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	<title>Arquivo para Caderno Croqui - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Pena que Lavra, Tintura e Grada &#8211; A propósito de &#8220;Caderno Croqui (1985 — 1996)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2024 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Caderno Croqui]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Léo Mittaraquis (*) &#160; O poeta e o artista plástico/gráfico [assim eu o considero] propõe-se ao apanhado. E entre dois marcos, 85 e 96, dispõe seus versos e seus traços. Em ambos há cores. E diria, também, sua música. Ora, pois, sim: Ronaldson, ademais, é elegante compositor. Sei que o artista dialoga bem com o &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/pena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996/">Pena que Lavra, Tintura e Grada &#8211; A propósito de &#8220;Caderno Croqui (1985 — 1996)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996%2F&amp;linkname=Pena%20que%20Lavra%2C%20Tintura%20e%20Grada%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20%E2%80%9CCaderno%20Croqui%20%281985%20%E2%80%94%201996%29" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996%2F&amp;linkname=Pena%20que%20Lavra%2C%20Tintura%20e%20Grada%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20%E2%80%9CCaderno%20Croqui%20%281985%20%E2%80%94%201996%29" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996%2F&amp;linkname=Pena%20que%20Lavra%2C%20Tintura%20e%20Grada%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20%E2%80%9CCaderno%20Croqui%20%281985%20%E2%80%94%201996%29" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996%2F&amp;linkname=Pena%20que%20Lavra%2C%20Tintura%20e%20Grada%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20%E2%80%9CCaderno%20Croqui%20%281985%20%E2%80%94%201996%29" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996%2F&#038;title=Pena%20que%20Lavra%2C%20Tintura%20e%20Grada%20%E2%80%93%20A%20prop%C3%B3sito%20de%20%E2%80%9CCaderno%20Croqui%20%281985%20%E2%80%94%201996%29" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/pena-que-lavra-tintura-e-grada-a-proposito-de-caderno-croqui-1985-1996/" data-a2a-title="Pena que Lavra, Tintura e Grada – A propósito de “Caderno Croqui (1985 — 1996)"></a></p><blockquote><p>Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> poeta e o artista plástico/gráfico [assim eu o considero] propõe-se ao apanhado. E entre dois marcos, 85 e 96, dispõe seus versos e seus traços. Em ambos há cores. E diria, também, sua música. Ora, pois, sim: Ronaldson, ademais, é elegante compositor.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1.jpeg"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-75372 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1-194x300.jpeg" alt="" width="194" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1-194x300.jpeg 194w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-1.jpeg 615w" sizes="(max-width: 194px) 100vw, 194px" /></a>Sei que o artista dialoga bem com o potencial polissêmico inerente à poesia. Contudo, não é sensato perceber suas produções de forma aleatória, tudo a significar tudo, sem vela nem leme. <span class="sigijh_hlt">O escritor sabe à larga valer-se da palavra, conhecedor que é, além da Literatura, também da nossa língua portuguesa. Há sequência e sentido. Volpi entre a bala e a embalagem. Bule velho, transversal ao tronco de velha árvore. Esquisso ao longo da estação mais fria do ano, que se situa entre o outono e a primavera.</span></p>
<p>O projeto gráfico da obra é impecável. Responde bem às expectativas do leitor. As ilustrações conversam de forma consistente, pertinente, com os textos. São, por si tão somente, testemunhas extremamente confiáveis da perspectiva plástica do artista ante o mundo [o dele e este que, mesmo não sendo nosso por merecimento, ocupamos]. Não será este sabatino escriba que irá tagarelar, poema a poema, desenho a desenho, qual engenheiro de obra pronta e consolidada.</p>
<p>Sim, é isto: não me lançarei à exaustiva empreitada de comentar todo o livro, de ponta a ponta. A coisa é digna e boa. Neste ponto, sem surpresas – Ronaldson, desde há muito, se afirmou como poeta, como referência literária na terrinha e alhures.</p>
<p>Meditei, após leitura e releitura desta obra que se faz respeitar e admirar, e a mim mesmo disse: verdade seja dita, é um saboroso reencontro.</p>
<p>Volto no tempo, anos oitenta, do começo até o finzinho. Época em que eu não escrevia poemas, mas, sim, cometia hediondos crimes sob os olhos escandalizados de Calíope. Eu não era poeta, longe disso. Apenas um pedante e pernóstico, sob o manto da arrogância, a escrever [escrever?] frases de efeito, metáforas sem fundamento, amontoando-as.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-75373 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2-197x300.jpeg" alt="" width="212" height="323" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2-197x300.jpeg 197w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/02/WhatsApp-Image-2024-02-23-at-07.57.35-2.jpeg 569w" sizes="auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px" /></a>Hoje, é de bom-tom esclarecer-se, continuo pedante, pernóstico e arrogante, porém, pari passu, tornei-me escritor [e crítico] a lidar com mestria nas composições.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Ronaldson, já naquela época, sabedor das coisas, e do que ainda teria de saber, ia, aos poucos, mostrando a que veio. Li “Gradação (ou A Flauta Submarina)”, e um estalo doído e esclarecedor ocorreu na cachola: “este sim, é poeta, entende do riscado”. Outros tantos poemas que li só reafirmaram o observado.</span></p>
<p>O consolidado, não obstante dinâmico, vívido, mundo poético do escritor Ronaldson.</p>
<p>Em “Caderno Croqui”, um mundo de memórias. Não no mero sentido da comum [ainda que muito importante] capacidade mental que permite armazenar e recuperar informações – esta caracterizada pela percepção, codificação e armazenamento. Ferramenta do dia a dia.</p>
<p>Na verbal e imagética lavra ronaldsoniana, a memória manifesta-se numa riquíssima evocação habilmente mesclada, isto é [a parafrasear Frances A. Yates], o poema e o desenho, pelas mãos deste artista, se impõem na supremacia dos significados inerentes ao visual, sob traços e termos bem-dispostos diante de nós, leitores.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">“Caderno Croqui” é a materialização plástica e verbal do denso estofo lírico de Ronaldson. Ao ler e olhar o livro, me vejo sob o compromisso de externar o que esta produção literária me passa sobre o autor: cada poema, cada desenho emana um ritmo nítido, próprio e marcante. O artista, via estes recursos, compartilha momentos de transformação e de revelação</span>. Trajetória poética, trajetória de vida, devidamente articuladas, ainda que não se recusem ao fator da inexorabilidade tão própria aos percalços próprios à existência, pois, estes são, também, o motor da construção poética.</p>
<p>O autor é profuso em temas e soluções, mas, num sedutor paradoxo, se utiliza do aproveitamento racional e eficiente, versado que é na exigência de especificidade que a cada poeta a poesia inspira.</p>
<p>Por consequência feliz, “Caderno Croqui” põe o leitor a refletir, a sonhar, a observar e fantasiar. Ou seja: do mundo poético de Ronaldson, cada leitor apreende um lote e traz ao seu ambiente pessoal, mediante imagens e sentimentos que se manifestam, então, em formas singulares.</p>
<p>Como gesto de memória, de inspeção do estado patrimonial do seu espírito transcendente e estético, Ronaldson, nesta sua publicação, demonstra que fixou, sem amarras demasiadamente cerradas, diversos lugares de revivescências. Entre o ontem e o presente, o poeta se move na direção que lhe melhor aprouver.</p>
<p>E como ele mesmo diria: “Olho a vida/Sombreada na estrada/Que eu mesmo fiz”.</p>
<p>É isto.</p>
<p>&nbsp;</p>
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