<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo para cabeça - Só Sergipe</title>
	<atom:link href="https://www.sosergipe.com.br/tag/cabeca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sosergipe.com.br/tag/cabeca/</link>
	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 24 Mar 2025 13:13:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>
	<item>
		<title>Vacas de Sergipe produzem 3 vezes mais leite que a média nacional</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/vacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Mar 2025 12:06:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[cabeça]]></category>
		<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[distrito]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[litros]]></category>
		<category><![CDATA[média]]></category>
		<category><![CDATA[Poço Redondo]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=87611</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; Uma pesquisa trimestral sobre a produção de leite do país, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao quarto trimestre de 2024, coloca Sergipe em uma posição privilegiada. O estado ocupa o segundo lugar na produção entre os estados nordestinos e o 10º lugar no &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/vacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional/">Vacas de Sergipe produzem 3 vezes mais leite que a média nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&#038;title=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/vacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional/" data-a2a-title="Vacas de Sergipe produzem 3 vezes mais leite que a média nacional"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">U</span>ma pesquisa trimestral sobre a produção de leite do país, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.ibge.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">IBGE</a></span>), referente ao quarto trimestre de 2024, coloca Sergipe em uma posição privilegiada. O estado ocupa o segundo lugar na produção entre os estados nordestinos e o 10º lugar no país, com 132,2 milhões de litros. Um dado importante: enquanto a média brasileira é de 1.343 litros por cabeça/ano, a de <strong>Sergipe é de 2.336 litros por cabeça/ano, e a de Poço Redondo, no sertão, é de 3.960 litros por cabeça/ano, três vezes mais que a média nacional</strong>.</p>
<p>O destaque na produção de leite em Poço Redondo é o povoado de Santa Rosa do Ermírio e deve-se ao investimento contínuo em genética animal, com vacas de alta linhagem, o que aumenta significativamente a produtividade.</p>
<p>O diretor de assistência técnica da <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://emdagro.se.gov.br/" target="_blank" rel="noopener">Emdagro</a> </span>(Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe), Jean Carlos Nascimento, lembra que “antigamente, as vacas produziam cerca de três a quatro litros de leite por dia, mas hoje <strong>elas alcançam uma média de 25 a 30 litros diários, graças ao melhoramento genético e aos cuidados especializados</strong>”. O rebanho bovino sergipano é, atualmente, estimado em 1,3 milhão de animais.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" class="wp-image-87613" src="https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-1024x682.jpg" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-1024x682.jpg 1024w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-300x200.jpg 300w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-768x512.jpg 768w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-1536x1023.jpg 1536w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-150x100.jpg 150w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-696x464.jpg 696w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior-1068x712.jpg 1068w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gado-do-interior.jpg 1600w" alt="" width="1024" height="682" /><figcaption class="wp-element-caption">O rebanho bovino de Sergipe tem mais de 1,3 milhão de cabeças, a maioria voltada para a produção de leite. Foto: Vieira Neto/Divulgação</figcaption></figure>
</div>
<p>Jean Carlos Nascimento reforça que todo esse potencial da bacia leiteira sergipana é fruto de um trabalho que começou há algum tempo, com pesquisas e apoio aos produtores locais. Com isso, em 2021, por exemplo, o estado produziu 435,5 milhões de litros de leite, o que representou um aumento de 20,9% em relação ao ano anterior. Já em 2022, a produção de leite em Sergipe alcançou 78,28 milhões de litros apenas no quarto trimestre.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Programas e inseminação</h3>
<p>Para apoiar os pequenos produtores rurais, <strong>a Emdagro iniciou o Programa “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.se.gov.br/noticias/governo/programa_sementes_do_futuro_melhora_produtividade_e_garante_seguranca_alimentar_aos_agricultores_sergipanos#:~:text=Por%20meio%20do%20programa%20Sementes,11%20mil%20quilos%20de%20sementes." target="_blank" rel="noopener">Sementes do Futuro</a></span>“, distribuindo insumos essenciais para garantir a alimentação animal</strong>. São 206 toneladas de sementes de milho para cerca de 55 municípios, incluindo Poço Redondo, Porto da Folha e Glória. Esse milho é utilizado principalmente para a produção de silagem, essencial para garantir a alimentação dos animais, especialmente durante períodos de seca.</p>
<p>Além disso, <strong>o governo tem promovido a distribuição de 400.000 raquetes de palma, uma alternativa crucial para garantir a alimentação animal durante os meses mais secos</strong>. A palma das variedades “Orelha de Elefante” e “Sertânia”, ambas resistentes ao clima da região, é distribuída para produtores em 20 municípios do sertão sergipano.</p>
<p>Segundo Jean Carlos Nascimento, desde 2022, a Emdagro tem trabalhado com o programa <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://maispecuariabrasil.com/" target="_blank" rel="noopener">Mais Pecuária Brasil</a></span>, começando nos municípios de Nossa Senhora de Lourdes, Itabi, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória e Monte Alegre. “Esse trabalho é gratuito para o pequeno agricultor que tem até 30 animais. Normalmente, eles escolhem as vacas de leite, é claro. Quando o trabalho foi iniciado, apenas 402 vacas foram inseminadas, enquanto em 2024, foram inseminados cerca de 1.000 animais.”</p>
<p>Além da inseminação, o rebanho deve estar vacinado contra a brucelose, uma das principais doenças dos bovinos. “Aqueles que têm até 30 reses, a vacina é gratuita. No ano passado, imunizamos 5.257 animais. Com isso, temos um leite de mais qualidade e maior produtividade”, frisou Jean Carlos.</p>
<h3 class="wp-block-heading">Produção de leite</h3>
<p>A grande produção de leite no Sertão sergipano atraiu as indústrias e hoje <strong>o município de Nossa Senhora da Glória tem cerca de 10 empresas de beneficiamento</strong>, que compram quase toda a produção, enviando-a inclusive para outros estados, como Alagoas, Bahia e Pernambuco. O governo, por sua vez, em parceria com o governo federal, aderiu ao <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sda.ce.gov.br/paa-leite/" target="_blank" rel="noopener">PAA Leite</a> </span>(Programa de Aquisição de Alimentos), que adquire 90 mil litros de leite por mês, beneficiando três mil famílias em seis municípios da região.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-87614" src="https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-1024x576.jpg" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-1024x576.jpg 1024w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-300x169.jpg 300w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-768x432.jpg 768w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-1536x864.jpg 1536w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-150x84.jpg 150w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-696x392.jpg 696w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria-1068x601.jpg 1068w, https://movimentoeconomico.com.br/wp-content/uploads/2025/03/lac-gloria.jpg 1600w" alt="" width="1024" height="576" /><figcaption class="wp-element-caption">Empresa de laticóinios Lac Glória, em Nossa Senhora da Glória, comercializa seus produtos em Sergipe e mais três estados do Nordeste. Foto: Arquivo pessoal</figcaption></figure>
</div>
<p>Uma das empresas que atuam em Nossa Senhora da Glória é a <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.instagram.com/laticinioslacgloria/" target="_blank" rel="noopener">Lac Glória Laticínios</a></span>, um empreendimento familiar fundado há mais de 30 anos, que conta com 60 funcionários. “Nossos produtos derivados do leite são queijos, queijos coalho, manteiga, que distribuímos, com frota própria, para o mercado sergipano e para Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte”, disse o diretor administrativo da empresa, Lucas Santos.</p>
<p>No dia 3 de fevereiro de 2003, a Lac Glória foi o primeiro laticínio a receber o selo de adesão do <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/defesa-agropecuaria/suasa/sisbi-1" target="_blank" rel="noopener">Sisbi</a></span> (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), permitindo a comercialização dos produtos em todo o país.</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&amp;linkname=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fvacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional%2F&#038;title=Vacas%20de%20Sergipe%20produzem%203%20vezes%20mais%20leite%20que%20a%20m%C3%A9dia%20nacional" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/vacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional/" data-a2a-title="Vacas de Sergipe produzem 3 vezes mais leite que a média nacional"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/vacas-de-sergipe-produzem-3-vezes-mais-leite-que-a-media-nacional/">Vacas de Sergipe produzem 3 vezes mais leite que a média nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As histórias dos correspondentes</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/as-historias-dos-correspondentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 09:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[cabeça]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[correspondentes]]></category>
		<category><![CDATA[demissão]]></category>
		<category><![CDATA[Dia do Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[fake news]]></category>
		<category><![CDATA[impresso]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Líbero Badaró]]></category>
		<category><![CDATA[poder]]></category>
		<category><![CDATA[poderosos]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=38881</guid>

					<description><![CDATA[<p>Viver para contar. É assim, vivendo para contar histórias todos os dias, a lida dos jornalistas brasileiros.  Em outros tempos poderia até se dizer que, logo cedo, você, leitor,  ficaria bem informado quando o jornal, quentinho feito pão e com cheiro da rotativa, chegava a sua casa e era, digamos, um acompanhamento para o café &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/as-historias-dos-correspondentes/">As histórias dos correspondentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&#038;title=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/as-historias-dos-correspondentes/" data-a2a-title="As histórias dos correspondentes"></a></p><p style="text-align: justify;"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-38905 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T231742.375.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>Viver para contar. É assim, vivendo para contar histórias todos os dias, a lida dos jornalistas brasileiros.  Em outros tempos poderia até se dizer que, logo cedo, você, leitor,  ficaria bem informado quando o jornal, quentinho feito pão e com cheiro da rotativa, chegava a sua casa e era, digamos, um acompanhamento para o café da manhã. E ainda o  é. Só<span style="color: #000000;"> que</span> hoje junto ao jornal impresso há os jornais na internet, que nunca dormem e são atualizados minuto a minuto, e os canais de TV que nunca desligam. São novos tempos e um fato que aconteceu lá do outro lado do mundo chega até você num piscar de olhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas em outros tempos,  que o protótipo de um &#8220;celular&#8221; só existia na sola do sapato do agente Maxwell Smart, do seriado de TV Agente 86, os jornalistas tinham que ter no bolso as fichas do telefone público para se comunicar com a redação, seja no Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília. E ainda ter horário para mandar as matérias que, num passado recente, eram enviadas por telex, aparelho que hoje é uma portentosa peça de museu.</p>
<p style="text-align: justify;">Para uma geração que só conhece, também, no  museu a máquina de escrever e outra que era veloz na datilografia,  o <strong>Só Sergipe</strong> convidou três jornalistas sergipanos para que contassem, em primeira pessoa, um pouco de suas histórias como correspondentes de grandes jornais brasileiros: <strong>Adiberto Souza, </strong>do extinto Jornal do Brasil;<strong>  Ofélia Onias, </strong>do Correio Braziliense<strong>; e Milton Alves, </strong>de O Globo. Eles atuaram numa época  em que  a tecnologia dava os primeiros passos e hoje são testemunhas oculares da evolução do jornalismo, integraram-se às novas ferramentas, enfim, estão totalmente antenados.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a internet e as redes sociais mudaram o mundo, a depender do uso,  para melhor ou para pior &#8211; que o digam as fake news &#8211; uma coisa não mudou: o  efêmero poder, que enfeitiça o homem desde que o mundo é mundo. Esses jornalistas contam como pessoas &#8220;poderosas&#8221; os perseguiram por não concordarem com as reportagens que escreveram e, como acontece ainda hoje, no século XXI,  foram até os donos dos jornais para pedir-lhes as respectivas cabeças. Ou seja, a demissão.</p>
<p style="text-align: justify;">São por  essas histórias saborosas, cheias de coragem, perspicácia que você leitor vai viajar agora, como um presente para todos pela data especial para nós jornalistas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje, 7 de abril,  é o  dia do jornalista</strong>, instituído em 1931 pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em  homenagem ao médico e jornalista Giovanni Battista <strong>Líbero Badaró</strong>, morto por inimigos políticos poderosos em 1830.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Só Sergipe </strong>se congratula com os cerca de 1 mil jornalistas sergipanos  &#8211; 700 deles sindicalizados &#8211; e todos os colegas do Brasil por tão significativa data.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: center;">A minha passagem pelo Jornal do Brasil</h2>
<figure id="attachment_38887" aria-describedby="caption-attachment-38887" style="width: 178px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-jor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38887" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-jor-300x300.jpg" alt="" width="178" height="178" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-jor-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-jor-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-jor.jpg 531w" sizes="auto, (max-width: 178px) 100vw, 178px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38887" class="wp-caption-text">Adiberto Souza (*)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Ingressei no Jornal do Brasil em julho de 1987 para trabalhar como correspondente em Sergipe, substituindo o saudoso colega Paulo Barbosa, que havia pedido demissão. Eram outros tempos, sem as facilidades de hoje. Não havia celular nem internet. Meu contato diário</p>
<figure id="attachment_38903" aria-describedby="caption-attachment-38903" style="width: 196px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38903" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375-300x300.png" alt="" width="196" height="196" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Design-sem-nome-2021-04-06T230123.375.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38903" class="wp-caption-text">Orelhão</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">com o JB era via telefone convencional e telex, um aparelho enorme, instalado na casa de meus pais, onde eu morava. Pelo telex, eu recebia as pautas e repassava as matérias. Para enviar fotos só através do malote da Vasp, por onde também me chegavam as bobinas e as fitas do barulhento telex.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu passava a maior parte do dia na rua, usava os orelhões para saber se havia chegado alguma pauta urgente pelo telex. Portanto, podia faltar tudo no bolso, menos as fichas telefônicas. O JB pagava um fixo mensal para bancar a gasolina do fusquinha, com o qual me deslocava para cumprir as pautas. O jornal também reembolsava o trabalho dos colegas repórteres-fotográficos, contratados para me acompanhar em determinadas pautas, tanto na capital quanto no interior do estado. Não havia pechincha, mas se cobrava resultados.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Tudo muito perto</h3>
<p style="text-align: justify;">Na década de 80 Aracaju era uma cidade pequena e tudo acontecia praticamente no centro da cidade. Ali estavam o Palácio do Governo, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, a Prefeitura, os jornais diários, as emissoras de rádio, o Tribunal de Contas do Estado, os cabarés, a casa do arcebispo, alguns hotéis, a Câmara de Vereadores &#8211; à época instalada em frente à Rodoviária Luiz Garcia, no mesmo trecho da Polícia Federal &#8211; e o Bar e Restaurante Cacique Chá, este no Parque Olímpio Campos. Ali ao lado da Catedral também ficava a banca de revista do amigo Careca onde, todas as tardes, eu retirava dois exemplares do JB, enviados do Rio exclusivamente para o correspondente: um charme!</p>
<p style="text-align: justify;">O Cacique Chá era o “escritório” dos correspondentes de Sergipe. Nos fins de tarde, eu, Eugênio Nascimento (Folha de S. Paulo), Milton Alves (O Globo), Ofélia Freire (Correio Braziliense) e José Andrade (Estadão) nos reuníamos para discutir como foi o dia, trocar informações, avaliar futuras pautas e, naturalmente, beber umas cervejas. O saudoso colega Jurandir Santos (Diário de Pernambuco) nunca participava destas reuniões, pois neste horário fechava as páginas de esporte do Jornal de Sergipe. Outros e outras jornalistas também frequentavam a animada roda de conversa, que sempre entrava noite a dentro.</p>
<p style="text-align: justify;">Não recordo quantas matérias emplaquei no Jornal do Brasil, muitas de página inteira, como a que assinei, juntamente com o editor do JB, Marcelo Pontes, sobre os assassinatos de menores no centro de Aracaju por policiais civis custeados por comerciantes, que queriam “limpar a área”. Outros garotos também só não foram mortos graças ao juiz de menores José Rivaldo, que os mandou pra fora do estado. Essa reportagem teve um box assinado pelo jornalista Tim Lopes, posteriormente assassinado por traficantes no Rio de Janeiro.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Queixa rendeu um estágio</h3>
<figure id="attachment_38882" aria-describedby="caption-attachment-38882" style="width: 471px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-38882" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino-300x196.jpg" alt="" width="471" height="308" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino-300x196.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino-1024x669.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino-768x502.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Adiberto-Souza-com-Jose-Genoino.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38882" class="wp-caption-text">Na foto, Adiberto (com irretocável barba)  entrevistando para o JB o então deputado federal José Genoino (PT), acompanhado pelo saudoso ex-vereador de Aracaju, Gilvan Melo (PT), no Hotel Parque dos Coqueiros, na Praia de Atalaia Foto: Geraldo Santos</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Outra matéria que repercutiu muito foi uma sobre o Projeto Califórnia, em Canindé do São Francisco, considerado, à época, o projeto de irrigação mais caro do mundo (US$ 18 milhões). Levei três meses entre a coleta de dados e o texto final. Lembro que o então ministro do Interior e ex-governador João Alves Filho não gostou da reportagem contra a obra de seu governo e foi pessoalmente reclamar de mim na sede do Jornal do Brasil. Como “castigo”, o JB me convidou para um estágio de dois meses no Rio de Janeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro de ter conseguido um generoso espaço &#8211; com charge e tudo &#8211; na página de Comportamento do JB graças a um simples anúncio nos classificados do Cinform com o título: “Precisa-se de mulher feia”. Fui ver de que se tratava e me deparei com um circo de horrores, onde pessoas fantasiadas de monstros assustavam os espectadores. Interessante que para serem contratadas, as dezenas de candidatas ao emprego admitiram que realmente se achavam feias, horríveis. E nem precisava disso, pois elas atuavam usando máscaras de monstros.</p>
<p style="text-align: justify;">Ser correspondente do JB foi a melhor experiência que tive como jornalista. Nesse período, aprendi a enxergar Sergipe de fora pra dentro, separar um fato jornalístico de uma pendenga paroquial sem importância. Também precisava ser sucinto, pois não era fácil conseguir um espaço no Grande Jornal do Brasil. Como trabalhava sozinho, me aperfeiçoei em todas as áreas. Eu tinha que produzir matérias de política, polícia, esporte, sociedade, economia, comportamento, etcetera e tal. Era pau pra toda obra!</p>
<p style="text-align: justify;">No governo de Fernando Collor de Melo a imprensa do Sudeste entrou em crise financeira e começou a dispensar os correspondentes. Recordo que eu estava no Cacique Chá quando um dos garçons veio à mesa me dizer que tinha alguém no telefone querendo falar comigo: era o editor do JB para me comunicar, todo sem jeito, que eu estava sendo mandado embora. Como já esperava por isso, pois outros colegas do Nordeste já haviam sido dispensados, retornei e continuei bebendo a minha cerveja. Ora, vão-se os anéis, ficam os dedos. Foi assim a minha passagem pelo Jornal do Brasil!</p>
<p><strong>(*)</strong> Foi correspondente do Jornal do Brasil e atualmente é CEO do site <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.destaquenoticias.com.br/">Destaque Notícias</a></span> e colunista da Infonet.</p>
<h2 style="text-align: center;">Minha experiência como correspondente do Correio Braziliense</h2>
<figure id="attachment_38886" aria-describedby="caption-attachment-38886" style="width: 183px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Ofelia-Onias.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-38886" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Ofelia-Onias-300x300.jpg" alt="" width="183" height="183" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Ofelia-Onias-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Ofelia-Onias-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/Ofelia-Onias.jpg 446w" sizes="auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38886" class="wp-caption-text">Ofélia Onias (*)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">A minha passagem pelo Jornal Correio Braziliense se deu no início de 1988, com a redemocratização do país. Buscando expandir sua atuação, o CB, sediado em Brasília e tendo o foco principal de notícias o Planalto Central, viu a necessidade de ampliar os horizontes e criou uma página com notícias diárias de todos os estados do Brasil, exigindo a contratação de correspondentes. Meu nome foi indicado pelo sergipano e um dos mais importantes jornalistas de Brasília, Armando Rollemberg.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu tinha como obrigação diária enviar duas notas sobre os principais fatos ocorridos no estado. Os demais colegas também enviavam e assim era fechada essa página nacional. Mas isso não me limitava, porque, além das notas, fatos relevantes tinham destaques garantidos, assim como pautas especiais eram executadas.</p>
<figure id="attachment_38883" aria-describedby="caption-attachment-38883" style="width: 135px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-16.37.28.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-38883" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-16.37.28-135x300.jpeg" alt="" width="135" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-16.37.28-135x300.jpeg 135w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-16.37.28-461x1024.jpeg 461w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-16.37.28.jpeg 576w" sizes="auto, (max-width: 135px) 100vw, 135px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38883" class="wp-caption-text">Fac-símile do Correio Braziliense com matéria de Ofélia Onias</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Cobri para o Correio Braziliense fatos importantes da política sergipana, a exemplo do impeachment do então prefeito Jackson Barreto pela Assembleia Legislativa de Sergipe. Somente jornalistas credenciados e os deputados tiveram acesso ao plenário. Quando a sessão se encerrou, a Praça Fausto Cardoso estava lotada de gente, um trio elétrico com políticos se revezando em discursos pela defesa de JB. O cenário assustou aqueles que precisavam sair da Assembleia, como nós jornalista. Saí junto com Milton Alves, correspondente de O Globo, se esgueirando na calçada, até chegarmos à Rua João Pessoa. Todos os correspondentes conseguiram manchete nesse dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro episódio que me marcou foi uma manifestação de professores que a polícia do então governador Antônio Carlos Valadares usou de violência para dispersar a multidão. Dentre os manifestantes agredidos estava o ex-governador Marcelo Déda, naquela ocasião sem mandato. Consegui manchete de página com matéria assinada e chamada na primeira página. Quase perco meu emprego no Estado por tal matéria.</p>
<p style="text-align: justify;">A história de Zé do Baião, o dono de um bar na praia do Abaís que manteve um “harém” até a sua morte, também teve destaque no CB. Consegui meia página e a ilustração com uma bela charge, já que não dispunha de fotógrafo. Foram várias as reportagens que consegui destaque especial com chamada na primeira.</p>
<p style="text-align: justify;">O Correio Braziliense não me ofereceu a estrutura dos demais correspondentes, a exemplo de Adiberto Souza, Milton Alves e José Andrade. Num tempo em que não tinha celular nem internet, as matérias eram enviadas diariamente pelo telex da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Tinha que fechar até as 16h30 porque, às 17 horas, os Correios encerravam o expediente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos fins de semana quem me socorria era Adiberto Souza que dispunha de um telex em casa. Ele era correspondente do Jornal do Brasil. Durante a semana, quando a apuração da notícia não nos permitia fechar antes das 17 horas, usava o telex da Secom. Os secretários de Comunicação autorizavam essa cortesia para os correspondentes. Com a posse de Fernando Collor os jornais entraram em crise e o Correio Braziliense encerrou as correspondências em quase todos os estados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>(*)</strong> Foi correspondente do Correio Braziliense e atualmente é assessora da Secom e produtora dos programas de rádio e TV do Sebrae</p>
<h2 style="text-align: center;">O &#8220;esquerdismo da Igreja&#8221; e  a visita do papa João Paulo II</h2>
<figure id="attachment_38885" aria-describedby="caption-attachment-38885" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.12.49.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-38885" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.12.49-300x194.jpeg" alt="" width="300" height="194" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.12.49-300x194.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.12.49.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38885" class="wp-caption-text">Milton Alves (*)</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O mundo virou profissionalmente. Em setembro de 1978, já atuando na imprensa de Sergipe há nove anos, minha Carteira Profissional foi assinada pelo O Globo – Empresa Jornalística Brasileira Ltda. As pautas mudaram de conteúdo, os textos ganharam dimensão nacional e fatos coloquiais raramente se tornaram indicativos de textos. A atenção das fontes se tornou mais abrangente, diante da possibilidade de ser notícia nacional, em O Globo ou na Agência O Globo que distribuía o material para seus assinantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Foram 15 anos a me apresentar como correspondente de O Globo. Cresci profissionalmente, até pelo dia a dia convivendo com profissionais muitos deles professores nas maiores Faculdades de Comunicação do Brasil. E essa convivência me fez, também, ampliar a minha visão sobre o Estado de Sergipe nos campos político, econômico e social. Nem tudo foram flores: no Dia do Soldado, em 1985, o então arcebispo de Aracaju dom Luciano José Duarte fez um pronunciamento no 28° Batalhão de Caçadores e se queixou do que classificou “esquerdismo na Igreja” e defendeu uma cruzada nacional anticomunista.</p>
<figure id="attachment_38884" aria-describedby="caption-attachment-38884" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.03.14.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-38884" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.03.14-225x300.jpeg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.03.14-225x300.jpeg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/04/WhatsApp-Image-2021-04-05-at-17.03.14.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-38884" class="wp-caption-text">Crendencial para ver o papa</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O Globo deu destaque, e logo o arcebispo escreveu uma carta para a redação do jornal desmentindo o fato e nas entrelinhas pediu a minha demissão. Fui obrigado a voltar ao 28° BC para repercutir o discurso. Gravei entrevistas com oficiais, que confirmaram o discurso se distanciando da pregação do religioso com a justificativa de que era o pensamento dele, e encaminhei a fita à redação da sucursal em Salvador. O jornal na seção cartas publicou resumo do texto de dom Luciano Duarte e em negrito observou que a matéria havia sido correta.</p>
<p style="text-align: justify;">Três dias depois desse episódio, dom Luciano Duarte foi convocado pelo Papa João Paulo II para um encontro em Roma. Ao chegar à Arquidiocese me identifiquei e a funcionária, uma madre atenciosa, pediu-me para esperar. A espera para ser atendido por dom Luciano Duarte durou das 8 horas da manhã às 17 horas. A entrevista foi concedida, com um detalhe: foram três perguntas que ditei para o religioso, que usando uma máquina de escrever copiou e as respondeu. Ele e eu assinamos o documento, publicado integralmente com uma nota de abertura.</p>
<p style="text-align: justify;">Em julho de 1984, dia 14, morreu o ex-governador Leandro Maciel. No velório, o então presidente nacional do PDS Augusto Franco declarou para O Globo que “ou o partido vai para as ruas catar votos em favor de Paulo Maluf ou perde a eleição no Colégio Eleitoral para Tancredo Neves”. Tancredo Neves, PMDB, se elegeu presidente da República. Essa declaração valeu manchete de primeira página em O Globo. Em julho de 1980, fui escolhido a compor a equipe de jornalistas de O Globo que cobriu a visita do Papa João Paulo II a Salvador – foi minha experiência internacional. No Dia do Jornalista, meu fraterno abraço a todos!</p>
<p><strong>(*) </strong>Milton foi correspondente do Jornal O Globo e  hoje é diretor industrial da Segrase.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&amp;linkname=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fas-historias-dos-correspondentes%2F&#038;title=As%20hist%C3%B3rias%20dos%20correspondentes" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/as-historias-dos-correspondentes/" data-a2a-title="As histórias dos correspondentes"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/as-historias-dos-correspondentes/">As histórias dos correspondentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
