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	<title>Arquivo para Baianidade Nagô - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Trioelétrica identidade Nagô</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Feb 2025 12:23:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; O cantor e percussionista baiano, Carlinhos Brown (62 anos), em entrevista para o jornal A Tarde do último dia 26 de fevereiro de 2025, disse que “a axé music é um movimento que bebeu de várias fontes. A guitarra tem um sotaque africano que não esconde que &#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftrioeletrica-identidade-nago%2F&amp;linkname=Trioel%C3%A9trica%20identidade%20Nag%C3%B4" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftrioeletrica-identidade-nago%2F&amp;linkname=Trioel%C3%A9trica%20identidade%20Nag%C3%B4" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftrioeletrica-identidade-nago%2F&amp;linkname=Trioel%C3%A9trica%20identidade%20Nag%C3%B4" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftrioeletrica-identidade-nago%2F&amp;linkname=Trioel%C3%A9trica%20identidade%20Nag%C3%B4" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Ftrioeletrica-identidade-nago%2F&#038;title=Trioel%C3%A9trica%20identidade%20Nag%C3%B4" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/trioeletrica-identidade-nago/" data-a2a-title="Trioelétrica identidade Nagô"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> cantor e percussionista baiano, <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlinhos_Brown" target="_blank" rel="noopener">Carlinhos Brown</a></span> (62 anos), em entrevista para o jornal A Tarde do último dia 26 de fevereiro de 2025, disse que “a axé music é um movimento que bebeu de várias fontes. A guitarra tem um sotaque africano que não esconde que as manifestações e movimentos que vieram antes dele são sua inspiração. Bailes, afoxés, escolas de samba, blocos de índio e blocos afro, a axé music bebeu de tudo isso, de todos esses carnavais”.</p>
<p>No ano em que se celebra os 40 anos do Axé Music, a Bahia também faz memória dos 75 anos da invenção do trio elétrico, da dupla Dodô e Osmar, no ano de 1950. E, nesse sentido, vale destacar a importância da música trieletrizada nesse contexto de inspirações, misturas de ritmos e, sobretudo, de legado(s). Há mais de 50 anos, em plena atividade, a banda Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, com Armandinho, Betinho, Aroldo e André (os Irmãos Macêdo), segue dando a tônica de um carnaval, cuja identidade, também, é multifacetada, com elementos diversos (passando pelo Frevo de Pernambuco, Merengue, pelo Rock in Roll, à herança cultural africana).</p>
<figure id="attachment_86789" aria-describedby="caption-attachment-86789" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Design-sem-nome-19-1.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-86789 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Design-sem-nome-19-1-225x300.png" alt="axé music" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Design-sem-nome-19-1-225x300.png 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Design-sem-nome-19-1.png 450w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-86789" class="wp-caption-text">A velha fobica</figcaption></figure>
<p>Nessa toada de Brown, quando se analisa a discografia do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar é possível aprofundar um pouco mais nessas questões que envolvem memória e identidade. Ou também, influências e resistências. Para tanto, valho-me, inicialmente, e até como fio condutor de minha dissertação sobre o assunto, de um trecho da canção-tema do Carnaval da Bahia, de todos os tempos, “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.letras.mus.br/banda-mel/253481/" target="_blank" rel="noopener">Baianidade Nagô</a></span>” (Evandro Rodrigues, 1991), que preconiza:</p>
<p><em>&#8220;Eu vou</em><br />
<em>Atrás do trio elétrico, vou</em><br />
<em>Dançar ao negro toque do agogô</em><br />
<em>Curtindo minha baianidade nagô&#8221;</em></p>
<p>Desde a fundação do grupo Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, em 1974, a toada das canções (instrumentais) teve como mote e maestra a guitarra baiana (originalmente, 1942, pau elétrico). Mesmo com a inserção da voz de Moraes Moreira, nas faixas “<a href="https://www.letras.mus.br/dodo-e-osmar/jubileu-de-prata/" target="_blank" rel="noopener">Jubileu de Prata</a>” e “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.letras.mus.br/gil/565410/" target="_blank" rel="noopener">Vou tirar de letra</a></span>”, do primeiro LP “Jubileu de Prata” (1975), seguiu-se a tônica herdada/influenciada pelo Chorinho e pelo grupo Vassorinhas, de Recife.</p>
<p>A partir do quinto LP da banda, “Viva Dodô e Osmar” (1979), o grupo dá seus primeiros sinais de exaltação à cultura africana, particularmente, na canção “<a href="https://www.letras.mus.br/caetano-veloso/43871/" target="_blank" rel="noopener">Beleza Pura</a>”, de autoria de <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Caetano_Veloso" target="_blank" rel="noopener">Caetano Veloso</a></span>. Vale destacar que àquela altura do final da década de 70, alguns movimentos se estabeleciam no sentido de uma afirmação de uma identidade negra, a exemplo da criação do bloco afrobrasileiro, Ilê Aiyê (1974), e a crescente valorização da beleza negra feminina, afora o Olodum, em 1979.</p>
<p>Para Andersen Kubnhavn Figueirêdo:</p>
<p><em>“(&#8230;) o “pano de fundo” do surgimento dos blocos afro teve como base uma reação de exclusão e marginalização de diversos elementos negros em bloco carnavalescos de animação, que eram compostos e dirigidos pela classe média branca da cidade de Salvador (BA)”. (2018, p. 256).</em></p>
<p>No emblemático e histórico LP “Vassourinha elétrica” (1980), destaque para a canção “Frevoxé”, de autoria de Aroldo/Betinho/Walter Queiroz, e interpretação de André Macêdo, novo vocalista do grupo com a saída de Moraes Moreira para investir em carreira solo. O título da música é mais do que um trocadilho “fevro/axé”, também é um gesto da banda à influência da cultura afro no Carnaval baiano. Vejamos essa passagem que diz:</p>
<p><em>&#8220;Frevoxé!</em><br />
<em>É a Bahia namorando com guiné!&#8221;</em></p>
<p>Nos anos que se seguiram, os LPs do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar incorporam novas canções com essa pegada trieletrizada associada ao batuque afrobrasileiro e a outros elementos para além das letras, mas também da inserção de novos instrumentos que dialogam com a guitarra baiana, como o agogô. No LP “Incendiou o Brasil” (1981), destaque para a faixa “Viva o Rei Nagô”, de autoria de Armandinho e Moraes Moreira. No LP “Folia Elétrica” (1982), a faixa “Alô, Filhos de Gandhi”, de André Macêdo e Armandinho. No LP “Chame Gente” (1986), a canção “No abraço, um axé”, de Carlos Moura.</p>
<p>No LP “Aí, eu liguei o rádio” (1987), destaque para a passagem da faixa “Além-mar”, de autoria de Armandinho, Fred Góes e Béu Machado, que diz: “Negra lusitana, cor mulata / A magia vem de lá, lá da África / E é quando o corpo dana a balançar / E na cabeça dá o que pensar”. Ainda nesse LP, a canção de Militão, “Depois que o Ilê passar”, uma referência e homenagem da banda ao bloco Ilê Aiyê. E, também, a canção “Tem dendê”, de Armandinho e Morais Moreira.</p>
<p>A canção “É Carnaval o ano inteiro”, de Armandinho e Beto Marques (LP Trio Espacial, 1988), é emblemática nisso que chamo, no presente texto, de trioelétrica identidade nagô. Todos os versos vão nesse sentido, notadamente, quando diz: “A voz do povo é que balança com alegria / O carnaval do ano inteiro / Já tem o som da Jamaica / E o oxalá no coração do Brasil”. Aqui em particular, para além da influência afro, também a caribenha, com o reggae de Bob Marley. Ainda neste LP, destaque para as canções “Deus do fogo e da justiça”, de Carlinhos Brown, e “Baticum do Olodum”, de Moraes Moreira e Béu Machado.</p>
<p>A partir daquela segunda metade da década de 80, o Axé Music passava a tomar conta da cena musical baiana, inclusive no Carnaval, com Luiz Caldas, Daniela Mercury, entre outros, agregando elementos novos e musicalidade diferenciada. Na discografia do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, embora haja a presença de compositores do Axé Music nas letras dos anos 80 e 90, não é possível identificar algo do gênero. Em contrapartida, os principais nomes do Axé Music vão fazer memória e homenagens não somente à Dodô e Osmar, mas também aos Irmãos Macêdo, aqui, em especial, Daniela Mercury, em “Trio Metal” (1998), de sua autoria, em parceria com Alfredo Moura, Renan Ribeiro e Marcelo Porciúncula.</p>
<p>Veja:</p>
<p><em>“Quero ver, quero ver, quero ver </em></p>
<p><em>Quero ter, quero ter, quero ter, ô </em></p>
<p><em>O som do trio elétrico de Osmar e de Dodô</em></p>
<p><em>Quero ver, quero ver, quero ver </em></p>
<p><em>Quero ter, quero ter, quero ter, ô </em></p>
<p><em>O som da guitarra elétrica de Armandinho”.</em></p>
<p>É claro que a banda inclui até hoje, em seu repertório carnavalesco, as canções do Axé Music. Por exemplo, no meu primeiro Carnaval de Salvador, em 2017, em cima do Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, ao lado de minha esposa, a professora Patrícia Monteiro, descendo com o caminhão da alegria a Avenida Sete, em direção à Praça Castro Alves, André Macêdo agitou o público, ao embalo de uma chuva fina, com a canção “Baianidade Nagô”.</p>
<p>Fechando esta análise da presença/influência da cultura afro-brasileira no Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar, refiro-me agora aos LPs/CDs dos anos 90: “Estado de Graça” (1991) e “Filhos da Alegria” (1996), destacando as canções “Vem de Obatalá” (Armandinho e Fred Góes) e “Mistura Baiana” (Saul Barbosa e Jaime Sodré). Esta última, outro exemplar da mistura de ritmos, culturas e sons de que Brown fala no início deste texto.</p>
<p>Veja:</p>
<p><em>“Vem tocar com o Trio de Dodô e Osmar</em></p>
<p><em>Misturar por misturar</em></p>
<p><em>Somar na melodia</em></p>
<p><em>Vem sorrir, sonho com uma banda assim</em></p>
<p><em>Os sons dos atabaques enfim</em></p>
<p><em>Guitarras e bandolins”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>____________________</p>
<p><strong>Fontes e referências:</strong></p>
<p>Acervo da Terra do Som. Escritório e estúdio da banda Trio Elétrico, Armandinho, Dodô e Osmar.</p>
<p>Discografia da banda Trio Elétrico, Armandinho, Dodô e Osmar.</p>
<p>Figueirêdo, Andersen Kubnhavn. <em>Ativismo negro em Salvador na década de 1970: imbricações entre política e cultura</em>. In: <strong>Revista Historiar</strong> | Vol. 10 | Nº. 18 | Jan./Jun. de 2018</p>
<p>&nbsp;</p>
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