livro Vermelho</em>, de Carl Gustav Jung, nos é apresentado seu testamento espiritual e criativo, deliberadamente um mergulho no inconsciente, escutando o silêncio da alma e os arquétipos que ecoam no vazio. Aqui, o silêncio não é ausência de som, mas o espaço fértil onde a alma fala. Esse livro é ideal para quem busca integrar as antíteses — razão e emoção, luz e sombra, ruído e silêncio, num confronto entre o caos, a sombra e o self.</p>
<p>O silêncio pode ser reconfortante ou perturbador, pode significar solidão ou plenitude, pode ser ausência ou presença. É um conceito que desafia os sentidos e nos obriga a olhar para dentro — e talvez seja exatamente por isso que ele instiga tantas pessoas.</p>
<p>Voltar ao trabalho é, portanto, muito mais do que retomar atividades. É desvendar o valor humano do ambiente compartilhado, onde cada som tem nome, rosto, história. É redescobrir os sons da coletividade — as vozes, as risadas, o tilintar da rotina, os silêncios compartilhados. É compreender que existe um tipo de som que não pode ser replicado lá fora ou em reclusão: o som da equipe em movimento, da ideia em ebulição, do olhar que escuta mesmo sem dizer. Onde o eco de uma ideia compartilhada pode ser tão poderoso quanto o silêncio respeitado de quem está ao lado.</p>
<p>Retornar ao time com gratidão — seja pelo descanso, seja pela pausa, seja sobretudo pela certeza de que nada substitui a harmonia de se estar entre pessoas que vibram na mesma egrégora — é também reconhecer que o som que mais me fez falta… foi o de vocês.</p>
<p>Porque o silêncio pode até ser necessário para o reencontro consigo…</p>
<p>Mas é o som da convivência que nos devolve à vida coletiva.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">   O silêncio não é vazio.</p>
<p style="text-align: center;">   Ele é a argila que molda a escuta,</p>
<p style="text-align: center;">   o ventre do verbo,</p>
<p style="text-align: center;">   o eco do sagrado.</p>
<p style="text-align: center;">   Quando tudo grita,</p>
<p style="text-align: center;">   quem cala, carrega o mundo nas costas.</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No próximo domingo: </strong><strong><u>A Voz do Vazio, no contraponto do Paradoxo do Silêncio</u></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>​O altar do cotidiano — uma genealogia do café</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-altar-do-cotidiano-uma-genealogia-do-cafe/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 09:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[avô]]></category>
		<category><![CDATA[branco]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[cerimônia]]></category>
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		<category><![CDATA[xícara]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=96334</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Heuller Roosewelt (*) &#160; – Quero cafééééé! &#160; ​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “meme” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Heuller Roosewelt (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i><span class="dropcap ">– Q</span>uero cafééééé!</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>​Começo por esse grito que atravessou telas e virou memória digital, um icônico “<em><i>meme</i></em>” que animou as redes sociais uns bons anos atrás, mas que em mim ressoa como uma verdade universal. Um marco viral aos amantes dessa bebida intrínseca ao cenário nacional, se não global, pela espontaneidade e sinceridade&#8230; Não é apenas um apelo; é um chamado. Um desejo que escapa da garganta como quem pede colo, pausa ou um novo começo. Café não só se pede quebrando o silêncio. Ele nasce no ritual de dizer ao mundo que a vida só pode seguir depois que o aroma invade a sala e o primeiro gole aquece a alma.</p>
<p>Antes mesmo de compreender o mundo, eu já era exposto a ele de forma cerimoniosa. Lembro-me da xícara pequena demais para a importância que carregava; uma bebida que se fazia presente como um elemento partícipe da rotina familiar, um líquido que residiria na minha história, seja no paladar, no olfato, ou na expressão de outros registros sensoriais. Ainda assim, eu recebia o batismo de uma bebida quase toda feita de leite, uma colherinha de açúcar e apenas uma pitada do pó suficiente para tingir de bege aquele líquido matinal. Não era sobre sabor, era sobre pertencimento. Aos três anos, o “rapazinho” já tomava café; e isso dizia muito. Aquela cor na xícara era o passaporte que me colocava à mesa dos grandes, no sagrado e invisível território da convivência adulta.</p>
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<p>Talvez por isso, ao vislumbrarmos a brancura deste mês de janeiro, que nos convoca à corajosa tarefa de olhar para dentro e cuidar da saúde mental, eu veja no café um aliado silencioso. Se o &#8220;<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://grupolutapelavida.org.br/2025/01/17/janeiro-branco-chama-atencao-para-promocao-de-uma-mente-saudavel/?gad_source=1&amp;gad_campaignid=21762810219&amp;gbraid=0AAAAAphVtJbThtTidd9_UVtn6LQvFBGsG&amp;gclid=Cj0KCQiAg63LBhDtARIsAJygHZ7ZSHp9fCb-i7r1JRSXxkIVACHTj8PaSobkoTxDdWv9YU_MHqEDPV0aAsKLEALw_wcB" target="_blank" rel="noopener"><strong><b>Janeiro Branco</b></strong></a></span>&#8221; propõe uma folha em branco para reescrevermos nossas emoções, o café é a tinta que dá contorno ao autocuidado. É na pausa para a xícara que o pensamento descansa e o peito desaperta; um momento de sanidade em meio ao caos. Cuidar do espírito exige essa mesma paciência do coador: deixar o que é essencial passar, reter o que é excesso e entender que a mente, assim como o grão, precisa de tempo e temperatura certa para não amargar. É o &#8220;mês branco&#8221; pedindo o respiro que só o &#8220;momento preto&#8221; do café consegue proporcionar.</p>

			</div></div>
<p>Justamente por esse meu <em><i>assunte</i></em> familiar, entendo que compartilhar café, esse item consumido por milhões de pessoas todos os dias, é mais do que interagir com uma simples bebida. Trata-se de um fenômeno cultural, com tradições e práticas singulares em várias partes do mundo, uma realidade com raízes profundas em muitos aspectos da vida humana. Minhas referências com essa bebida giram em torno das diversas aglomerações intimistas: seja entre aquelas que compartilhavam do mesmo sangue, seja daquelas que compartilhavam do mesmo ideal fraterno e calor humano.</p>
<p>Outrossim, lembro que o café também teria me deixado marcas – literalmente. Na casa de meus avós, no interior do sertão, o café era uma dose de carinho servida quente. Na arte de servir o café com leite (ou do leite com café), a garrafa térmica traiu o ritual, desprendeu a tampa e um tiquinho de água quente tocou o braço do guri (<em><i>eu</i></em>) à mesa do jantar. Tivemos aquele “<em><i>Deus nos acuda</i></em>” para sanar a quentura que avermelhou a pele, mas o susto de ter caído o líquido foi maior que o evento em si. O que ficou, contudo, foi a marca na memória: o zelo da avó que, com tanto carinho, preparou a bebida e tanto se preocupou em se desculpar pelo acidente. O vermelho passou rápido; já a memória do cuidado ficou gravada.</p>
<p>Na casa dos outros avós, o café era presença mesmo na ausência. Meu avô não podia tomá-lo, mas nunca abriu mão da xícara. Enchia-a de cevada e sentava-se à mesa como quem diz: “Estou aqui”. Ele não bebia do grão, mas bebia da comunhão. A roda à mesa se formava, a refeição se expunha e a conversa fluía. O papo dele era o centro gravitacional de uma roda de conversa onde o tempo não tinha pressa de passar, fosse em caneca de aço, xícara de louça ou copo de vidro. Ali, o café era mais o símbolo do que a bebida. Café também é isso: registros invisíveis que aquecem a lembrança e constroem nossa história.</p>
<p>São tantos cafés da manhã, tantos fins de tarde, tantas pausas improvisadas que se tornam verdadeiros rituais. No trabalho, na família, entre amigos, o café cria pontes invisíveis – uma alquimia dedicada ao prazer de confraternizar o dia a dia. Ele sempre marcou o tempo humano, não necessariamente o do relógio. Inaugura o dia, sela acordos, sustenta conversas difíceis e celebra aquelas mais simples. Onde há café, há a convivência; onde há café, há espaço para a fala, para o riso, e para o silêncio que não constrange. Em diferentes culturas, compartilhar uma xícara é sinônimo de acolhimento, socialização e conexão.</p>
<p>Nesses arquétipos tive plantada a semente do desejo de narrar. Ao relembrar os exemplos de meu avô, mestre na arte de desfiar a própria vida em relatos criativos, percebo o quanto aquilo me marcou. Meu ideal primeiro sempre foi conseguir expor tão bem os momentos de vida que se registravam através da palavra. Eu desejava reproduzir aquela empolgação da narrativa, aquela capacidade de costurar histórias com falas simples, ditas à mesa, no tempo certo, através das palavras e do aroma do vapor que sobe da xícara.</p>
<p>O café, antes automático, começou a apontar algo maior: um caminho possível entre rotina e sentido. O café sempre foi item essencial para o bom convívio e para marcar o cotidiano nosso de cada dia. Dos grãos tradicionais aos cafés especiais, o bom café encanta paladares e revela experiências únicas. Esse universo de sabores que cresce a cada safra acompanha a evolução de um consumidor mais curioso, informado e atento a esse prazer de consumir essa bebida. Nos corredores do trabalho, o som da máquina se faz notar com gratidão e os “Bom dia” funcionam como abraços verbais. Percebe-se, então, que somos feitos desses instantes mínimos: cafés compartilhados, olhares cúmplices e conversas despretensiosas que nos devolvem a humanidade diante de um sistema que nem sempre nos entende. Cada xícara é uma chance de recomeçar e passa a ser um convite para habitar o agora.</p>
<p>​Com o passar dos anos, o que era hábito virou destino. Foi depois de ter me importado com o que saboreava que o simples “cafezinho do expediente” deixou definitivamente de ser distração para se tornar uma nova direção. Ao estudar a fundo a alquimia do grão e mergulhar no universo dos baristas, fui apresentado ao conceito do que realmente é o café, e algo mudou em meu olhar. O gesto automático deu lugar à escolha consciente: aroma, tempo, silêncio. Descobri que apreciar café é abandonar a inércia do costume para habitar, enfim, a realidade da presença. Desfrutar desse sabor real é, acima de tudo, um ato de coragem.</p>
<p>Aprendi que a vida é tecida nesses detalhes: o gole d’água ao lado, o riso solto no corredor, os afetos que se multiplicam. O café sustenta a convivência porque ele é o &#8216;fio de ouro&#8217; das nossas relações. Em tempos de obsolescência programada, onde o que se quebra é descartado, ele nos ensina a arte do <em><i>Kintsugi</i></em>. Se a xícara cai e estilhaça, não descartamos a história; juntamos os pedaços e reconhecemos a beleza nas cicatrizes. No cotidiano, entre um café e outro, a vida se revela inteira. É ali que restauramos vínculos, colamos afetos e superamos dificuldades. A vida verdadeira não está nos grandes gestos teatrais, mas na coragem de restaurar e cuidar do que se mostra mais frágil.</p>
<p>Lá nos mangues do Rio Sergipe, nas ladeiras de São Cristóvão ou nas praças de Aracaju, o que nos salva é a conversa jogada fora. O café se torna o Norte para quem busca um propósito; é a prova de que ninguém deve desistir de um sonho por falta de direção. Às vezes, o futuro começa exatamente assim: silencioso, quente entre as mãos, e já que “<em><i>o mundo não para para a gente amarrar os sapatos</i></em>”, vamos aproveitar quando ele desacelera por alguns segundos enquanto tomamos uma xícara de café e nos deixamos simplesmente ser.</p>
<p><em><i>(Palavras que se perderam ao vento e se encontraram no tempo)</i></em></p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Conheça <em><strong><span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/barbadecajucafe/" target="_blank" rel="noopener">Barba de Caju Cafeteria</a></span></strong></em></p>

			</div></div>
<p><em><i> </i></em><strong><em><b><i>#ParaTodosVerem</i></b></em></strong><em><i>: Imagem em formato horizontal. Sobre uma mesa de madeira, várias mãos seguram xícaras de café fumegante. As pessoas estão dispostas em roda, com os rostos fora de foco, destacando o café como elemento central. A cena transmite sensação de encontro, partilha e conversa, com luz suave e atmosfera acolhedora.</i></em></p>
<p><strong><b> </b></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ensinamentos de um lápis</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/ensinamentos-de-um-lapis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 14:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[lápis]]></category>
		<category><![CDATA[menino]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[pães]]></category>
		<category><![CDATA[primeira]]></category>
		<category><![CDATA[qualidades]]></category>
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		<category><![CDATA[segunda]]></category>
		<category><![CDATA[terceira]]></category>
		<category><![CDATA[vovô]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; No derradeiro dia do ano, fui à padaria comprar alguns itens para um café da tarde. Iria reunir amigos fraternos em torno da mesa, no final do dia. Alguns deles não vi há algum tempo; o café tinha esse objetivo: reunir, agregar, congregar, compartilhar histórias, rebobinar memórias e &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>o derradeiro dia do ano, fui à padaria comprar alguns itens para um café da tarde. Iria reunir amigos fraternos em torno da mesa, no final do dia. Alguns deles não vi há algum tempo; o café tinha esse objetivo: reunir, agregar, congregar, compartilhar histórias, rebobinar memórias e falar de fatos do ano que findaria. Na correria do dia a dia, a pausa em torno da mesa do café era o lugar ideal para confraternizar. Como todos são aficionados pelo segundo líquido mais consumido no mundo, só perdendo para a água, que entra em sua confecção, esse era o mote para tomarmos um bom café.</p>
<p>Ao chegar em casa, vi no saco dos pães, uma bela história, que já conhecia, mas não lembrava por inteiro, a qual reproduzo aqui.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Um menino observava seu avô escrevendo em um caderno e perguntou:<br />
– Vovô, você está escrevendo algo sobre mim?</p>
<p>O avô sorriu e disse ao netinho:<br />
– Sim, estou escrevendo algo sobre você. Entretanto, mais importante do que as palavras que estou escrevendo é este lápis que estou usando. Espero que você seja como ele quando crescer.</p>
<p>O menino olhou para o lápis e, não vendo nada de especial, intrigado, comentou:<br />
– Mas este lápis é igual a todos os que já vi. O que ele tem de tão especial?</p>
<p>– Bem, depende do modo como você olha. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir vivê-las, será uma pessoa de bem e em paz com o mundo – respondeu o avô.</p>
<p>– Primeira qualidade: Assim como o lápis, você pode fazer coisas grandiosas, mas nunca se esqueça de que existe uma “mão” que guia os seus passos e que, sem ela, o lápis não tem qualquer utilidade: a mão de Deus.</p>
<p>– Segunda qualidade: Assim como o lápis, de vez em quando você vai ter de parar o que está escrevendo e usar um “apontador”. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas, ao final, ele se torna mais afiado. Portanto, saiba suportar as adversidades da vida, porque elas farão de você uma pessoa mais forte e melhor.</p>
<p>– Terceira qualidade: Assim como o lápis, permita que se apague o que está errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos trazer de volta ao caminho certo.</p>
<p>– Quarta qualidade: Assim como no lápis, o que realmente importa não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro dele. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você. O seu caráter será sempre mais importante do que a sua aparência.</p>
<p>– Finalmente, a quinta qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo o que você fizer na vida deixará traços e marcas nas vidas das pessoas; portanto, procure ser consciente de cada ação, deixe um legado, marcando positivamente a vida das pessoas.” Autor desconhecido.</p>

			</div></div>
<p>Por fim, à medida que o lápis é usado, ele vai se desgastando até acabar e ser substituído por outro. Logo, é preciso saber que um dia nós também seremos substituídos. Quantos ensinamentos para um novo ano que está começando.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Livros, discos e nostalgia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/livros-discos-e-nostalgia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2025 08:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dia Desses]]></category>
		<category><![CDATA[autores]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[CDs]]></category>
		<category><![CDATA[comprar]]></category>
		<category><![CDATA[espresso]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[rádios]]></category>
		<category><![CDATA[sebo.xique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por André Brito (*) &#160; Dia desses fui até o JFC, aquele prédio de vidro azul, de imponência celeste tal qual céu sem nuvens. O bicho é bonito. Eu fui lá fazer umas compras, olhar uns sapatos e trocar o celular. Nessas andanças, eis que me deparo com um sebo. Você sabe o que &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por André Brito (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ia desses fui até o JFC, aquele prédio de vidro azul, de imponência celeste tal qual céu sem nuvens. O bicho é bonito. Eu fui lá fazer umas compras, olhar uns sapatos e trocar o celular. Nessas andanças, eis que me deparo com um sebo. Você sabe o que é um? Pequenas lojas que vendem livros usados (e novos também!) e outros produtos.</p>
<p>Pois bem, e não era qualquer sebo, era o Sebo Xique. Lá me encantei com uma quantidade de autores, CDs, LPs (sabe o que é?). Senti um doce enlace com o lugar, que me remeteu a um tempo em que as horas passavam no movimento da leitura ou da rotação do disco de 45 RPMs.</p>
<figure id="attachment_94818" aria-describedby="caption-attachment-94818" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94818 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-300x199.png" alt="" width="300" height="199" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-300x199.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159-310x205.png 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Captura-de-tela-2025-11-08-010159.png 370w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94818" class="wp-caption-text">Advogado e empresário Clóvis Barbosa Foto: Ascom/TCE</figcaption></figure>
<p>Pude trocar uma ideia com Clóvis Barbosa, o dono, e beber um pouco do seu vasto conhecimento. Folheei livros, variantes de Dostoiévski a Manuel Bandeira; bebi café espresso (se escreve assim), comi bolachinha de goma, vi rádios antigos. Queria comprar tudo.</p>
<figure id="attachment_94823" aria-describedby="caption-attachment-94823" style="width: 91px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94823" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-300x300.jpg" alt="" width="91" height="91" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-1024x1024.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14-768x768.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Design-sem-nome-14.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 91px) 100vw, 91px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94823" class="wp-caption-text">Disco de vinil</figcaption></figure>
<p>Olhei disco por disco. Nacionais e internacionais. Comprei um de música gaúcha. Queria todos, para ouvi-los em um fim de semana. Muito melhor que passar horas me deprimindo em séries da “Netflaikes”.</p>
<p>O fluxo do dia a dia nos deixa muito distantes da singeleza das coisas importantes. Viajei sem sair do lugar. O Sebo é Xique e ganhou um admirador. Vou lá buscar os discos que separei junto com as minhas lembranças.</p>
<p>Sigaê: <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/seboxique/" target="_blank" rel="noopener">@seboxique</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pelo mundo — um café em Varsóvia</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pelo-mundo-um-cafe-em-varsovia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 13:26:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Terça feira, 04/11, desembarquei em Varsóvia, Polônia, vindo de Reykjavik. Este é o quarto país que visito nesta trip. Já passei por Lisboa, Portugal, Amsterdã, Utrecht, Leusden, Haia, na Holanda; Reykjavik, Islândia. Tive sorte no curto tempo que estive na Islândia. Dois dias antes de desembarcar na gélida &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">T</span>erça feira, 04/11, desembarquei em Varsóvia, Polônia, vindo de Reykjavik. Este é o quarto país que visito nesta trip. Já passei por Lisboa, Portugal, Amsterdã, Utrecht, Leusden, Haia, na Holanda; Reykjavik, Islândia. Tive sorte no curto tempo que estive na Islândia. Dois dias antes de desembarcar na gélida Reykjavik, houve uma nevasca, com 50 centímetros de neve, coisa que não ocorria no país, neste mês de novembro, há 50 anos. Caminhei por uma Reykjavik com gelo derretendo em ruas e calçadas. Cuidado redobrado para quem se locomove com muletas.</p>
<p>O aeroporto de Reykjavik fica a 60 km do centro da fascinante cidade. Deu para conhecer a grande ilha, os lugares mais distantes conhecerei em uma próxima viagem. O Velho Mundo me fascina. A Europa com seus 50 países, tem arte, história, gastronomia, experiências e pessoas interessantes. Como diz o amigo Francisco Brandão, português com coração brasileiro: “A Europa é um grande museu”.</p>
<figure id="attachment_94743" aria-describedby="caption-attachment-94743" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94743 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38.jpeg" alt="Luiz Thadeu em Reykjavík" width="1280" height="854" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38-300x200.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38-1024x683.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.06.38-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94743" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu em Reykjavík, na Islândia   Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p>Na Holanda, visitei Haia: almocei com amigos queridos, visitei a Casa de Maurício de Nassau, que tem muito a ver com nossa história.</p>
<p>Varsóvia com seus dois milhões de habitantes, cosmopolita e efervescente, pulsa o moderno ao lado do passado. Musical, tem artistas de rua, espalhados pela cidade. A Polônia, localizada ao lado da Ucrânia, já recebeu mais de quatrocentos mil ucranianos, que se refugiaram em suas cidades, fugindo da famigerada guerra com a Rússia. Em 2018 tive a oportunidade de visitar Kiev, e andei por praças, ruas e avenidas arborizadas e bem cuidadas, onde nunca imaginei tamanha barbárie por causa de uma mente doentia como a de Vladimir Putin. Assistir pela TV às cenas horripilantes da guerra, é muito triste. Escrevo de um Café, no centro comercial e econômico de Varsóvia, que em nada lembra ter uma guerra sangrenta tão perto.</p>
<figure id="attachment_94759" aria-describedby="caption-attachment-94759" style="width: 237px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-94759" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39-225x300.jpeg" alt="Luiz Thadeu, Varsóvia" width="237" height="316" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39-768x1024.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39-1152x1536.jpeg 1152w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/WhatsApp-Image-2025-11-05-at-08.09.39.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94759" class="wp-caption-text">Luiz Thadeu, em Varsóvia</figcaption></figure>
<p>Observo o frenesi das pessoas, aturdidas em seus afazeres. Um casal à minha frente, a sorrir, com o frescor da jovialidade. Um senhor solitário, lê calmante seu jornal, atualizando-se sobre as mazelas de dias loucos. Uma senhora com seu cachorro, ambos agasalhados do frio, não parecem preocupados com seu entorno. Um jovem, cabelos ruivos, alargadores nos lóbulos das orelhas, piercing no nariz, lembra índios da Amazônia. O termômetro marca 8 graus. Gosto de frio, vou tomar mais um café e checar a planilha das novas viagens que planejei.</p>
<p>Gosto do Velho Mundo, da calmaria de sentar-se em um Café, sem a neurose com preocupação que toma conta de nós brasileiros, inseguros em qualquer lugar de país chamado “Brasil”, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que a cada dia fica mais violento. As mazelas do Brasil, vistas de longe, nos tornam cada vez mais feios.</p>
<p>Amanhã me despeço da Europa, sigo para a Ásia, o continente exótico e populoso que mais me encanta. Primeiro vou para Azerbaijão, com sua capital Baku, planejada e cada vez mais ocidental. Depois visito oito novos países.</p>
<p>&nbsp;</p>
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