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	<title>Arquivo para aterro sanitário - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Aterro Sanitário NÃO é Lixão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 16:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante minha jornada ambiental, participei de audiências públicas para implantação de aterros sanitários e vi manifestações populares contra os “Aterros” em algumas delas. As pessoas gritavam ou portavam cartazes com os seguintes dizeres: “FORA LIXÃO”, “LIXÃO NÃO”, “RESPEITO E DIGNIDADE, SIM: LIXÃO AQUI NÃO”, entre  outros. Tal indignação dos populares contra a implantação dos aterros &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Durante minha jornada ambiental, participei de audiências públicas para implantação de aterros sanitários e vi manifestações populares contra os “Aterros” em algumas delas. As pessoas gritavam ou portavam cartazes com os seguintes dizeres: “FORA LIXÃO”, “LIXÃO NÃO”, “RESPEITO E DIGNIDADE, SIM: LIXÃO AQUI NÃO”, entre  outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal indignação dos populares contra a implantação dos aterros sanitários se dá por duas razões: a primeira por total desconhecimento do que é e de como funciona uma planta industrial de um aterro sanitário; e a segunda, a qual repudio, é a manipulação de pessoas instruídas, que conhecem as características técnicas de um aterro sanitário, mas por objetivos tortuosos, vendem a imagem de que um aterro sanitário é um lixão e que vai trazer diversos problemas de saúde ambiental para a comunidade. Uma lamentável postura.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essa razão, eu, na qualidade de professora, especialista em Meio Ambiente e comunicadora ambiental, venho aqui, esclarecer o conceito de aterro sanitário, suas características técnicas e as diferenças entre ele e um lixão a céu aberto.</p>
<p style="text-align: justify;">Penso que seja oportuno comentar que o meu único propósito com isso é levar o conhecimento e informações para um maior número e tipo de pessoas, das mais instruídas e letradas as que por alguma razão do destino não tiveram a oportunidade de estudar, mas que são muito inteligentes e sagazes.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, poderão fazer juízo de valor, estabelecer senso crítico e utilizar de uma maior capacidade de discernimento para lutarem e decidirem sobre o que é melhor para sua cidade, comunidade, bairro, vida! Sem se deixar manipular facilmente por terceiros. O conhecimento muda o mundo!</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, vamos ao que nos trouxe aqui, esclarecimentos técnicos e balizamento jurídico dos termos “aterro sanitário <em>versus</em> lixão”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para começar, vamos esclarecer o conceito de “Lixão”.</p>
<figure id="attachment_37725" aria-describedby="caption-attachment-37725" style="width: 868px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Lixao-GA.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-37725 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Lixao-GA.jpg" alt="" width="868" height="644" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Lixao-GA.jpg 868w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Lixao-GA-300x223.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Lixao-GA-768x570.jpg 768w" sizes="(max-width: 868px) 100vw, 868px" /></a><figcaption id="caption-attachment-37725" class="wp-caption-text">Lixão a céu aberto, sem nenhum tipo de controle ou preparo do terreno/ Fonte: Poder 360, 2021</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">Lixão é uma área, geralmente um terreno baldio, onde o “lixo” (resíduo sólido) de uma dada região, cidade, povoado, etc. é despejado como alternativa de disposição final dos resíduos. No lixão todo tipo de resíduo é disposto, desde restos de alimentos a sofás velhos.</p>
<p style="text-align: justify;">No terreno que atende como lixão, não há nenhum estudo ambiental e técnico realizado preliminarmente, o solo desse terreno não foi preparado para receber aqueles resíduos que vão se amontoando ao longo dos anos, apodrecendo (estágios de putrefação) e causando mau cheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">O mau-cheiro proveniente do apodrecimento de diversos resíduos, misturados com dejetos de animais e humanos (fezes) ou animais mortos, atraem diversos animais, como roedores e insetos, muitos deles transmissores de doenças, bem como aves que se alimentam de restos mortais, como os urubus.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o apodrecimento dos resíduos no lixão, é gerado um líquido, tipo aquele que aparece nas lixeirinhas de pias depois de dois ou três dias sem trocar a sacolinha. Esse líquido é chamado de chorume.</p>
<p style="text-align: justify;">Chorume é também chamado de líquido percolado (infiltra no solo) ou lixiviado (levado junto com água da chuva), é o líquido poluente, de cor escura e odor forte e fétido, originado de processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal líquido poluente pode penetrar (percolar) através do solo e contaminar a água que fica embaixo da terra (aquíferos) de onde vem a água que bebemos para matar a sede diariamente. A contaminação dessa água (aquíferos) pode provocar diversos tipos de doenças perigosas e algumas fatais.</p>
<p style="text-align: justify;">A decomposição dos resíduos (apodrecimento) forma bolsões de gás (biogás) e é liberado o metano (CH<sub>4</sub>), gás inflamável, que pode até explodir se entrar em contato com faíscas (como as bitucas de cigarro).</p>
<p style="text-align: justify;">Outro grave problemas do lixão é a presença de pessoas que catam (catadores) lixo para sobreviverem e ficam expostos a diversos tipos de doenças graves infectocontagiosas e doenças de pele.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há nenhum tipo de cuidado, controle e monitoramento em lixões a céu aberto.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Agora vamos esclarecer o conceito de “Aterro sanitário”.</p>
<p style="text-align: justify;">Aterro sanitário é uma obra de engenharia, bem arquitetada e já consolidada (existe há mais de 40 anos), um sistema de tratamento de resíduos sólidos que utiliza o solo para aterrar o lixo.</p>
<p style="text-align: justify;">A área onde um aterro pode ser implantado deve seguir condições estabelecidas em Normas Brasileiras de Regulamentação – NBR.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas das condições estabelecidas são: distância de pelo menos 500 metros de núcleos populacionais, o afastamento de nascentes e corpos hídricos deve seguir o que preconiza a Lei Federal 12.605/2012 (Código Florestal), a área deve estar próxima da zona de coleta (no máximo 30 km para ida e volta); apresentar vias de acesso em boas condições de tráfego para os caminhões, inclusive em épocas de chuvas, com o mínimo de aclives, pontes estreitas e outros inconvenientes; a área também deve estar afastada de aeroportos ou de corredores de aproximação de aeronaves, é importante que a área seja servida por redes de telefones, energia elétrica, água, transportes e outros serviços, para facilitar as operações de aterro e apresentar posicionamento adequado em relação a ventos dominantes. Esses são alguns dos critérios.</p>
<p style="text-align: justify;">Os aterros sanitários são bem menos nocivos ao meio ambiente que um lixão a céu aberto, pois são construídos para evitar a contaminação do solo, da água e do ar.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembram-se do chorume e dos gases tóxicos gerados no lixão? Então, no aterro sanitário eles são retidos e encaminhados ao tratamento e não entram em contato com a natureza. Veja como isso acontece: a base do aterro é coberta com uma camada de material impermeável (não infiltra no solo), o que evita que o chorume produzido infiltre no solo e chegue aos lençóis freáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa manta é recolocada a cada 5 metros de lixo acumulados verticalmente. Além disso, o local deve contar com um sistema de captação de biogás — metano, gás carbônico e vapor d’água —que é queimado ou que pode ser utilizado para produção de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Então resta, claro, que uma obra de engenharia de um aterro sanitário preveja a instalação de elementos para captação, armazenamento e tratamento do chorume e do biogás, além de sistemas de impermeabilização superior e inferior. Esses elementos são fundamentais para que a obra seja considerada segura e ambientalmente correta, e por isso precisa ser bem executada e monitorada.</p>
<p style="text-align: justify;">No aterro sanitário, a cobertura diária deve ser realizada ao final de cada jornada de trabalho, com a função de eliminar a proliferação de animais e vetores de doenças, de diminuir a concentração do lixo que é levado pela água da chuva (lixiviação), reduzir a exalação de odores e impedir a saída do biogás.</p>
<p style="text-align: justify;">A cobertura intermediária é necessária naqueles locais onde a superfície de disposição ficará inativa por mais tempo, aguardando, por exemplo, a conclusão de um determinado patamar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por sua vez, a cobertura final, tem como objetivo evitar a infiltração de águas pluviais e o vazamento dos gases gerados na degradação da matéria orgânica para a atmosfera.</p>
<p style="text-align: justify;">O aterro sanitário é uma das técnicas mais eficientes e seguras de destinação de rejeitos. Entenda-se como rejeito, aquele resíduo para o qual ainda não existe nenhuma possibilidade de reaproveitamento ou reciclagem. Tanto é verídica tal afirmação, que a Lei Federal 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS) afirma como sendo o aterro sanitário uma técnica de disposição final de resíduos ambientalmente adequada:</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 80px;"><em>                     Art. 3, inciso VIII – disposição final ambientalmente adequada: distribuição ordenada de rejeitos em aterros, observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos. (PNRS, 2010).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Isso quer dizer  que a PNRS determina ações como a eliminação dos lixões e sua substituição por aterros sanitários. Os lixões a céu aberto, inclusive, têm prazo contado para ser encerrado, conforme estabelece o “Novo Marco regulatório de Saneamento Básico”, Lei Federal   14.026/2020:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 80px;"><em>             “Art. 54. A disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos deverá ser implantada até 31 de dezembro de 2020, exceto para os Municípios que até essa data tenham elaborado plano intermunicipal de resíduos sólidos ou plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos e que disponham de mecanismos de cobrança que garantam sua sustentabilidade econômico-financeira, nos termos do art. 29 da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, para os quais ficam definidos os seguintes prazos:</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 40px;"><em>              I &#8211; até 2 de agosto de 2021, para capitais de Estados e Municípios integrantes de Região Metropolitana (RM) ou de Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) de capitais;</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 40px;"><em>               II &#8211; até 2 de agosto de 2022, para Municípios com população superior a 100.000 (cem mil) habitantes no Censo 2010, bem como para Municípios cuja mancha urbana da sede municipal esteja situada a menos de 20 (vinte) quilômetros da fronteira com países limítrofes;</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 40px;"><em>                III &#8211; até 2 de agosto de 2023, para Municípios com população entre 50.000 (cinquenta mi100.000 (cem mil) habitantes no Censo 2010; e</em></p>
<p style="padding-left: 40px;"><em>                  IV &#8211; até 2 de agosto de 2024, para Municípios com população inferior a 50.000 (cinquenta mil) habitantes no Cens</em><em>o 2010.</em></p>
<p style="padding-left: 40px;">
			</div></div>
<p style="text-align: justify;">Portanto, tendo em vista que foram apresentadas as diferenças conceituais e operacionais gritantes, entre o que é um lixão e o aterro sanitário, podemos concluir que o aterro sanitário por ser uma obra de engenharia consolidada e controlável, é de fato a tecnologia preferencial e executável para atender a demanda urgente e emergencial para o encerramento dos lixões.</p>
<p style="text-align: justify;">E para fecharmos nossa conversa com chave de ouro, deixo meu cartaz de manifesto com os seguintes dizeres:</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37768 aligncenter" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/03/ATERRO-SANITARIO-NAO-E-LIXAO-E-A-SOLUCAO-4.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>(*) Profª  Dra. Gabriela Almeida, especialista em Meio Ambiente, comentarista técnica da Rádio e TV Ambiental.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O ano de 2021 é decisivo para  que as prefeituras acabem com os lixões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antônio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jan 2021 09:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é um ano decisivo para os prefeitos implantarem, nos respectivos municípios, o aterro sanitário, colocando um fim nos lixões que causam sérios problemas de saúde à população. Mas esse não é um assunto novo, pois vem sendo discutido desde 2010, portanto, há 11 anos. A questão é que agora existe um prazo.  “A lei &#8230;</p>
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<p style="text-align: justify;">Este é um ano decisivo para os prefeitos implantarem, nos respectivos municípios, o aterro sanitário, colocando um fim nos lixões que causam sérios problemas de saúde à população. Mas esse não é um assunto novo, pois vem sendo discutido desde 2010, portanto, há 11 anos. A questão é que agora existe um prazo.  “A lei dá um prazo até agosto deste ano para que municípios, com até 50 mil habitantes, instalem os aterros ou sistemas de tratamento e disposição final de resíduos adequados”, alerta Gabriela Almeida, pós-graduada em Gestão Ambiental, mestre e doutora em Biotecnologia Industrial, comentarista técnica da rádio ambiental, proprietária de uma <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.gabrielaalmeidaconsultoria.com.br/">consultoria ambiental e sanitária que leva o seu nome.</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">E o que acontecerá às prefeituras que não cumprirem o prazo? “Não vão conseguir solicitar recursos de emendas parlamentares para gerir o saneamento básico do município”. Além disso, os prefeitos poderão ser responsabilizados judicialmente, inclusive, por prática do crime ambiental. A Lei nº 9.605/98, lei de crimes ambientais, preveem sanções como multa e prisão para os gestores municipais que descumprirem a legislação atual, claro que a aplicação de tais penalidades depende da constatação de que a omissão do gestor é injustificada, responde professora doutora Gabriela Almeida, que alerta para algo recorrente e que merece atenção dos gestores públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">“Vai continuar tendo aumento no custo da saúde, porque uma coisa está diretamente relacionada à outra. Uma vez que você mantém um lixão, aquela situação de contaminação potencializa os riscos à saúde das pessoas que moram ali vizinho, aumentando, assim, o uso das unidades básicas de saúde. Com relação às penalidades, se constatado crime ambiental, as multas podem variar de R$ 5 mil a R$ 50 milhões e a pena de prisão prevista para o crime é de um a cinco anos de reclusão.”</p>
<p style="text-align: justify;">Em Sergipe, por enquanto, só existe um aterro, situado em Rosário do Catete, que atende a capital, Aracaju, e outros municípios, embora a lei chamada de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://www.ecycle.com.br/3705-politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs.html#:~:text=A%20Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de%20Res%C3%ADduos,no%20gerenciamento%20de%20seus%20res%C3%ADduos.">Política Nacional de Resíduos Sólidos</a></span> tenha determinado a construção de aterros sanitários, além de implantar a coleta seletiva e promover a educação ambiental. Mas, a realidade Sergipana é bem distante da situação ideal desenhada pela lei. A boa notícia é que o quadro está mudando e há empresas que deram entrada nas licenças ambientais, sendo que duas delas – em Itabaiana e Itabaianinha – já conseguiram esses documentos, e as outras duas ainda aguardam os trâmites legais. Por conta de sigilos profissionais, Gabriela Almeida não informa quais são as empresas. Expert no assunto, ela acredita que Sergipe, com seus 75 municípios, precisa de 10 a 12 aterros para atender o Estado e também parte de Alagoas e Bahia.</p>
<p style="text-align: justify;">Leia agora a entrevista que o <strong>Só Sergipe </strong>fez com Gabriela Almeida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SÓ SERGIPE &#8211; Os municípios brasileiros, com até 50 mil habitantes, têm até agosto deste ano para acabar com os lixões. O que os prefeitos que assumiram o mandato em janeiro têm que fazer?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GABRIELA ALMEIDA –</strong> A primeira coisa que eles têm que verificar é o que pede a lei 14.016, de 2020, que é o segundo marco regulatório que temos aqui no Brasil. Além de exigir o encerramento dos lixões, essa lei pede, também, que seja de forma universal, para a chegada da água limpa e redução dos esgotos sanitários. Mas falando dos lixões, a lei dá prazo para que os municípios com até 50 mil habitantes encerrem os lixões a céu aberto, que contaminam o lençol freático, até agosto de 2021. Em Sergipe temos quase todos os municípios com até 50 mil habitantes. E as regiões metropolitanas e municípios acima de 100 mil habitantes, o prazo é até 2024. Mas não basta só colocar aterros, têm que recuperar as áreas dos lixões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – O gestor que não cumprir esse prazo, o que acontece?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Primeiro, eles não vão conseguir solicitar recursos de emendas parlamentares para gerir o saneamento básico do município. Então, para obras de infraestrutura eles não vão ter recursos, porque não cumpriram esse prazo. Pode ser que, daqui até agosto, os prefeitos justifiquem alguma coisa por não terem encerrado os lixões. E outro fator é que vai continuar tendo aumento no custo da saúde, porque uma coisa está diretamente relacionada à outra. Uma vez que você mantém um lixão, aquela situação de contaminação faz crescer o risco de danos à saúde das pessoas que moram ali nas proximidades, aumentando, assim, o uso das unidades básicas de saúde.  E isso implica no aumento dos custos de medicamentos, higiene, entre outros. É um contrassenso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS &#8211; Essa questão dos lixões, também passa por uma educação da população para aprender como cuidar do lixo que produz?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA &#8211; </strong>A lei 14.016 de 2020, assim como a política nacional de resíduos sólidos, prevê sempre campanhas de educação ambiental. Mas isso, ainda, é uma coisa bem deficitária porque exige conhecimento técnico. É uma coisa assistida, continuada.  Onde isso é exigido? Nos licenciamentos. Os consórcios tentam fazer através das cooperativas, para que as pessoas façam adesão àquele sistema. Mas é uma adesão que começa e você não consegue ter a mudança do hábito, porque aquilo não é continuado, e  aí, naturalmente, como todo vício, nós voltamos ao  ponto inicial que é  manter  os lixos jogados de qualquer jeito, sem separá-los. E também não tem estrutura para que as pessoas tenham essa educação e façam a separação. Não há coletores específicos espalhados pela cidade. Se vai fazer compostagem, a pessoa não tem informação de como fazer isso, pois não é todo resíduo que serve. Como é que a dona de casa vai passar a separar isso rápido e fácil? Isso vai ter que ser uma educação, uma socialização assistida e continuada. Não dá para querer que a coisa mude a toque de caixa, só porque colocou um sistema que vai coletar aquele resíduo.</p>
<figure id="attachment_36194" aria-describedby="caption-attachment-36194" style="width: 1600px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36194 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete.jpg" alt="" width="1600" height="905" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete.jpg 1600w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete-300x170.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete-1024x579.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete-768x434.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/rosario-do-catete-1536x869.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36194" class="wp-caption-text">Rosário do Catete abriga um aterro sanitário</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Por que a implantação de aterros sanitários se arrasta há 11 anos, desde 2010?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA – </strong>Vem bem antes, mas 2010 foi o marco quando lançou a política nacional de resíduos sólidos, que trouxe as orientações, as vertentes do que deveria ser feito para que os lixões acabassem. Mas existe fragilidade financeira em muitos municípios, imagine gerir um sistema de resíduo sem recursos? Por isso que nasceram os consórcios, para agruparem territorialmente os municípios e atenderem de forma satisfatória.  E esse é um gargalo, porque muda a gestão e a outra não dá continuidade. Por isso que um dos principais pontos não é o financeiro, mas a política de Estado, para que isso continue.  Veja como é o abastecimento de água: algum prefeito quando entra, corta o abastecimento? Não, porque é algo constitucional, um direito universal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Imaginemos que uma prefeitura decida ter uma central de tratamento de resíduos, enquanto tempo faria isso?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA</strong> – Se ela fizer uma licitação e uma Parceria Público Privada (PPP) em menos de seis meses ela monta a central de tratamento de resíduos. Depois do licenciamento ambiental, faz o estudo de impacto do ambiente. O licenciamento tem que ser bem rápido, após as licenças os empreendimentos têm de 60 a 90 dias para ficarem prontos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Quantos municípios em Sergipe já têm uma central?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA – </strong>Só em Rosário do Catete, e este atende todo mundo. Porém está numa situação de inchaço, embora tenha sido feita para receber muitos resíduos. Ela tenta atender todo mundo. Mas há municípios muito distantes, com mais de 60 km e que fica inviável financeiramente. Por isso, os sistemas têm que ser divididos em territórios e é preciso que tenham células ou transbordos para ficar viável financeiramente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942.png"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-36190 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942-300x300.png" alt="" width="334" height="334" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Design-sem-nome-2021-01-16T180126.942.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 334px) 100vw, 334px" /></a>SS &#8211; Estamos num Estado pequeno com 75 municípios. Na sua opinião, quantos sistemas seriam necessários para atender todo o Estado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Acredito que de 10 a 12 centrais seriam suficientes. Agora, por quê? Porque algumas centrais, colocadas de forma estratégica que podem atender Alagoas ou Bahia, vão fazer isso, pois nesses Estados existe o mesmo déficit. Então fica muito mais prático e menos oneroso, a Bahia trazer os resíduos para Cristinápolis, por exemplo, do que mandar para Salvador. Nós teríamos mais sistemas para atender a todos e isso é algo previsível, inclusive já estamos com quatro aterros sanitários em processo de licenciamento. Em dois já saíram as licenças e vão começar a instalação, o de Itabaiana e Itabaianinha, e agora vamos avançando com os próximos. Logo teremos centrais de tratamento para atender a essa demanda daqui e de outros Estados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – E quem serão os próximos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Não podemos dizer, porque é uma questão de sigilo comercial. Mas existem outros no Estado que vão atender os territórios, inclusive os estratégicos para Bahia e Alagoas, justamente diante de um problema ambiental grave que são os lixões. Resolver os lixões a céu aberto, que geram problemas de saúde grave, de doenças que estamos vendo aí e nem temos consciência. Contaminam o lençol freático e bebemos dessa água.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – A senhora percebe o interesse de algum gestor de esclarecer a população sobre a necessidade de separação do lixo, por exemplo?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Os gestores anteriores – e alguns voltaram &#8211; vêm demonstrando isso. Há municípios aqui em Sergipe que têm um trabalho junto ao consórcio, ou deles mesmos, que fazem a separação dos resíduos para fortalecer as cooperativas, para que o lixão se acabe.  Mas como há muitas outras demandas que são prioritárias, como saúde, educação e segurança, isso acaba ficando para depois. Por isso, é tão importante  a participação do setor privado para poder dar acompanhamento, gerenciamento. Como também não existe, ainda, uma política para cobrar taxas, não existe movimentação, pois não há um retorno monetário, mas, sim, social e ambiental. E só conta com um aterro sanitário no Estado, a população, por sua vez,  tem que descartar o lixo em algum lugar. O tempo vai passando, os anos vão passando e a coisa continua do mesmo jeito. Não sei como será com os novos gestores. Eles têm a oportunidade de fazer alguma coisa que seja de política pública de Estado, para que, independentemente de quem seja o prefeito, futuramente, mantenha o sistema. Que seja uma obrigatoriedade e não um projeto de partido político.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Ao criar esses aterros, não é gerado renda para o município? </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA &#8211;</strong> Os aterros, que são centrais de tratamento de resíduos, vão trazer muito mais que isso. Além de royalties, fluxo econômico num município e adjacências, vão trazer um ganho socioambiental muito grande, porque haverá a redução de danos ambientais gravíssimos, doenças vindas da água, do ar, do solo. E todas as cadeias econômicas que vêm junto a ele. Como vai ter mais fluxo de caminhão, de gente, vai gerar renda para o vendedor de picolé, aumento de vendas do pipoqueiro e vai estar sempre acumulando moeda, pois as pessoas passam a ter mais poder aquisitivo. Terá um fluxo maior da economia e, com certeza, o impacto social e econômico é muito bem-vindo. Dentro do estudo de impacto ambiental, para trazer os aterros, nós enfatizamos isso: os efeitos positivos da chegada deste instrumento, que são as centrais de tratamento, pois, num município, ela acaba dando movimentação muito grande ali naquela região.</p>
<figure id="attachment_36195" aria-describedby="caption-attachment-36195" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36195" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2021/01/composicao-do-gas-metano.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-36195" class="wp-caption-text">Fórmula do gás metano</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – E o gás metano, que vem do lixo, pode ser também uma fonte de renda?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Pode. Inclusive a recuperação e reaproveitamento energético é uma recomendação legal previstas tanto na política nacional de resíduos sólidos quanto na portaria Interministerial nº274/2019. A tendência das centrais, hoje, é reduzir, de fato, a chegada do lixo, pois a ideia é que as cooperativas participem. Existe, também, a tendência em usar composteira, para formação de adubo, e já vai reduzir a matéria orgânica que é quem geraria maior potencial de gás reutilizável para ser transformado em energia. O que deveria ir para o aterro seria só o rejeito, é fato que ainda não há tecnologia aqui no Brasil ou não foi implementada. A tendência é que o aterro demande material muito baixo para a queima, porque o resíduo vai ser reciclado. Mas aquilo que for gerado, poderá ser canalizado para a venda, para redução de custo na energia, enfim, para outros fins de utilização, o que seria um grande ganho estar reduzindo a carga de energia elétrica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Então, lixo é dinheiro&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA –</strong> Além de possíveis técnicas de valorização do lixo com métodos de reaproveitamento ou de geração de energia e/ou combustíveis derivados do lixo, que é um novo seguimento industrial, lixo é totalmente dinheiro.  Inclusive, é uma das maiores cadeias considerada a mina da vez, porque há escassez de como depositar o lixo de maneira correta e o excesso da geração de resíduos. Por mais que façamos campanha para diminuir a geração, maior é a alienação midiática. A mídia faz campanha para a gente comprar, comprar e a gente compra de forma, muitas vezes, alienada. Nós somos capitalistas, o dinheiro é para consumir e não há nada de errado nisso. O que acontece é que aumentamos o fluxo de geração de resíduos. Se não paramos de consumir, temos que pensar no que fazer com o resíduo: reutilizar ou destiná-lo de forma correta.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SS – Estamos numa pandemia, compramos muito em delivery e ficamos com diversas embalagens em casa. Isso gerou um volume grande desses resíduos e, para o meio ambiente, é um terror, não é?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>GA – </strong>Sem dúvidas, gerou muita embalagem. O canudo foi a bola da vez, porque foi encontrado numa tartaruga. Mas há outros plásticos, luvas e embalagens que continham o álcool gel. A indústria ganhou muito com isso.  E também o descarte de máscaras, a forma correta de se fazer isso não existe para muita gente. Você teve aumento na geração de resíduos. E as pessoas ficando confinadas, por incrível que pareça, consomem mais. Daí o crescimento de embalagens de comida no ambiente, entre outras coisas que vêm pela internet, pelo hábito da compra. Explodiu esse volume de compras, por causa do comportamento natural do ser humano de gastar.</p>
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