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	<title>Arquivo para Baco - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 12 Oct 2024 12:14:15 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O vinho na arte dos pintores espanhóis – Algumas superficiais considerações</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/o-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Oct 2024 11:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Léo Mittaraquis (*) &#160; Baco decidiu fazer-se herói. Suas intenções nada tinham de terrível e de sanguinário. Desejava apenas levar a civilização e a arte de fazer o vinho às regiões mais remotas. Albino Pereira Magno, História do paganismo em diversos povos da antiguidade &#160; Un gran vino requiere un loco para hacerlo crecer, &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/o-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes/">O vinho na arte dos pintores espanhóis – Algumas superficiais considerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes%2F&amp;linkname=O%20vinho%20na%20arte%20dos%20pintores%20espanh%C3%B3is%20%E2%80%93%20Algumas%20superficiais%20considera%C3%A7%C3%B5es" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes%2F&amp;linkname=O%20vinho%20na%20arte%20dos%20pintores%20espanh%C3%B3is%20%E2%80%93%20Algumas%20superficiais%20considera%C3%A7%C3%B5es" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes%2F&amp;linkname=O%20vinho%20na%20arte%20dos%20pintores%20espanh%C3%B3is%20%E2%80%93%20Algumas%20superficiais%20considera%C3%A7%C3%B5es" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes%2F&amp;linkname=O%20vinho%20na%20arte%20dos%20pintores%20espanh%C3%B3is%20%E2%80%93%20Algumas%20superficiais%20considera%C3%A7%C3%B5es" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fo-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes%2F&#038;title=O%20vinho%20na%20arte%20dos%20pintores%20espanh%C3%B3is%20%E2%80%93%20Algumas%20superficiais%20considera%C3%A7%C3%B5es" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/o-vinho-na-arte-dos-pintores-espanhois-algumas-superficiais-consideracoes/" data-a2a-title="O vinho na arte dos pintores espanhóis – Algumas superficiais considerações"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Baco decidiu fazer-se herói. Suas intenções nada tinham de terrível e de sanguinário. Desejava apenas levar a civilização e a arte de fazer o vinho às regiões mais remotas.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Albino Pereira Magno, História do paganismo em diversos povos da antiguidade</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>Un gran vino requiere un loco para hacerlo crecer, un hombre sabio para velar por él, un poeta lúcido para elaborarlo, y un amante que lo entienda.</em></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Salvador Dalí</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>evido ao estrondoso sucesso de público e crítica, meio ao pequeníssimo grupo de leitores com o qual conto, volto à carga com mais vinho e cultura clássica. Desta vez, meia taça de referências quanto à relação do vinho e a arte de alguns pintores espanhóis, aos quais tributo grande admiração. E assim procedo para, além do cultivo da vaidade, da autoafirmação, do espírito emproado, investir em temas inofensivos, livre dos miasmas ideológicos e partidários, a agradar gregos, troianos e comunidade do bairro Grageru.</p>
<p>Entre os bebedores apaixonados pelo vinho, é sabido que o setor vitivinícola sempre desempenhou o mais importante papel em termos históricos, culturais e econômicos na Espanha.</p>
<p>Para se ter uma ideia, há registros de que, já no século II da era cristã, somente Roma teria comercializado (o que significa consumido) cerca de 20 milhões de ânforas de vinho espanhol.</p>
<p>E as procedências, a partir do território, variavam desde os adocicados vinhos de Málaga, passando pelos denominados claretes da Galícia até os tintos Tarragona e os brancos de Alella. O consumo era em tal magnitude que exigiu a criação de normas de plantio com o nobre objetivo de proteger os produtores nativos.</p>
<p>E foi durante os séculos XVI e XVII, da nossa era, que se definiram os processos de produção: vindima, separação e prensagem das uvas em lagares, fermentação, envelhecimento em madeira, conservação e envelhecimento em garrafa, rolhas de cortiça, dupla maceração e repouso em caves, além de outros procedimentos.</p>
<p>Não vou arriscar-me, aqui, usar, a torto e a direito, a expressão “Siglo de Oro”. Há controvérsias quanto a esta percepção, e não quero insultar minha preguiça pondo chifre em cabeça de cavalo. Li e estudei muito o dito “período”. O bastante para inteirar-me das discordâncias e pôr-me quieto. Mas, para não dizer que não falei das cebolas, cito o competente e dedicado pesquisador e historiador Bartolomé Bennassar: “A Idade de Ouro coincidiu, portanto, com um apogeu político que sem dúvida excedeu a força da Espanha e que foi portador, sem paradoxo, das sementes da decadência”. Então tá&#8230;</p>
<p>Voltando ao vinho, vale ressaltar que sua presença ocorreu em praticamente toda a vida cotidiana do tal “Siglo de Oro”, e isso se refletiu nos artistas e escritores mais destacados do barroco espanhol.</p>
<p>Portanto, vinho e Espanha estão, por assim dizer, entrelaçados em diversos aspectos.</p>
<p>Os artistas espanhóis, os pintores, para ser mais direto, tinham plena consciência de tudo isso. Retrataram, com mestria, a existência do vinho na sua rica cultura, produzindo obras de arte da mais alta qualidade e beleza.</p>
<figure id="attachment_81377" aria-describedby="caption-attachment-81377" style="width: 378px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.13.18.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-81377" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.13.18-300x219.jpeg" alt="" width="378" height="276" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.13.18-300x219.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.13.18.jpeg 640w" sizes="(max-width: 378px) 100vw, 378px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81377" class="wp-caption-text">O Triunfo de Baco, Diego Velázquez</figcaption></figure>
<p>Assim, temos, por exemplo, uma cena de um banquete, assim denominado pelos especialistas da estética mitológica: <span class="sigijh_hlt">a tela produzida por Diego Velázquez, em meados do século XVII. Interessante é que a mesma arte, a depender da publicação que a ela se refere, firma o título como tão somente “Os bebedores” ou, de maneira mais pomposa, como acontece no Museu del Prado, em Madri, “O Triunfo de Baco”, de 1629.</span></p>
<p>Indagará o leitor: “Mas home, que raio de triunfo é esse?” Responder-vos-ei: &#8220;Creio que se refira à superação levada adiante pelos viticultores, pela própria videira, ante os desafios do cultivo e da planta, por vezes tão exigente, e a produção subsequente do vinho. E, também, ao fato de que mais pessoas passaram a beber mais vinhos. Inclusive bons vinhos&#8221;.</p>
<p>Leve-se, outrossim, em conta, o sentimento de liberdade, de paixão, até mesmo de redenção proporcionado pela bebida. O divino poder inebriante do vinho para libertar as pessoas de seus problemas.</p>
<p>Para todo o sempre, na cultura ocidental, Baco – o Dionísio grego numa versão mais dada à esbórnia – tornou-se referência primeira para a humanidade no que concerne um culto, o qual considero irreprimível. Fora assim na Antiguidade, o é assim, sob outros parâmetros em tempos hodiernos. Algo de êxtase e de manifestação pulsional (tão cara a Nietzsche) permanece.</p>
<p>Recorro, a título de maior fundamentação, ao imenso Ovídio, que, em “Metamorfoses”, descreve Baco como o promotor da folia e das manifestações de êxtase. No livro VI, linha 488, lê-se: “À mesa serve-se o banquete real e serve-se Baco em vasos de ouro”.</p>
<p>Sim, triunfa Baco, e não é de agora.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Em “O Triunfo de Baco”, Velázquez representou o deus do vinho cercado por homens bêbados.</span> Mas, quando devidamente observados, os personagens demonstram que se encontram em bom estado de humor. Olham diretamente para fora da pintura, para o espectador. Gosto de pensar que estão a convidá-lo a participar da celebração.</p>
<p>Entre outros pintores espanhóis pelos quais nutro predileção, destaco Joaquín Sorolla y Bastida, também conhecido como “O Mestre da Luz”.</p>
<p>Paradoxalmente, a tela de Sorolla (pintor impressionista que atuou entre os séculos XIX e XX, deixemos claro logo, portanto, que não tem relação direta com o período de Velázquez), a qual aqui incluo, é muito mais voltada para as sombras, para o interior: trata-se de “O Bêbedo de Zarautz”, produzida, penso, por volta de 1910, quando o pintor passou em Zarautz (Sorolla morreu em 1923).</p>
<p>A cena é inquietante. O espectador, no conforto climatizado da sala do museu, compreende, se detém cultura e sensibilidade para tanto, a atmosfera sufocante, a penumbra sugerida, o ridículo ao qual o personagem central é levado pelo consumo excessivo de bebida. No entanto, há também alegria, quase que uma celebração.</p>
<p>Algo como uns beberrões se reúnem em uma taverna. Notem que aquele que se encontra em primeiro plano, à esquerda, mira o artista com uma expressão ameaçadora. A figura ao centro exibe olhos lacrimejantes, enquanto outro integrante praticamente lhe força a beber mais. Provavelmente a bebida é sidra, e não vinho. A garrafa assim sugere. Por sinal, a palavra &#8220;sidra&#8221; vem do grego “sikera”, que em latim se tornou “sizra”, significando &#8220;bebida embriagante&#8221;.</p>
<p>As  garrafas mais escuras levam a crer que sejam mesmo de vinho. Esta é uma das seis cenas de taverna que Sorolla pintou naquele verão.</p>
<figure id="attachment_81378" aria-describedby="caption-attachment-81378" style="width: 251px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.14.54.jpeg"><img decoding="async" class=" wp-image-81378" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.14.54-230x300.jpeg" alt="" width="251" height="327" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.14.54-230x300.jpeg 230w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/10/WhatsApp-Image-2024-10-10-at-08.14.54.jpeg 612w" sizes="(max-width: 251px) 100vw, 251px" /></a><figcaption id="caption-attachment-81378" class="wp-caption-text">Jovem Bebendo Vinho, Bartolomé Esteban Murillo</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">Concluo este artigo com Bartolomé Esteban Murillo, outro grande pintor espanhol, e sua tela “Jovem a beber Vinho”, produzida em 1556. </span>Estamos diante de um dos artistas espanhóis que mais despertou interesse entre pesquisadores e especialistas.</p>
<p>Ah, não tá na devida ordem cronológica? É pra ser assim mesmo. Fi-lo porque o quis.</p>
<p>Sobre a tela: o personagem bebe com prazer. Traz um semblante quase que desafiador. Sente-se poderoso, pois, detém um recipiente cheio de vinho apenas para ele. Nos seus olhos tenho a impressão de perceber um traço báquico ou dionisíaco&#8230; Não há culpa, tão somente uma alegria arrogante. Murillo extrai o máximo em expressão do jovem, em contraponto à leveza da taça.</p>
<p>Dou ciência de que há mais nomes extraordinários no cenário vinícola e pictórico da cultura espanhola. Esta sintética seleção, arbitrária, bastou-me para expor as ideias e os argumentos presentes. Espero que suscite reflexões e boas conversas, sempre em torno de boas garrafas de vinho&#8230; Ou de sidra, por que não?</p>
<p>E como diria Gaguinho: “Por enquanto é só, pessoal”.</p>
<p>Santé!</p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Paixão, história e amor &#8211; sobre &#8220;Vinho e Cultura&#8221;, de Sérgio de Paula Santos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Apr 2024 11:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Leitura Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “Guardar um bom vinho para as próximas gerações torna-se não apenas uma dádiva ao futuro, mas uma homenagem ao próprio vinho e uma prova de confiança no presente. Sérgio de Paula Santos &#160; Impossível não concordar com o prefaciador deste livro, Renato Ratti, quanto ao status do autor: “uma pessoa &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/paixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos/">Paixão, história e amor &#8211; sobre &#8220;Vinho e Cultura&#8221;, de Sérgio de Paula Santos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20hist%C3%B3ria%20e%20amor%20%E2%80%93%20sobre%20%E2%80%9CVinho%20e%20Cultura%E2%80%9D%2C%20de%20S%C3%A9rgio%20de%20Paula%20Santos" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20hist%C3%B3ria%20e%20amor%20%E2%80%93%20sobre%20%E2%80%9CVinho%20e%20Cultura%E2%80%9D%2C%20de%20S%C3%A9rgio%20de%20Paula%20Santos" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20hist%C3%B3ria%20e%20amor%20%E2%80%93%20sobre%20%E2%80%9CVinho%20e%20Cultura%E2%80%9D%2C%20de%20S%C3%A9rgio%20de%20Paula%20Santos" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos%2F&amp;linkname=Paix%C3%A3o%2C%20hist%C3%B3ria%20e%20amor%20%E2%80%93%20sobre%20%E2%80%9CVinho%20e%20Cultura%E2%80%9D%2C%20de%20S%C3%A9rgio%20de%20Paula%20Santos" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fpaixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos%2F&#038;title=Paix%C3%A3o%2C%20hist%C3%B3ria%20e%20amor%20%E2%80%93%20sobre%20%E2%80%9CVinho%20e%20Cultura%E2%80%9D%2C%20de%20S%C3%A9rgio%20de%20Paula%20Santos" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/paixao-historia-e-amor-sobre-vinho-e-cultura-de-sergio-de-paula-santos/" data-a2a-title="Paixão, história e amor – sobre “Vinho e Cultura”, de Sérgio de Paula Santos"></a></p><blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Guardar um bom vinho para as próximas gerações torna-se não apenas uma dádiva ao futuro, mas uma homenagem ao próprio vinho e uma prova de confiança no presente.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Sérgio de Paula Santos</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">I</span>mpossível não concordar com o prefaciador deste livro, Renato Ratti, quanto ao status do autor: “uma pessoa realmente culta e apaixonada”. Ambos, Ratti e De Paula Santos, já são falecidos. O primeiro, Renato Ratti, foi um viticultor que fundou a vinícola que leva o seu nome em 1965. Ratti viveu no Brasil entre 1955 e 1964, trabalhando como enólogo. Em 1970, Ratti foi o primeiro a identificar e classificar os vinhedos de Barolo. Ele também foi um dos primeiros produtores a valorizar o terroir do Piemonte. O segundo, De Paula Santos, foi médico, enófilo e escritor.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-11-at-08.43.28.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-76682 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-11-at-08.43.28-200x300.jpeg" alt="" width="200" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-11-at-08.43.28-200x300.jpeg 200w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/04/WhatsApp-Image-2024-04-11-at-08.43.28.jpeg 421w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></a>Em 1990, um ano após a publicação pela Melhoramentos, este livro chegou às minhas mãos. Obra de aparência gráfica despretensiosa. A composição de capa um tanto sofrível. Mas o leitor é amplamente recompensado pelo riquíssimo conteúdo.</p>
<p>O título, parecerá, ao desavisado, um tanto redundante. Afinal, a bebida está no DNA de quase tudo aquilo que vem da criação humana: ideias, costumes, leis, crenças, alimentação, poesia, lenda e até as vestimentas. A história da humanidade, de alguma maneira, é a história do vinho.</p>
<p>Mas o termo “cultura”, do qual se vale Sérgio de Paula Santos, refere-se ao cerne da nossa Tradição Ocidental, mediante o qual se leva em consideração o respeito pela ordem e pela estrutura estável. A marca agrícola na base das civilizações, a pressupor, coerentemente, que ao saber-se ser humano, participar de uma comunidade, ou, se quiser, tornar-se um anacoreta, requer algum nível de eficiência e prática.</p>
<p>O autor, com o termo “cultura” refere-se à valorização dos fatores naturais que influenciam, radicalmente, na produção de vinho. E esta exige submeter-se às técnicas, às regras e à ordem. Por consequência, a formação espiritual se beneficia. O vinho traz, consigo, manifestações estéticas. Quem o bebe, caso detenha o dom da reflexão acurada, saberá o que bebe e o motivo que o leva a bebê-lo. Sente-se confortável, feliz, capaz de organizar seu belo mundo em unidades controláveis do bem e do bom.</p>
<p>O livro é composto por dezoito temas, a abordar desde o Vinho do Porto até os leilões dedicados à báquica bebida. Tão amplo leque comprova, então, a cultura do enófilo. De Paula Santos sabia muito, conhecia muito e em profundidade. “Vinho e Cultura” leva a sério os dois substantivos. O autor demonstra amar muito o primeiro e deter o segundo à excelência.</p>
<p>Seu especial amor, por exemplo, pelo Champagne, torna-se explícito ao leitor no capítulo três, intitulado “Em Terras Gaulesas”. Já no primeiro parágrafo declara Sérgio de Paula Santos: “Nunca será demais falar do champagne e nunca será demais bebê-lo. Poderá ser no café da manhã, antes do almoço, durante este, à tarde, como aperitivo, no jantar, no meio da noite – sempre será ‘a hora do champagne’. A cada décimo de segundo espoca, em alguma parte do mundo, uma rolha de champagne”.</p>
<p>Amor e humor, bem equilibrados como bons vinhos tintos, brancos, rosés, moscatos (os preferidos das abelhas) ou espumantes.</p>
<p>“Vinho e Cultura” oferece ao leitor, se este dispor de inteligência e sensibilidade para notar e compreender, a oportunidade de usufruir desta bebida em particular, valorizando um produto que se encontra entre nós há séculos e séculos. Doravante, se tocado, buscará com mais cuidado e admiração pelo sabor complexo e pelo importante papel do vinho nas culturas de todo o mundo. Adquirirá uma visão geral da história e da tradição do vinho. Saberá da sua produção em diferentes regiões do mundo, bem como sobre os costumes e celebrações relacionadas.</p>
<p>Acompanhar o legado de pesquisa e provas empíricas levado a efeito pelo autor é tomar consciência, ou consolidá-la, de como a história do vinho, em todo o mundo, inclusive no Brasil, é rica e fascinante. E de um mero curioso, passará a ser um amante apaixonado, ciente de que sempre haverá muito o que aprender sobre esta bebida icônica.</p>
<p>Santé!</p>
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