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	<title>Arquivo para biotecnologia - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>FIV bovina ganha força em Sergipe e abre novo mercado de negócios</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/fiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 14:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Implantação de laboratórios, aumento da demanda e avanço da produção de embriões no Nordeste ampliam negócios para veterinários, empresas e produtores &#160; Por Antônio Carlos Garcia (*) &#160; A fertilização in vitro (FIV) de bovinos começa a movimentar uma nova cadeia de negócios em Sergipe, impulsionada pelo aumento da procura por melhoramento genético, pela implantação &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/fiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios/">FIV bovina ganha força em Sergipe e abre novo mercado de negócios</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios%2F&amp;linkname=FIV%20bovina%20ganha%20for%C3%A7a%20em%20Sergipe%20e%20abre%20novo%20mercado%20de%20neg%C3%B3cios" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios%2F&amp;linkname=FIV%20bovina%20ganha%20for%C3%A7a%20em%20Sergipe%20e%20abre%20novo%20mercado%20de%20neg%C3%B3cios" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios%2F&amp;linkname=FIV%20bovina%20ganha%20for%C3%A7a%20em%20Sergipe%20e%20abre%20novo%20mercado%20de%20neg%C3%B3cios" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios%2F&amp;linkname=FIV%20bovina%20ganha%20for%C3%A7a%20em%20Sergipe%20e%20abre%20novo%20mercado%20de%20neg%C3%B3cios" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ffiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios%2F&#038;title=FIV%20bovina%20ganha%20for%C3%A7a%20em%20Sergipe%20e%20abre%20novo%20mercado%20de%20neg%C3%B3cios" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/fiv-bovina-ganha-forca-em-sergipe-e-abre-novo-mercado-de-negocios/" data-a2a-title="FIV bovina ganha força em Sergipe e abre novo mercado de negócios"></a></p><blockquote>
<h4 class="isSelectedEnd"><em><span style="color: #008000;">Implantação de laboratórios, aumento da demanda e avanço da produção de embriões no Nordeste ampliam negócios para veterinários, empresas e produtores</span></em></h4>
</blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Antônio Carlos Garcia (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd"><span class="dropcap ">A</span> fertilização in vitro (FIV) de bovinos começa a movimentar uma nova cadeia de negócios em Sergipe, impulsionada pelo aumento da procura por melhoramento genético, pela implantação de laboratórios e pela expansão de programas de incentivo aos produtores. O movimento envolve investimentos em infraestrutura, serviços veterinários, equipamentos, logística e formação profissional e pode reduzir significativamente o custo da produção de embriões no Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das principais iniciativas é o <strong>Centro de Biotecnologias da Reprodução Animal</strong>, que a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com a Embrapa, está implantando no Campus Rural, em São Cristóvão. A estrutura terá produção in vitro de embriões, pesquisa, formação profissional, preservação de material genético e prestação de serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao mesmo tempo, um laboratório privado de produção in vitro de embriões está na fase final de implantação em Aracaju, com previsão de início das atividades nos próximos meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">A combinação de demanda, investimentos e formação de mão de obra pode reduzir a dependência de serviços realizados em outros estados e abrir espaço para empresas e profissionais especializados em Sergipe.</p>
<h2>Investimento de R$ 1 milhão</h2>
<p class="isSelectedEnd">O projeto da UFS com a Embrapa começou a ser concebido em 2020 e prevê diferentes frentes de atuação, incluindo produção de embriões, preservação de gametas, inseminação artificial, pesquisa, capacitação e prestação de serviços aos produtores.</p>
<figure id="attachment_100868" aria-describedby="caption-attachment-100868" style="width: 397px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-100868 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821-300x227.png" alt="Professor Anselmo, UFS" width="397" height="301" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821-300x227.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Captura-de-tela-2026-08-26-120821.png 683w" sizes="(max-width: 397px) 100vw, 397px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100868" class="wp-caption-text">Professor Anselmo, UFS, vai chefiar o laboratório Foto: Mateus Ferreira/Ascom CCAA</figcaption></figure>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o professor <strong>Anselmo Ferreira Santos</strong>, do Departamento de Medicina Veterinária da UFS, a estrutura física está em construção no Campus Rural e a universidade trabalha na aquisição dos equipamentos. A expectativa é iniciar as atividades entre o começo e meados de 2027.</p>
<p class="isSelectedEnd">O investimento estimado para todo o Centro de Biotecnologias é de aproximadamente <strong>R$ 1 milhão</strong>, dos quais cerca de R$ 500 mil correspondem à estrutura destinada à produção in vitro de embriões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de atender produtores, o laboratório deverá receber estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado e funcionar como espaço de formação de profissionais para um mercado que começa a crescer no Estado.</p>
<h2>Embrapa leva experiência de décadas</h2>
<p class="isSelectedEnd">A nova estrutura também aproveita a experiência acumulada pela Embrapa na área. Segundo <strong>Hymerson Costa Azevedo</strong>, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, a unidade trabalha com fertilização in vitro desde 1998. Os primeiros embriões produzidos em projetos da unidade foram obtidos em 2002, em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
<figure id="attachment_100849" aria-describedby="caption-attachment-100849" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-100849 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg" alt="Hymerson" width="1280" height="1066" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-300x250.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-1024x853.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-10.46.26-768x640.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100849" class="wp-caption-text">Hymerson Costa Azevedo diz que o trabalho com  fertilização in vitro começou em  1998, na Embrapa Foto: Acervo Pessoal</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">Na época, parte do trabalho precisou ser realizada em Salvador porque Sergipe ainda não dispunha de todos os equipamentos necessários. Posteriormente, a Embrapa montou uma estrutura mínima em sua sede e voltou a produzir embriões no Estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando o projeto da UFS avançou, a Embrapa disponibilizou equipamentos próprios para ajudar na execução de algumas metas enquanto os novos equipamentos da universidade ainda não haviam sido adquiridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Azevedo, a proximidade entre o laboratório e as instalações destinadas aos animais será uma vantagem para integrar pesquisa, produção de embriões e atividades de campo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A FIV também poderá servir de plataforma para outras biotecnologias, como clonagem e edição gênica. A produção de embriões em maior escala amplia a possibilidade de pesquisas relacionadas à seleção e multiplicação de características genéticas de interesse.</p>
<h2>Tecnologia também preserva genética</h2>
<p class="isSelectedEnd">A aplicação da FIV não se limita à pecuária comercial. A Embrapa utiliza a reprodução assistida também na conservação de recursos genéticos. Azevedo cita a raça ovina <strong>Santa Inês</strong>, originária do Nordeste e adaptada às condições tropicais e de semiárido. Segundo ele, a introdução de genes de outras raças tem contribuído para descaracterizar animais que apresentam características importantes de adaptação à região.</p>
<figure id="attachment_100861" aria-describedby="caption-attachment-100861" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-100861 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg" alt="Laboratório Embrapa Tabuleiros Costeiros" width="1024" height="680" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-300x199.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-768x510.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/2017_02_20_Embrapa_Tabuleiros_Costeiros_Labra_Fertilizacao_In_Vitro_Foto_Saulo_Coelho-10-310x205.jpg 310w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100861" class="wp-caption-text">Laboratório de Fertilização in Vitro da Embrapa Foto: Saulo Coelho/Embrapa Tabuleiros Costeiros</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">A FIV pode ajudar a multiplicar animais que preservam essas características. A Embrapa mantém uma rede de conservação que inclui embriões, sêmen e animais vivos de raças nativas, naturalizadas, ameaçadas ou em processo de descaracterização genética. Parte desse material é preservada em um banco genético em Brasília.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>A FIV entra justamente para multiplicar esse material para ser conservado</strong>”, explica Azevedo. O pesquisador ressalta que a atuação de instituições de pesquisa é complementar ao mercado privado. Enquanto a produção comercial de embriões já alcançou escala e tornou o Brasil referência internacional, a pesquisa pode aplicar a tecnologia em espécies, raças e características que ainda não despertam interesse econômico imediato.</p>
<h2>Laboratório privado chega a Aracaju</h2>
<p class="isSelectedEnd">A universidade não é a única a identificar espaço para a tecnologia em Sergipe. O médico-veterinário <strong>Ranilson Rego Cavalcante</strong>, que atua há 48 anos com reprodução animal, está concluindo a implantação de um laboratório de produção in vitro de embriões em Aracaju.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estrutura física está pronta e os equipamentos estão em processo de aquisição. A previsão é iniciar as atividades em até dois meses. O <strong>LBN Embriões</strong> ficará no conjunto Santa Lúcia, no bairro Jabotiana, e deverá atender produtores de gado de corte e leite. Segundo Cavalcante, será o primeiro laboratório de FIV bovina instalado em Sergipe.</p>
<p class="isSelectedEnd">O cenário é diferente do encontrado por ele em 2010, quando tentou instalar um laboratório no Estado. Na época, identificou apenas seis vacas que poderiam ser utilizadas regularmente como doadoras. Segundo o veterinário, seriam necessárias cerca de 60 doadoras submetidas à aspiração por mês para viabilizar a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>Eu achei seis vaquinhas só para poder fazer esse procedimento</strong>”, lembra. Agora, afirma, produtores sergipanos já procuram a equipe para saber quando o serviço estará disponível. “<strong>Estamos sendo pressionados pelos produtores de Sergipe, cobrando quando é que a gente inicia os nossos trabalhos</strong>”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">O laboratório será operado pelo filho de Cavalcante, o médico-veterinário <strong>Breno de Moraes Cavalcante</strong>, e pelo sócio <strong>Lucas Gatti</strong>, técnico responsável pelos procedimentos de aspiração e transferência de embriões.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Ranilson, a estrutura pode acelerar o melhoramento genético do rebanho sergipano. Quando começou a atuar no Estado, os produtores precisavam buscar animais geneticamente superiores em estados vizinhos, principalmente Alagoas. A inseminação artificial reduziu essa dependência e a FIV pode acelerar ainda mais o processo. “<strong>O advento da FIV acelera muito o melhoramento animal</strong>”, afirma.</p>
<h2>FIV multiplica genética de animais superiores</h2>
<p class="isSelectedEnd">O procedimento começa com a escolha de uma vaca geneticamente superior. O animal passa por preparação hormonal para aumentar a produção de óvulos. Depois, os técnicos fazem a aspiração dos ovários e retiram os óvulos, que precisam chegar ao laboratório em aproximadamente 16 horas.</p>
<figure id="attachment_100871" aria-describedby="caption-attachment-100871" style="width: 330px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-100871" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20-300x223.jpeg" alt="Embriões de bovinos" width="330" height="245" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20-300x223.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-27-at-11.22.20.jpeg 445w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100871" class="wp-caption-text">Embriões de bovinos Foto: Hymerson Azevedo</figcaption></figure>
<p class="isSelectedEnd">No laboratório, os óvulos são fertilizados com o sêmen de um touro escolhido de acordo com as características que o produtor pretende obter.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois da fecundação, os embriões são transferidos para vacas receptoras previamente preparadas. Por volta do oitavo dia, o embrião é transferido e a receptora passa a carregar uma gestação originada da combinação genética da doadora com o touro escolhido.</p>
<p class="isSelectedEnd">A principal vantagem econômica é multiplicar rapidamente a genética de uma fêmea de alto valor. Uma vaca teria um número limitado de crias durante sua vida produtiva. Com a produção de embriões, a genética daquela fêmea pode ser multiplicada em várias receptoras. “<strong>O melhoramento genético é assim: as filhas têm que ser melhores do que as suas mães</strong>”, explica Cavalcante.</p>
<h2>Aumento de probabilidades</h2>
<p class="isSelectedEnd">A técnica também permite aumentar a probabilidade de nascimento de fêmeas por meio do uso de sêmen sexado. Segundo Cavalcante, a chance de nascimento de uma fêmea fica entre <strong>85% e 90%</strong>, o que é especialmente relevante para a pecuária leiteira, na qual as fêmeas são utilizadas para ampliar o plantel produtivo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O veterinário ressalta que genética não garante produtividade sozinha. Nutrição, sanidade e manejo são fundamentais para que o potencial genético seja convertido em produção. A taxa de prenhez também não chega a 100%. Segundo ele, fica em torno de <strong>35%</strong>, podendo melhorar quando o produtor segue corretamente as orientações técnicas.</p>
<h2>Produção local pode reduzir custos</h2>
<p class="isSelectedEnd">A implantação de laboratórios em Sergipe pode reduzir custos e dificuldades logísticas. Quando equipes de outros estados realizam o procedimento, os óvulos precisam chegar ao laboratório em aproximadamente 16 horas, o que pode exigir deslocamentos rápidos e até transporte aéreo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Cavalcante, um embrião produzido por equipes que precisam se deslocar de outros estados pode custar entre <strong>R$ 750 e R$ 1 mil</strong>, dependendo da operação. Com o procedimento realizado em Sergipe, o veterinário estima que o custo possa cair para aproximadamente <strong>R$ 300 a R$ 400 por embrião</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proximidade também reduz a complexidade do transporte dos óvulos e pode acelerar o ganho genético. Na monta natural, Cavalcante estima que uma nova geração possa levar de dois anos e meio a três anos para chegar ao rebanho. Com os embriões, esse intervalo pode ser reduzido.</p>
<h2>Sebrae registra aumento da procura</h2>
<p class="isSelectedEnd">A formação desse mercado já aparece nos dados do Sebrae em Sergipe. Segundo <strong>Luiz Machado</strong>, analista e gestor de projetos do Sebrae/SE, a procura por tecnologias de melhoramento genético cresceu em média <strong>10% entre 2024 e 2025</strong>. A expectativa é de avanço de aproximadamente <strong>20% entre 2025 e 2026</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">“<strong>Há uma ascensão muito grande em relação a isso. Antes a gente divulgava pouco. Tinha o programa, tinha os benefícios, mas era pouco divulgado. A partir do momento em que começamos a divulgar, a procura aumentou</strong>”, afirma.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por meio do Sebraetec, o Sebrae subsidia serviços de inovação e tecnologia, incluindo FIV, transferência de embriões e inseminação artificial em tempo fixo (IATF). O Sebrae paga <strong>70% do custo da consultoria tecnológica</strong>, enquanto o produtor arca com os 30% restantes. Mais de <strong>180 pecuaristas</strong> já foram atendidos em Sergipe com procedimentos de IATF e transferência de embriões.</p>
<figure id="attachment_100859" aria-describedby="caption-attachment-100859" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-100859 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg" alt="Luiz Machado, Sebrae" width="1280" height="960" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34.jpeg 1280w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-300x225.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-1024x768.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/08/WhatsApp-Image-2026-08-26-at-14.59.34-768x576.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><figcaption id="caption-attachment-100859" class="wp-caption-text">Luiz Machado, do Sebrae, estima que em 2024 foram feitas mais de 15 mil inseminações Foto: Wellington Amarante/Sebrae</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p class="isSelectedEnd">Machado estima que, em 2024, foram realizadas mais de <strong>15 mil inseminações</strong> pelo programa. A oferta de serviços especializados ainda é limitada. Segundo o analista, há uma ou duas empresas habilitadas para atender pelo Sebraetec a demanda de transferência de embriões, sendo uma de Sergipe e outra de Alagoas. Para IATF, são cerca de oito empresas, todas sergipanas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Uma delas é a Nordeste In Vitro, de Alagoas. O médico-veterinário <strong>Lucas Carvalho Pereira</strong>, sócio e responsável técnico, afirma que a equipe atende produtores sergipanos praticamente todas as semanas e também atua em outros estados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Pereira, as empresas que trabalham atualmente na região poderiam transferir cerca de <strong>5 mil embriões por ano em Sergipe</strong>. Ele ressalta, porém, que é difícil consolidar números precisos de todo o mercado, formado por diferentes prestadores.</p>
<h2>Mercado chega a pequenos e médios produtores</h2>
<p class="isSelectedEnd">A expansão da tecnologia também muda o perfil de quem consegue acessar a reprodução assistida. O pesquisador <strong>João Henrique Moreira Viana</strong>, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirma que a adoção de tecnologias como inseminação e produção de embriões cresceu fortemente nos últimos 20 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A produção de embriões em laboratório foi uma das principais mudanças. Inicialmente concentrada na pecuária de corte, a tecnologia também avançou no segmento leiteiro, impulsionada pelo uso de sêmen sexado. Mais recentemente, passou a alcançar animais de interesse de pequenos e médios produtores, como vacas F1, 3/4 e 5/8, resultantes de diferentes cruzamentos entre raças.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Viana, programas de fomento público ou privado podem facilitar esse acesso. Ele cita o Sebraetec como exemplo de iniciativa que aproxima laboratórios e produtores e reduz o custo da genética. “<strong>Hoje a gente vê essas ferramentas como uma forma de democratizar o acesso à genética, e isso tem tido um impacto muito grande na evolução genética dos rebanhos</strong>”, afirma.</p>
<h2>Produção de embriões cresce no Nordeste</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os dados reunidos por Viana mostram o avanço da tecnologia no Nordeste. O Brasil registrou, em 2024, <strong>508.001 embriões bovinos</strong> produzidos ou coletados e comunicados às associações de raça. Desse total, <strong>493.989 foram produzidos in vitro</strong>, o equivalente a 97,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">A produção in vitro cresceu <strong>8,5%</strong> em relação a 2023, enquanto a coleta de embriões in vivo recuou 15,2%.No Nordeste, entre 2020 e 2024, o número de embriões comunicados de raças zebuínas aumentou <strong>155%</strong>, contra 52,5% no Brasil. A participação nordestina no total nacional passou de <strong>3,8% para 6,3%</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">No período, a produção de embriões de Nelore cresceu 146,4%; a de Sindi, 444,6%; a de Gir, 200%; e a de Guzerá, 85,4%. O Brasil se tornou referência internacional na produção in vitro de embriões, e a tecnologia passou a ocupar novos nichos. A cadeia econômica envolve hormônios, meios e consumíveis de laboratório, equipamentos, receptoras, logística e serviços veterinários especializados.</p>
<h2>Genética acelera produção de leite</h2>
<p class="isSelectedEnd">O impacto chega ao campo. O produtor de leite <strong>Edmilson Góes</strong> utiliza a transferência de embriões para multiplicar vacas de maior potencial produtivo. Em um procedimento recente, uma das doadoras resultou em <strong>oito gestações</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A propriedade possui cerca de <strong>300 animais</strong>, todos fêmeas, e produz aproximadamente <strong>2,3 mil litros de leite por dia</strong>. Algumas vacas chegam a produzir entre 40 e 50 litros diários. A produtividade média também aumentou. Há cerca de 15 anos, o rebanho produzia em média 15 a 16 litros por vaca. Atualmente, a média está entre <strong>24 e 26 litros</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O produtor ressalta que genética, nutrição, sanidade e manejo precisam caminhar juntos. Para João Henrique Viana, a principal contribuição dessas tecnologias é acelerar o ganho genético e reduzir o tempo necessário para que características desejáveis se espalhem pelo rebanho.</p>
<p class="isSelectedEnd">
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		<title>Pró-reitor da Unit assume vice-presidência da Abipti</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/pro-reitor-da-unit-assume-vice-presidencia-da-abipti/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2020 18:28:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
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		<category><![CDATA[biotecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No último dia 28 de julho, o doutor Diego Menezes, pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Universidade Tiradentes e presidente do Instituto de Tecnologia e Pesquisa – ITP –, assumiu o cargo de vice-presidente da Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação – ABIPTI – representando a região Nordeste. O órgão se configura &#8230;</p>
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<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">O reconhecimento é resultado das significativas contribuições na área científica e dedicação enquanto pesquisador nas áreas de quimioterapia antiparasitária e oncologia. Ao longo da sua trajetória, Diego tem se destacado nos âmbitos local e nacional, por meio de representações em prol da defesa da ciência, tecnologia e inovação.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“Ser eleito para a vice-presidência da ABIPTI representando a região Nordeste é motivo de imensa alegria, pois estou recebendo mais uma importante oportunidade de poder contribuir para o sistema de ciência, tecnologia e inovação do nosso país”, declara o pró-reitor.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“A ABIPIT tem como principal função estabelecer o diálogo entre a ciência e a tecnologia, ou seja, prover, de fato, a inovação. A associação conversa com os setores acadêmico e produtivo, então, o papel que ela possui dentro do cenário nacional e internacional é exatamente o de prover estímulos para que a pesquisa consiga ‘sair da bancada’, do conhecimento básico, e seja transformada em produtos e processos que serão inseridos no mercado para gerar benefícios à sociedade”, acrescenta.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">De acordo com o pesquisador, a ABIPTI atua de forma muito efetiva por meio da capacitação de recursos humanos, do assessoramento ao Congresso Nacional, com quem dialoga intimamente por meio da Comissão Mista Especial de Ciência, Tecnologia e Inovação. “Com esta atuação, a associação oferece apoio técnico-científico para que os parlamentares possam tomar as decisões mais assertivas em prol do desenvolvimento científico nacional, além de possuir forte relacionamento com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações”, enfatiza.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“Além de tudo isto, também conecta diversas entidades de empreendedorismo e inovação de grande relevância nacional e reúne um banco de oportunidades para prover um frutífero diálogo entre a necessidade social (Mercado) e a geração de conhecimento (Academia)”, complementa.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Diego destaca que o papel da gestão atual é criar um ecossistema sinérgico no âmbito nacional. “Teremos ações regionais e elas partirão de um diagnóstico feito com as entidades associadas e, posteriormente, ampliando o estudo para alcançarmos as entidades que ainda não estão associadas e podem agregar valor para uma representação maior, sobretudo, da região Nordeste”, explica.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“O pensamento da gestão não é segmentado por região, porém a segmentação na hora das ações ocorrerá para que haja maior efetividade de diálogo e atenção às regionais. Afinal de contas, cada uma tem sua peculiaridade cultural, desafios que lhes são próprios, e, para dar devolutivas às regionais, é necessário entender quais são os principais desafios de gestão, dos empreendedores e trabalhar com essas instituições para impulsionar a inovação no âmbito social. Porém, os pensamentos e as ações da ABIPTI são sinérgicos e a convergência é sempre para a realização de políticas nacionais”, salienta.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Trajetória</strong></h2>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Além de pró-reitor, Diego também atua como representante nacional das instituições de Ensino Superior Privadas do Brasil e membro de conselhos de administração de entidades de grande importância, como da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Sergipe; de Parques Tecnológicos, de Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), entre outras agências de fomento nacionais e internacionais.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">Doutor em Biotecnologia em Saúde e em Medicina Investigativa pela Fundação Oswaldo Cruz e MBA Executivo em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, Diego iniciou a sua carreira aos 14 anos na Fiocruz. “A Fundação Oswaldo Cruz me deu todo o alicerce de formação acadêmica; a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública possibilitou que tivesse uma ação mais próxima do FORTEC, das Câmaras Técnicas de Ciência, Tecnologia e Inovação, e de órgãos correlatos. Mais recentemente, desde 2016, o Grupo Tiradentes me deu a oportunidade de presidir o Instituto de Tecnologia e Pesquisa, entidade de grande reconhecimento nacional e internacional, além de estar como pró-reitor da Universidade Tiradentes (UNIT). Este último cargo, me permitiu ingressar, por meio de eleição, no FOPROP”, garante.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“Tal trajetória vem sendo construída degrau por degrau e ainda há um longo caminho a ser percorrido, mas é importante olhar para trás e perceber que algumas contribuições foram feitas nos âmbitos local e nacional por meio de representação nas comunidades nas quais atuamos em prol da defesa da ciência, tecnologia e inovação, e essa identificação pessoal me acompanha em todas as ações, em todas as oportunidades que tenho em poder contribuir para o desenvolvimento da área”, observa.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“Hoje, participo de um grupo de trabalho de extrema relevância na CAPES, em que estamos discutindo as novas regras e os novos indicadores nacionais para os programas de fomento à pesquisa e de formação de recursos humanos. Assim tem sido ao longo desses 20 anos de dedicação, desde quando entrei na FIOCRUZ e até hoje, no Grupo Tiradentes. Espero poder continuar aprendendo e compartilhando o aprendizado na área de CT&amp;I por muitos anos”, reitera.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Sobre a associação </strong></h2>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">A ABIPTI foi criada em 1975 e tem como missão principal assessorar o Congresso Nacional nas tomadas de decisões estratégicas na área de CT&amp;I, bem como representar e promover a participação dessas entidades no estabelecimento e na execução de políticas voltadas para o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, possuindo estreita parceria com os Conselhos Nacionais e Fundações de Amparo, além do Fórum de Secretários Municipais da Área de C&amp;T.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“Desde a criação, a associação tem participado de grandes marcos nacionais. Teve, por exemplo, assento e contribuição direta no Marco Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; vem realizando treinamentos e capacitações, no âmbito nacional, de gestores, pesquisadores e técnicos”, frisa.</p>
<p style="font-weight: 400; text-align: justify;">“No ano passado, promoveu a 1ª Missão Técnica Internacional Brasil e Israel, proporcionando vivência de vários gestores brasileiros naquele país para que pudessem conhecer um pouco do ecossistema empreendedor israelense, que é referência mundial. Para o próximo biênio (2020/2022), a gestão, que continua sob a presidência do dr. Paulo Foina, pois fora reeleito no último dia 28 de julho, tem um plano de trabalho bem definido. Um dos pontos mais relevantes é a reunião das plataformas e da criação de um portal que agregará as principais tecnologias desenvolvidas no âmbito nacional para que o segmento privado possa acessar e incorporar essas tecnologias”, finaliza.</p>
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