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	<title>Arquivo para amor - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Sat, 16 May 2026 12:32:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Encontro em um domingo chuvoso</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/encontro-em-um-domingo-chuvoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 17:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Há um equívoco persistente — e profundamente limitador — na forma como a maioria das pessoas enxerga os mais velhos, especialmente quando se trata de sexualidade. Em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a sexualidade está associada à juventude. Como se somente os jovens &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/encontro-em-um-domingo-chuvoso/">Encontro em um domingo chuvoso</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fencontro-em-um-domingo-chuvoso%2F&amp;linkname=Encontro%20em%20um%20domingo%20chuvoso" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fencontro-em-um-domingo-chuvoso%2F&amp;linkname=Encontro%20em%20um%20domingo%20chuvoso" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fencontro-em-um-domingo-chuvoso%2F&amp;linkname=Encontro%20em%20um%20domingo%20chuvoso" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fencontro-em-um-domingo-chuvoso%2F&amp;linkname=Encontro%20em%20um%20domingo%20chuvoso" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fencontro-em-um-domingo-chuvoso%2F&#038;title=Encontro%20em%20um%20domingo%20chuvoso" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/encontro-em-um-domingo-chuvoso/" data-a2a-title="Encontro em um domingo chuvoso"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á um equívoco persistente — e profundamente limitador — na forma como a maioria das pessoas enxerga os mais velhos, especialmente quando se trata de sexualidade. Em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a sexualidade está associada à juventude. Como se somente os jovens pudessem aproveitar os prazeres da carne. Ledo engano. Se isso existiu, faz tempo que mudou.</p>
<p>Se antes a vovó fazia crochê e o vovô vivia de ceroulas no sofá; hoje não mais. Vovô e vovó estão na academia, na praia, em bares&#8230; na pista.</p>
<p>Hoje, em qualquer faixa etária, mulheres e homens procuram se manter firmes, fortes, ativos, saudáveis e atraentes e, com seus corpos, buscar prazer. Não mais o prazer da luxúria, mas do bem-estar, da sedução, do aconchego, do afeto.</p>
<p>Bem-aventurados os que fizeram da passagem do tempo um aliado, adquirindo sabedoria, confiança, conhecimento, para usufruir, como cantou Rita Lee, a eterna roqueira: “Eu quero mais é saúde para gozar no final”. Mesmo corpos gastos pela passagem inexorável do tempo, sabem usufruir das boas coisas da vida.</p>
<p>Domingo, tempo nublado, intercalado por sol tímido e orvalhos esparsos, eles se encontraram. No outono da vida, classificados segundo o IBGE, como idosos: “todos mamíferos e bíceps, que ultrapassaram 60 anos”. Sem ligarem para rótulos, seguem com tesão pela vida, achando-se “semi-novos”, prontos para apreciar o que há de melhor: boas conversas, bons vinhos, boas comidas e, principalmente, muito aconchego e prazeres que seus corpos e suas comorbidades lhes permitem.</p>
<p>Maduros, chegaram na fase da vida em que sabem distinguir “o que serve e o que não serve”. Sabem que não têm tempo para questiúnculas.</p>
<p>Certa vez, conversando com o tempo, ouvi dele: “Faz tuas escolhas, que te direi as minhas respostas”. Educar o olhar para o belo, para as boas e excitantes coisas da vida é qualidade de vida. Saber que o sexo, não é apenas desnudar-se de roupas, mas despir-se de títulos, preocupações, cargos, conta bancária ou outros penduricalhos desnecessários. Aprender que o desejo nasce de uma boa conversa, de um leve toque, de um olhar penetrante. Que intimidade é construída em encontros sinceros, únicos e especiais.</p>
<p>Não precisar esperar o momento certo para realizar desejos. O momento certo pode ser um domingo nublado, longe de tudo. Uma taça de vinho, um afago, um toque, um cheiro, que resulta no enlace. Quando corpos se desejam, o cérebro, mais que o coração, já indicou o caminho.</p>
<p>A criatividade fica por conta do desejo. Corpos ardentes se conectam, e como canta o mestre Roberto Carlos, que aos 85 anos, continua falando de paixão, desejo, cumplicidade.</p>
<p>Um encontro de domingo, sem script, em que a melodia e a harmonia dos corpos falam por si.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Nosso amor é demais/ E quando o amor se faz/ Tudo é bem mais bonito/ Nele a gente se dá/ Muito mais do que estáE o que não está escrito&#8230; /Quando a gente se abraça/ Tanta coisa se passa/ Que não dá pra falar/ Nesse encontro perfeito/ Entre o seu e o meu peito/ Nossa roupa não dá&#8230;</p>
<p>Nosso amor é assim/ Prá você e prá mim/ Como manda a receita/ Nossas curvas se acham/ Nossas formas se encaixam/ Na medida perfeita&#8230;. / Esse amor é prá nós/ A loucura que traz/ Esse sonho de paz/ E é bonito demais/ Quando a gente se beija/ Se ama e se esquece/ Da vida lá fora.</p>
<p>Cada parte de nós/ Tem a forma ideal/ Quando juntas estão/ Coincidência total do Côncavo e o Convexo/ Assim é o nosso amor/ No sexo&#8230;</p>
<p>Este amor é pra nós/ A loucura que traz/ Esse sonho de paz/ E é bonito demais/<br />
Quando a gente se beija/ Se ama e se esquece/ Da vida lá fora / Cada parte de nós/ Tem a forma ideal/ Quando juntas estão/ Coincidência total/ Do Côncavo e o Convexo/ Assim é o nosso amor/ No sexo&#8230;”</p>

			</div></div>
<p>Na cama, corpo exaustos de prazer, observam que chove lá fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tudo por causa de um grande amor*</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Não. Não estou me referindo ao clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>ão. Não estou me referindo ao clássico <em>Romeu e Julieta</em>, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há notícia afora esta, de um ser divino que se rebaixou ao mais alto grau para declarar todo o seu amor por seres inferiores, fracos, vacilantes, pecadores e mortais.</p>
<p>Por isso mesmo, a Semana Santa é o momento mais oportuno para agradecer por algo que não somos e do qual nunca fomos merecedores, mas assim nos tornamos pelo sangue de um inocente. Conforme preconizou o sumo sacerdote do povo judeu, Caifás:</p>
<blockquote><p>“(&#8230;) <em><i>que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação</i></em>” (Jo 11,50)</p></blockquote>
<p>Da representação cinematográfica de Franco Zeffirelli (1977) a Mel Gibson (2004), narrativas de uma história de amor de encher o coração da gente, que nos toca profundamente, mas nem sempre converte. Fato é que o gesto de Jesus Cristo, de entrega total e absoluta na cruz, está entre os mais nobres já testemunhados por olhos humanos.</p>
<p>O que poderia ser resultado de uma loucura, de um profundo delírio e de uma atitude inconsequente e sem razão, tornou-se uma declaração de amor nunca realizada ao extremo por quem quer que existisse antes e depois de Jesus Cristo.</p>
<blockquote><p>“<em><i>A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina</i></em>”, afirma São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios 1,18.</p></blockquote>
<p>Ele derramou seu sangue até a última gota. Doou-se por inteiro, sem murmurar, maldizer a quem o entregou, torturou e matou.  Tudo por expiação de uma culpa que jamais foi sua. Revertendo, desse modo, toda uma lógica, confundindo poderosos, sábios, ricos e inteligentes. Fez-se Rei para além da realeza. Coroado de espinhos, cuspido, maltratado, humilhado, ridicularizado, carregou sobre seus ombros todo o peso de nossa ignomínia.</p>
<p>A Paixão e Morte de Nosso Jesus Cristo revelaram o que tem de pior na raça humana: vaidade, arrogância, orgulho, soberba, ambição, prepotência, ganância, ingratidão, traição. Quem é o ser humano para ser capaz de julgar, condenar e matar seu próprio Criador? E ainda assim, ser amado por Ele, com tamanha doação e entrega?</p>
<p>Definitivamente, ainda não somos capazes de compreender a dimensão daquele ato nobre, generoso e divino. Insistimos em julgar, maltratar, humilhar e matar Jesus Cristo novamente, por meio de guerras, devassidão, corrupção, pobreza, indiferença, injustiça e ambição.</p>
<p>Enquanto não formos suficientemente sensíveis e gratos por tão grande e incomparável prova de amor, penaremos em nossa existência breve, fútil e medíocre, cujo fim será sempre a cova nossa de cada dia.</p>
<p>Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i>* Título e texto inspirados na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LtdKrnMweUE" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">canção</span> <span style="color: #008000;">“</span></a></i></em><em><i><span style="color: #008000;">Tudo por Causa de um Grande Amor”, de autoria de Ir. Miria T. Kolling</span>.</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Paixão, entre a dor e o sentido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Há palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, &#8230;</p>
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]]></description>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, o sacrifício e, acima de tudo, a busca por um propósito.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Etimologicamente, a palavra nasce do latim <em>passio</em>, derivado de <em>pati</em>, que significava suportar, padecer ou simplesmente sofrer a ação de algo. Na origem da palavra, não havia qualquer romantização, ou seja, a paixão era aquilo que nos acontece muitas vezes sem o nosso controle, revelando, pois, a vulnerabilidade diante da nossa própria existência terrena.</p>

			</div></div>
<p>Curiosamente, com o passar das eras, esse mesmo vocábulo passou a designar também o entusiasmo exacerbado que nos move e o amor ardente que nos consome, sem que haja, contudo, qualquer contradição nisso, mas sim uma revelação sobre a natureza humana. Como intuiu Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Aquilo que mais nos apaixona é, quase sempre, o que mais nos expõe e fragiliza, pois amar intensamente exige a coragem proporcional de aceitar o risco da perda, da frustração e, consequentemente, do sofrimento. É neste prisma, então, que a Paixão de Cristo deixa de ser apenas um relato histórico milenar, para se tornar uma chave de leitura do significado da própria existência do homem neste mundo, isto é, um modo de compreensão do martírio e do amor à luz de um senso infinitamente maior.</p>
<figure id="attachment_97927" aria-describedby="caption-attachment-97927" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-97927 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg" alt="Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97927" class="wp-caption-text">Encenação da Paixão de Cristo</figcaption></figure>
<p>Analisando-se sob o olhar da História, o sacrifício no Calvário consolidou-se como o centro do Cristianismo, não apenas pela narrativa da vivência de uma morte crudelíssima, muito comum à época do Império Romano, não obstante pela maneira como foi assumida e conduzida por um homem humilde, com consciência límpida, propósito sublime, dignidade serena e um silêncio eloquente diante da imensa injustiça. Como bem sintetizou Santo Agostinho, “não foi o suplício que fez o mártir, mas a causa, assim como não foi a dor física em si que redimiu o ser humano, todavia o amor que a sustentou até ser consumada”.</p>
<p>Filosoficamente, a Paixão nos confronta com uma indagação inevitável: existe mesmo tal propósito e qual seria o verdadeiro sentido do sofrimento? Em um mundo que se apressa em anestesiar qualquer ínfimo desconforto, onde as pessoas não toleram os menores incômodos físicos e psicológicos, a morte em cruz ainda permanece como um “escândalo” — algo que confronta, que incomoda, que não se encaixa na lógica comum — e talvez resida aí sua real força, uma vez que ela não resolve ou elimina a dor da humanidade. Entretanto, a expõe em sua vertente mais radical e em sua intensidade máxima, transbordando, assim, injustiça, abandono e dores física e moral. Simultaneamente, em contrapartida, a eleva, pois o sofrimento deixa de ser algo absurdo, vazio e destrutivo e passa a carregar um claro sentido, ao tornar-se lugar de entrega altruísta, de amor sublime, de redenção reconfortante e de evolução íntima. Dostoiévski, que sondou como poucos a alma humana, afirmava que o homem aprende através do sofrimento e a dor, nesse horizonte, deixa de ser um erro e fatalidade do destino e passa a ser o terreno onde a consciência desperta e amadurece.</p>
<p>Quando adentramos no campo da Psicologia, especialmente nas correntes existenciais, o sofrimento é compreendido como parte estrutural da vida. Viktor Frankl ensinou que, quando não podemos mudar uma situação dolorosa, somos desafiados a transformar a nós mesmos. A Paixão de Cristo, sob esta análise, revela-se como um arquétipo em que o sofrimento, quando atravessado com sentido, deixa de punir e aprisionar e transfigura-se em aprendizado e fonte de cura.</p>
<p>No âmbito religioso pela crença cristã, o Calvário é o ápice da revelação de um Deus outrora invisível e distante, mas que naquele momento se mantém próximo de sua criatura na figura do seu Filho, Jesus. Essa relação caracteriza-se por um amor pleno, tangível, tão vívido, posto que chora e sangra sobre o perdão ante a traição, o abandono e a violência. Como escreveu São João da Cruz, “no entardecer da vida, seremos julgados unicamente pelo amor”, assim sendo, a Paixão revela que tal amor não se impõe pela força, porém se oferece na liberdade da entrega ao próximo.</p>
<figure id="attachment_97926" aria-describedby="caption-attachment-97926" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-97926 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg" alt="Familia Centurion em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97926" class="wp-caption-text">Família Centurion em Nova Jerusalém</figcaption></figure>
<p>Somos convidados a vivenciar anualmente este fato bíblico, pois quando o mistério deixa o plano das ideias e se torna experiência, verdadeiramente ele nos alcança. Ao contemplarmos, então, o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, no agreste pernambucano, já não estamos apenas diante de uma narrativa qualquer, mas em frente à emblemática encenação da agonia, morte e ressurreição de Cristo, refletida desde os nossos olhos marejados diretamente à consciência, revelando-nos, imediatamente, nossas próprias “cruzes”, bem como as pequenas e grandes “paixões” que atravessam os nossos dias e, mormente, tudo aquilo que ainda podemos transformar e edificar em nós. Experiência de fé e emoção como esta, confesso só ter vivenciado ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela há exatos 2 anos.</p>
<p>Destarte, podemos perceber, no mistério Pascal ora posto à reflexão, uma pedagogia singela e exigente, a qual nos ensina que nem toda dor é vazia, que nem todo sofrimento é inútil e que, em muitos momentos, a maior força não está em reagir, contudo em permanecer manso, firme, consciente e fiel. Tudo o que nos desafia serve como aprendizado, nada é em vão. A Paixão continua a acontecer, discretamente, em cada gesto de perdão, em cada ato de compaixão, em cada escolha pelo bem, quando seria mais fácil recuar e lavar as mãos.</p>
<p>Sofrer nos é imposto a cada instante, já o propósito que damos ao sofrimento, este sim, nos define.</p>
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<h4>Leia também:</h4>
<p>1- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela</a></span></p>
<p>2- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela II</a></span></p>

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		<title>Kintsugi – a arte de enxergar beleza nas cicatrizes da vida</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/kintsugi-a-arte-de-enxergar-beleza-nas-cicatrizes-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 09:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; Na pressa de alcançar o “felizes para sempre”, muitos esquecem que a verdadeira grandeza de viver está no trajeto, não no final da estrada. Ela, de fato, está nos passos dados de mãos dadas, nos tropeços que se transformam em aprendizado, nas pausas que revelam o cuidado. Viver &#8230;</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97503 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><span class="dropcap ">N</span>a pressa de alcançar o “<em>felizes para sempre</em>”, muitos esquecem que a verdadeira grandeza de viver está no trajeto, não no final da estrada. Ela, de fato, está nos passos dados de mãos dadas, nos tropeços que se transformam em aprendizado, nas pausas que revelam o cuidado. Viver é menos destino e mais jornada.</p>
<p>Vivemos cercados por promessas de finais perfeitos, como se o sentido da existência morasse apenas no desfecho, na tal luz que brilha ao fim de um túnel interminável. A verdade é que a vida nunca esteve lá na frente; ela sempre esteve debaixo dos nossos pés. São as pequenas luzes acesas no meio do caminho – às vezes tímidas, às vezes ternas – que nos revelam quem somos. Não chegamos ao que somos apesar das cicatrizes: somos o que somos exatamente por causa delas, como uma obra que ganha valor justamente pelas suas marcas adquiridas com o tempo.</p>
<p>O cotidiano, tantas vezes subestimado, é o palco onde a vida realmente acontece. É ali, entre uma xícara de café compartilhada e uma palavra dita ao acaso, que a convivência se reafirma em forma de amizade ou, mais ainda, de amor. Esse laço não se sustenta em grandes gestos teatrais, mas na presença genuína vivenciada e repetida todos os dias.</p>
<p>Uma antiga <span style="color: #003300;"><a style="color: #003300;" href="https://japanhousesp.com.br/jhsponline/kintsugi-aceitar-e-valorizar-as-imperfeicoes/" target="_blank" rel="noopener">arte japonesa, o <strong><b>Kintsugi</b></strong>,</a></span> oferece uma poderosa metáfora para essa compreensão. Ao reparar uma peça de cerâmica quebrada, o artesão não esconde as fissuras, mas as preenche com uma laca misturada a pó de ouro. As rachaduras, em vez de serem vistas como falhas, tornam-se as protagonistas da nova estética do objeto, contando uma história de resiliência e superação. A peça não é simplesmente consertada; ela é transformada, tornando-se <strong>mais única</strong>, <strong>valiosa</strong> e <strong>bela</strong> do que era antes de se partir.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97504 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a>Nossas relações são feitas dessa mesma lógica invisível. O amor humano não nasce da ausência de defeitos, mas da coragem de restaurar o que foi frágil. Cada dificuldade superada não apaga as marcas, mas as ilumina, revelando que a verdadeira preciosidade está na capacidade de recompor-se. Cada fratura recomposta é um traço de identidade, um mapa do que vivenciamos, suportamos e vencemos. As cicatrizes não nos diminuem – elas nos revelam.</p>
<p>Assim como a resina do <em>Kintsugi</em> não endurece de um dia para o outro, a alma também precisa de tempo para se reorganizar. É preciso saber parar, absorver, sofrer com dignidade e permitir que aquilo que nos partiu se torne matéria de reconstrução. Kafka já avisava: crescer é superar-se a si mesmo. E superar-se não é ficar intacto – é aprender a respirar dentro do que rachou.</p>
<p>Essa visão se expande na<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.budismohoje.org.br/wabi-sabi-uma-filosofia-de-vida/" target="_blank" rel="noopener"> filosofia do <strong><em>Wabi-sabi</em></strong></a></span>, que celebra a beleza do imperfeito, do transitório e do incompleto. É justamente aí que a convivência encontra sua plenitude: na aceitação de que somos seres em construção, inacabados, mas capazes de nos tornarmos extraordinários pelo simples fato de permanecermos almejando a parceria cotidiana. Aceitar as fissuras do outro — e permitir que ele veja as nossas — é o exercício mais profundo de nossa humanidade. A beleza não reside na expectativa de que o parceiro seja um espelho liso e impecável, mas na disposição mútua de emprestar o ouro do afeto para preencher as lacunas que a vida abre em nós.</p>
<p>Qualquer ciclo da vida não representa apenas o tempo contado, mas o ouro acumulado em cada fissura restaurada. É a prova de que o cotidiano e a convivência não se medem pelo que resiste intacto, mas pelo que renasce mais forte.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97505 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a>Talvez seja hora de desistir da pressa por um final triunfante e aprender a enxergar eternidade nas migalhas do agora. É no convívio diário que a história se escreve — e são nas marcas que o tempo deixa que descobrimos onde o ouro decidiu morar. A vida não celebra aquilo que nunca quebrou, mas aquilo que renasce com mais firmeza depois da queda.</p>
<p>Se o tempo inevitavelmente deixa marcas, que bom. São nelas que encontramos a poesia do dia a dia e o verdadeiro tesouro de nossa existência. Em cada fissura preenchida, reside a prova de que o mais valioso não é o destino, mas o inestimável ouro que preencheu o caminho percorrido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><i>(Palavras que se perderam ao vento e se encontraram no tempo)</i></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><b><i>#ParaTodosVerem</i></b></em></strong><em><i>: Fotografia em close de um vaso de cerâmica escura com rachaduras restauradas em ouro, seguindo a técnica japonesa Kintsugi. O vaso está sobre uma mesa de madeira, ladeado por pequenos pratos também remendados com dourado. O fundo é escuro com partículas de luz dourada suspensas, transmitindo uma atmosfera de serenidade e resiliê</i></em></p>
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		<title>Entre o desejo e o sentido: reflexões de fim de ano</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/entre-o-desejo-e-o-sentido-reflexoes-de-fim-de-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2025 08:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[caridade]]></category>
		<category><![CDATA[esforço]]></category>
		<category><![CDATA[fraternidade]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[mega da virada]]></category>
		<category><![CDATA[merecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; O final do ano geralmente nos conduz, como de costume, a um movimento de retorno à nossa consciência. Oportunidade ímpar de elaborarmos algumas perguntas que evitamos durante a pressa cotidiana, rememorarmos o que fomos, nos tornamos e o que ainda insistimos em adiar dentro de nós. Esta época tão &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">O</span> final do ano geralmente nos conduz, como de costume, a um movimento de retorno à nossa consciência. Oportunidade ímpar de elaborarmos algumas perguntas que evitamos durante a pressa cotidiana, rememorarmos o que fomos, nos tornamos e o que ainda insistimos em adiar dentro de nós. Esta época tão aguardada não deve ser apenas o encerramento de um calendário festivo. Ou seja, é mais um convite íntimo à revisão do que realmente fez, faz ou fará sentido, à tentativa honesta de compreender se nossas escolhas passadas caminharam e futuras caminharão na mesma direção dos valores que dizemos professar.</p>
<p>Neste período natalino, as virtudes como amor, humildade, caridade, fraternidade e solidariedade reaparecem enfaticamente no discurso coletivo, sendo repetidas à exaustão, uma vez que o Natal, com sua simbologia incontornável, reapresenta ao mundo um Deus que escolhe a simplicidade, que nasce fora dos centros de poder, que se manifesta no silêncio e não no espetáculo. Cristo não promete atalhos nem prosperidade imediata, não negocia facilidades, apenas propõe um caminho, longo, exigente e profundamente humano.</p>
<p>Ainda assim, é nesse mesmo período que se intensifica uma inquietação típica do nosso tempo. A busca quase ansiosa por produtos muitas vezes desnecessários, por soluções rápidas e fortuna fácil, isto é, por uma forma de prosperar que dispense o tempo, o esforço e o merecimento. Quem nunca apostou na Mega-Sena da Virada que atire a primeira pedra. Vivemos, pois, em uma cultura que valoriza o resultado, entretanto despreza a jornada, que celebra o êxito, porém evita o compromisso e fidelidade. O desejo de prosperidade, legítimo em sua mais pura essência, muitas vezes se desloca sorrateiramente do labor ético e da construção árdua, transformando-se em expectativa de salvação miraculosa, entregue à sorte, sem a devida e cuidadosa lapidação e preparação interior.</p>
<p>Essa inversão silenciosa de valores não se revela do acaso, posto que é alimentada por uma cultura impregnada em uma sociedade repleta de desigualdades profundas, onde poucos acumulam muito e muitos mal sobrevivem com quase nada. Nesse cenário, a promessa de ascensão rápida e a qualquer custo se torna sedutora, quase uma esperança laica, uma espécie de fé deslocada e às avessas, que aposta muito mais no improvável do que na labuta incessante e contínua do cotidiano. Percebe-se, pois, que o problema não está no desejo de melhorar de vida, mas na ilusão de que o mero acaso possa substituir o compromisso, ou de que o brilho do imediatismo possa compensar a ausência de sentido em existir.</p>
<p>No Caminho de Santiago de Compostela aprende-se rápido que o excesso que carregamos pesa, que cada objeto desnecessário se transforma em obstáculo após alguns parcos quilômetros, que o supérfluo cansa e o essencial sustenta. Essa lógica simples atravessa toda experiência humana, embora insistamos em ignorá-la. Cristo ensinou o mesmo sem discursos elaborados, tão somente pelo exemplo de sua própria vida humilde, na qual não acumulou, não competiu e não prometeu facilidades. Caminhou, serviu e silenciou, revelando uma riqueza que não se mede, não se contabiliza, não se sorteia, nem se compra.</p>
<p>Talvez o grande desafio do nosso tempo não seja escolher entre o espiritual e o material, todavia reconciliá-los de forma justa e coerente. Reconhecer que o sustento é necessário, mas que ele não pode ocupar o lugar do verdadeiro propósito da vida. Que prosperar é justo e legítimo, desde que não se venda a alma no processo. Os Festejos de Fim de Ano nos oferecem essa pausa rara, quase sagrada, um convite à coerência serena, sem acusações nem confrontos, apenas um chamado suave para alinhar desejo e propósito, discurso e prática, expectativa e caminho.</p>
<p>No fim, o essencial sempre permanece discreto e silencioso, visto que não se anuncia, não chama atenção e não brilha com holofotes, não obstante sustenta firmemente ano após ano, quando, então, somos convidados a ressignificar nossas crenças e alinhar nosso rumo. É indiscutível que a prosperidade, quando nasce de um brioso trabalho, árduo e merecido, deve ser instrumento de construção responsável e partilhada, edificando pontes entre as pessoas e nações. Contudo, o risco aflora quando o desejo perde o propósito, quando o ter se sobrepõe ao ser e a conquista passa a exigir qualquer meio e preço. Jesus Cristo advertiu com clareza desconcertante, “de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma” (Mateus 16:26). Talvez seja esse o verdadeiro desbaste, ordenar os desejos e ponderar as ações para que a riqueza, fruto do trabalho, jamais seja senhor dos homens, mas sim um relevante instrumento para a construção de um mundo melhor.</p>
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		<title>Idade não é prisão, é voo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/idade-nao-e-prisao-e-voo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 13:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
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		<category><![CDATA[idade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “Sou passageiro do tempo”, coloquei no título da crônica. “Aprendi com o tempo que a coisa &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sou-passageiro-do-tempo/" target="_blank" rel="noopener">Sou passageiro do tempo</a></span>”, coloquei no título da crônica.</p>
<p>“Aprendi com o tempo que a coisa mais importante da vida é o tempo da existência.&#8221;</p>
<p>Por isso, fiz um pacto silencioso com ele; deixei de tratá-lo como inimigo ou divindade, e ele, em retribuição, deixou de medir meus dias com a régua da pressa. Tê-lo como um inimigo é perda de tempo. Como não posso vencê-lo, aliei-me. Já não o imploro nem o temo, apenas o escuto respirar no intervalo entre um pensamento e outro. O tempo, compreendi, não passa, ele habita: está nas frestas das horas, nas rugas que se abrem como margens de um rio antigo, nas pausas em que o instante se reconhece eterno, escrevi.</p>
<p>Retomo o tema, pois somos, tão somente, viajantes deste mundo, caminhando entre sonhos, dores, vontades e incertezas. No fim, partiremos em silêncio, com uma muda de roupa, escolhida pelos outros, e as memórias do que um dia nos fez sentir vivos.</p>
<p>No outono da vida, aprendi que a minha idade não me limita. Ela me liberta. Liberta do medo de errar, da pressa de agradar, da obrigação de caber em moldes que nunca fizeram sentido. Hoje, tenho segurança em me posicionar, em dizer “não”, sem me alterar, coisa impensada até há pouco. A passagem do tempo me trouxe segurança.</p>
<p>Com o tempo, a gente entende que não precisa provar nada pra ninguém.</p>
<p>Nem ser o mais jovem, mais forte, ou o mais certo. Aliás, não temos certeza de nada. Só precisa ser inteiro. A idade afasta rótulos e aproxima da essência.</p>
<p>Tiro o excesso, afino a escuta, fortaleço o que importa.</p>
<p>E&#8230; o que importa? Importa, viver. Ter tempo para coisas que edificam, que fortalecem, que são essenciais. Tempo para si, tempo para realizar desejos.</p>
<p>Entre o instante em que nascemos e a hora em que partimos, todos nós recebemos um espaço único — um espaço onde podemos, enfim, começar a viver, entre escolhas e consequências. Temos o livre arbítrio para tomarmos decisões, mas somos escravos dos resultados.</p>
<p>Aprendemos a dizer não para as expectativas alheias, não para quem nunca entendeu nossas noites sem dormir, e/ou o valor das moedas economizadas com tanto esforço.</p>
<p>Permita-se gastar. Não em excessos, mas em experiências, mimos e alegrias.</p>
<p>Não no barulho, mas no que realmente importa: sonhos, aconchego, sensações sinceras. Não corro atrás de novos planos grandiosos — busco momentos verdadeiros. O tempo, nesta fase da vida, é a moeda mais preciosa.</p>
<p>E ele deve trazer sabores, prazeres, leveza, não apenas preocupações.</p>
<p>Seus filhos cresceram. Seguiram seus próprios caminhos — e isso é como deve ser.</p>
<p>Você, caro leitor, amiga leitora, lhes deu tudo: casa, cuidado, presença, amor. Agora chegou sua vez.</p>
<p>Sem culpa. Sem olhar para trás. Não é egoísmo. É merecimento.</p>
<p>Cuide do seu corpo com gentileza. Movimente-se. Respire fundo.</p>
<p>Coma com prazer, sem pressa, saboreando e degustando com qualidade. Visite o médico — não por medo, mas por respeito à vida. Isso especialmente para nós homens, tão resistentes.</p>
<p>Em dezembro, mime-se. Presenteei-se, isso melhora a autoestima.  Com coisas bonitas, novas experiências, pequenas delícias. Novas descobertas. Esteja aberto ao novo , e isso vale para novos amores.  Compartilhe alegrias com quem está ao lado.</p>
<p>Aprendi que dinheiro não aquece uma cama vazia — mas o carinho aquece.</p>
<p>Não viva no ontem. As lembranças são presentes, não âncora.</p>
<p>Acompanhe o tempo — Leia. Ouça. Aprenda. Conecte-se com novas tecnologias.</p>
<p>A internet não pertence só aos jovens — é ferramenta necessária para estar atualizado e conectado. Ouça os mais jovens.</p>
<p>A vida não premia quem sofre, premia quem desperta. Despertar é perceber que nenhuma experiência foi aleatória, que tudo serviu para moldar você para o que veio depois. É quando a gente para de pedir licença e começa a ocupar espaço.</p>
<p>Nos nossos termos, no nosso tempo. A idade não é prisão. É voo.</p>
<p>Não tema o amanhã. Faça da passagem do tempo um aliado, não um algoz. Viva!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Transporte Amor 2025: expectativa é de mais de 110 doações de sangue este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 14:45:19 +0000</pubDate>
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<p>Nesta quarta-feira (12), às 8h, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) será palco da 2ª edição do Transporte Amor 2025. Semestralmente, a iniciativa demonstra que o setor de transporte vai além do papel de percorrer ruas e avenidas para transportar com segurança cerca de 142 mil passageiros por dia, contribuindo também com ações sociais que renovam a esperança de inúmeras famílias, como a doação de sangue. Apenas este ano, a primeira e segunda edição do projeto já mobilizou mais de 110 doadores, em um mutirão de solidariedade capaz de salvar mais de 440 vidas em 2025.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-94879 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-300x293.jpg" alt="" width="300" height="293" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-1024x1002.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-768x751.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor.jpg 1060w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A iniciativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) conta com a parceria da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros de Alagoas e Sergipe (Fetralse), das empresas que operam no transporte público de passageiros da Grande Aracaju, do Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS) e do Hemose, além do Sistema Fecomércio, que todos os anos convoca colaboradores para a doação.</p>
<p>No primeiro semestre, o Transporte Amor conseguiu mobilizar a doação de mais de 75 bolsas de sangue. Somadas às mais de 35 doações que serão realizadas a partir desta quarta-feira, o projeto alcança, em apenas um ano, o potencial de salvar mais de 440 vidas, considerando que uma única doação pode beneficiar até quatro pacientes.</p>
<p>A Viação Atalaia vai disponibilizar um veículo para os condutores realizarem a doação. O motorista da empresa, Adeilson dos Santos, foi um dos que já colocou seu nome entre os doadores. Amanhã, ele troca o banco do motorista pelo assento de passageiro, mas continua guiado pela mesma direção: a do compromisso com a vida.</p>
<p>“Ajudar quem precisa é uma missão coletiva. Quando estou conduzindo o veículo, busco fazer a diferença na vida das pessoas, não por mérito próprio, mas por acreditar que são os pequenos gestos que tornam a vida melhor. Um simples ‘bom dia’ já traz alegria, assim como uma doação, que pode parecer algo simplório, mas tem o poder de transformar e salvar  vidas. Parabenizo o Setransp por idealizar este projeto, assim como a Viação Atalaia e todos os demais parceiros do Transporte Amor”, ressalta o condutor.</p>
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		<item>
		<title>&#8220;Coração aos Saltos&#8221;</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/coracao-aos-saltos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 19:15:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[História de Bodega]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[bodega]]></category>
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		<category><![CDATA[coração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; “Nada é mais nocivo ao homem do que deixar-se levar para além de suas forças.”                                                                     &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><em>“Nada é mais nocivo ao homem do que deixar-se levar para além de suas forças.”</em></p>
<p style="text-align: right;">                                                                                                                                                                           Sêneca</p>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">R</span>amiro cultivava um hábito — entre tantos outros que lhe eram característicos — capaz de despertar, inevitavelmente, o assombro dos que presenciavam sua execução: atirar-se, com desenvoltura quase teatral, de costas, para fora da marinete ainda em movimento, pela porta dianteira.</p>
<p>O coletivo costumava cruzar a rua da adega de Adeodato, embora jamais houvesse por ali um ponto que facilitasse o desembarque. Ramiro, no entanto, tomava para si o privilégio peculiar de uma amizade antiga, nutrida em reciprocidade — ele e Ideraldo, o motorista — e dela fazia motivo suficiente para suas extravagâncias.</p>
<p>Recordei-me dessa trivialidade apenas porque, ontem, enquanto me dirigia à feira, deparei com um desconhecido que repetia tal façanha. Como tantas vezes ocorre, o fato presente agitou nos escaninhos da memória um outro caso, antes adormecido, convocando-o à superfície do pensamento.</p>
<p>Era inegável que o sujeito possuía certa agilidade natural. Ninguém ousaria contestar essa verdade elementar. E, diga-se sem exagero, aquele acrobata suburbano, ao executar sua pequena proeza, era capaz até de arrancar suspiros discretos da doce e tímida Selene, filha única de Dona Luna, doceira de renome e respeitável senhoridade.</p>
<p>Ora, todos os frequentadores da bodega sabiam, há muito, que Selene havia sido alçada, sem que soubesse, musa eterna de Endimião — rapaz de falas econômicas e sonhos vastos, cujo coração teimava em pulsar sempre um pouco mais depressa quando ela atravessava a rua, carregando os embrulhos de sua mãe com a graça involuntária de quem ignora o próprio magnetismo. Endimião fingia não reparar; mas seu olhar, com frequência, era apanhado repousando sobre o vulto da moça, como se temesse que, num piscar descuidado, ela pudesse evaporar-se para sempre na claridade de uma manhã qualquer.</p>
<p>E foi assim que, em suas longas tardes de modesta contemplação solitaria e, ele passou a enxergar naquelas acrobacias de Ramiro — que Selene assistia com interesse quase infantil — não meros gestos de imprudência jovial, mas a performance exibida por um rival folgazão, disposto a conquistar os olhares que jamais notaram sua presença.</p>
<p>E esse ciúme silencioso, tão imperceptível quanto persistente, começou a germinar lá no íntimo, conferindo ao rapaz a amarga certeza de que o destino, caprichoso como sempre fora, preparava mais uma daquelas ironias cruéis das quais só as almas verdadeiramente apaixonadas se recordam pelo resto da vida.</p>
<p>O show de Ramiro não acontecia todos os dias. Nem sempre saltava do ônibus. Não raro, vinha a pé até a bodega, como se desejasse, ele próprio, subtrair ao cotidiano o esplendor de sua rotina performática e reinscrever-se entre os homens comuns. Nessas ocasiões, caminhava sem pressa, arrastando os chinelos pelo asfalto quente, assobiando melodias que só ele parecia conhecer.</p>
<p>Entrava pela porta estreita do estabelecimento e, antes de qualquer cumprimento, inclinava o corpo sobre o balcão para inalar o perfume antigo dos vinhos ali guardados — uma reverência silenciosa àquele templo modesto onde a vida ganhava gosto de eternidade.</p>
<p>Quando Selene estava ali, entregue à tarefa quase litúrgica de ajudar a mãe com encomendas e balas de coco, a postura de Ramiro sofria metamorfoses curiosas. Tornava-se mais ereto, o queixo ligeiramente elevado, como se a presença delicada da moça convocasse nele um senso instantâneo de dignidade heroica. Ele falava alto, descrevendo aventuras improváveis, e exagerava o balanço dos braços, esperando — quem sabe — que algum fragmento de coragem ou ousadia se instalasse no coração da jovem.</p>
<p>Porém, na maior parte do tempo, tudo o que conseguia era provocar nela um sorriso breve, ambíguo, daqueles que deixam o pretendente suspenso entre a esperança e o ridículo.</p>
<p>Selene — indiferente à disputa silenciosa que se travava a seus pés — continuava a trazer encomendas de balas com a serenidade enigmática das deusas que nunca se dão conta do poder que exercem sobre os mortais.</p>
<p>Foi só depois de uns quatro dias que eu, Goulart e Silvino, percebemos o sumiço de Endimião. Àquela altura, já não se podia dizer que se tratava apenas de uma ausência casual; o rapaz parecia ter se dissolvido do bairro, como uma sombra recolhida antes do amanhecer.</p>
<p>Goulart, sempre cético a qualquer sentimentalismo, resmungou que o garoto devia estar metido em alguma “aventura besta”. Já Silvino, que gostava de atribuir aos acontecimentos miúdos uma grandeza trágica, apertou os olhos e murmurou que certas almas, quando inflamadas por paixões silenciosas, podiam muito bem tomar rumos inesperados — e quase sempre perigosos.</p>
<p>Pois, foi num final de tarde, quando, por sinal, Ramiro se encontrava na bodega — tendo chegado a pé — que ocorreu o mais improvável dos prodígios: ao passar a marinete diante do estabelecimento, ainda em boa velocidade, uma figura conhecida lançou-se de costas pela porta da frente.</p>
<p>O corpo bateu no chão com estrépito brutal, rolando por alguns metros até deter-se quase aos pés de Selene que, desgraçada ou afortunadamente, estava por ali.</p>
<p>E só então, ao erguer o rosto coberto de poeira e atrevimento, reconhecemos, atônitos, o desaparecido Endimião — que jamais fora visto fazer sequer piruetas com os pensamentos, quanto mais com o próprio corpo.</p>
<p>Seguiu-se um silêncio opaco, daqueles que se instalam não apenas no ar, mas dentro das pessoas. Ramiro, no auge do gole prestes a ser sorvido, ficou com o copo suspenso como estátua de si mesmo. Selene, cuja presença parecia sempre tão discreta, recuou um passo, a mão espalmada no peito, como se um susto antigo despertasse enfim.</p>
<p>Adeodato, coçando o queixo perplexo, inclinou-se para espiar melhor, procurando garantir que o rapaz sobrevivente respirava. E Endimião — fazendo força para fingir normalidade enquanto cada osso protestava — tentou compor um meio sorriso de vencedor improvável, antes de proclamar, num fio de voz que queria ser fanfarra: &#8220;Certas coisas… a gente só aprende voando para trás&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cápsula do tempo e a certeza da eternidade</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/capsula-do-tempo-e-a-certeza-da-eternidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliano César Faria Souto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Nov 2025 07:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Empresarial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Juliano César Souto (*) Espiritualidade, propósito e legado na liderança contemporânea &#160; A eternidade dentro do tempo O Dia de Finados, celebrado hoje, nos convida a recordar os que partiram e  revisitar o que permanece — reconhecer que a vida é breve, mas o amor é eterno. Assim como uma cápsula do tempo &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Juliano César Souto (*)</p></blockquote>
<h3><em>Espiritualidade, propósito e legado na liderança contemporânea</em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3>A eternidade dentro do tempo</h3>
<p>O <strong>Dia de Finados</strong>, celebrado hoje, nos convida a recordar os que partiram e  revisitar o que permanece — reconhecer que a vida é breve, mas o amor é eterno. Assim como uma cápsula do tempo guarda a memória de uma geração, nossas ações diárias registram — em silêncio — o testemunho do que acreditamos.</p>
<p>O que o tempo apaga, o espírito conserva. E é esse espírito — traduzido em amor, serviço e coerência — que constitui o verdadeiro legado de uma vida.</p>
<p>Inicio assim, essa reflexão fazendo correlação com a proposta da  FDC , no início da minha jornada desafiadora de aos 62 anos iniciar um curso de pós-graduação on line sobre IA Aplicada à Gestão Empresarial.</p>
<p>É, de fato, um exercício profundo: a Cápsula do Tempo.</p>
<div class="box warning  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Cinco perguntas que nos convidam a olhar além dos títulos e conquistas:</p>
<p>1. Quem sou eu além dos cargos e dos papéis?<br />
2. O que em mim permanece inalterado quando tudo muda?<br />
3. O que dá sentido à minha trajetória?<br />
4. Que legado quero deixar?<br />
5. O que realmente importa, se o tempo fosse breve?</p>

			</div></div>
<p>Essas perguntas não são apenas exercícios acadêmicos — são chaves espirituais. Elas nos lembram que a liderança autêntica nasce do autoconhecimento, da consciência de que a vida e o tempo são dons, e que somos administradores da própria existência.</p>
<p>Para lastrear  essa reflexão trago dois exemplos reais:</p>
<h3>O exemplo vivo de Raymundo Juliano</h3>
<figure id="attachment_56567" aria-describedby="caption-attachment-56567" style="width: 394px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-56567" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129-300x160.jpeg" alt="Fasouto" width="394" height="210" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129-300x160.jpeg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129-1024x545.jpeg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129-768x408.jpeg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129-310x165.jpeg 310w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2022/08/Juliana-Souto-e-Raymundo-Juliano-e1660520207129.jpeg 1207w" sizes="auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px" /></a><figcaption id="caption-attachment-56567" class="wp-caption-text">Ternura entre pai e filho: Raymundo Juliano e  Juliano César Souto</figcaption></figure>
<p>Quando penso em legado, impossível não lembrar de meu pai, Raymundo Juliano Souto dos Santos (1932–2020). Naquela madrugada em que ele partiu, estava lendo Guerra e Paz, de Tolstói, e encontrei a passagem em que o príncipe Andrei compreende que “a morte é um despertar”. A cena, descrita pelo autor russo, tornou-se símbolo de sua própria despedida: um homem de fé, trabalho e amor que apenas acordava para outra vida.</p>
<p>Se há algo que pode nos consolar é a certeza da eternidade — a mesma que sentimos nas lembranças e nas lições deixadas por grandes homens como ele. Durante “88 anos negociando e fazendo amigos”, como gostava de dizer, meu pai ensinou que viver bem é servir, empreender com propósito e cultivar amizades sinceras. Homens assim jamais nos deixam: apenas voltam, como escreveu Tolstói, “à fonte universal e eterna, de onde veio o amor que os animava”.</p>
<p>Seu exemplo é uma cápsula de tempo viva — não enterrada no passado, mas presente nas atitudes de cada filho, neto, colaborador e amigo que segue seu modo de viver: com fé, coragem, alegria e integridade.</p>
<h3>O exemplo de Steve Jobs: tecnologia com alma</h3>
<figure id="attachment_94627" aria-describedby="caption-attachment-94627" style="width: 225px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/steve-jobs.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-94627 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/steve-jobs-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/steve-jobs-225x300.jpg 225w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/steve-jobs.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><figcaption id="caption-attachment-94627" class="wp-caption-text">Steve Jobs Foto: Wikipedia</figcaption></figure>
<p>Poucos sabem, mas o livro que Steve Jobs relia todos os anos não falava de tecnologia nem de negócios. Chamava-se Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda. Foi sua leitura espiritual de cabeceira — um farol de serenidade que guiou um dos maiores gênios do nosso tempo.</p>
<p>De Yogananda, Jobs aprendeu princípios que o tornaram um líder incontestável:</p>
<p>&#8211; Simplicidade e desapego, que inspiraram o design essencial do iPhone e do Mac.<br />
&#8211; Meditação e clareza mental, que o ajudavam a decidir com foco e serenidade.<br />
&#8211; Tecnologia como expressão de humanidade, e não de vaidade.<br />
&#8211; Consciência da finitude, que o levava a viver com urgência de sentido.</p>
<p>Se um gênio como Steve Jobs nutria sua mente com meditação e sua visão com um livro espiritual, nós, empresários brasileiros, também podemos — e devemos — unir fé vivida, virtudes estóicas e técnica de gestão.</p>
<p>A empresa perene nasce quando o lucro deixa de ser fim e se torna fruto de uma liderança que ouve, conhece, serve e apascenta.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Liderar é amar com responsabilidade.<br />
Gestão é serviço.<br />
Espiritualidade é a fonte.”</p>

			</div></div>
<h3>Espiritualidade</h3>
<p>No Evangelho de hoje (Lucas 12,35-40): &#8220;Vós também, ficai preparados”, Jesus nos convida à vigilância interior e à prontidão espiritual.</p>
<p>A imagem dos servos que esperam o senhor voltar da festa simboliza a atitude de quem vive desperto — com fé ativa, consciência clara e coração disponível.</p>
<p>Estar com “os rins cingidos e as lâmpadas acesas” é estar pronto para agir, servir e acolher o chamado de Deus, mesmo quando ele chega em horas inesperadas.</p>
<p>A promessa de que o próprio Senhor “passará e servirá” aos que estiverem acordados revela o núcleo do Evangelho: quem serve com fidelidade e amor será servido por Deus em retribuição.</p>
<p>É o ensinamento do Cristo-Servo — aquele que lidera cuidando e retribui com generosidade os que permanecem fiéis mesmo no silêncio da madrugada.</p>
<h3>Aplicação no dia a dia</h3>
<p>No cotidiano, essa vigilância não se refere apenas ao fim dos tempos, mas ao modo como vivemos o presente.</p>
<p>Ficar preparado é manter o coração desperto:</p>
<p>Cumprir com zelo o dever de cada dia;</p>
<p>Praticar o bem mesmo quando ninguém vê;</p>
<p>Cultivar serenidade e fé diante das incertezas;</p>
<p>Evitar a distração espiritual provocada pelo excesso de rotina, pressa ou indiferença.</p>
<p>Ser vigilante é viver com propósito — cuidar da família, do trabalho e das pessoas como quem administra algo sagrado.</p>
<p>É manter a lâmpada acesa da fé, da esperança e do amor, mesmo nas horas escuras.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<h4>O que permanece</h4>
<p>A vigilância é um chamado à coerência: não se trata de temer a chegada do Senhor, mas de esperá-lo com alegria e consciência tranquila, como quem sabe que cada dia pode ser o último, e que cada gesto é uma oportunidade de servir.</p>
<p>A “Cápsula do Tempo” que cada um carrega dentro de si não é feita de metal, mas de memórias, valores e exemplos. É nela que se grava o que realmente somos — e o que permanecerá quando tudo o mais mudar.</p>
<p>Que este Dia de Finados nos inspire a viver com propósito, e  nos ajude a alinhar mente, método e espírito, para que o tempo que temos produza frutos que o tempo não destrói.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Felizes os servos que o Senhor encontrar despertos.” (Lucas 12,37)</p>

			</div></div>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A vida é uma sucessão de instantes únicos</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 15:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amiga]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[balbúrdia]]></category>
		<category><![CDATA[espumante]]></category>
		<category><![CDATA[etílica]]></category>
		<category><![CDATA[fraternos]]></category>
		<category><![CDATA[instantes]]></category>
		<category><![CDATA[pedaços]]></category>
		<category><![CDATA[sessentões]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Esta crônica é para um casal de queridos amigos — Mário Tullio e Margareth Ciscato — viúvos, sessentões, avôs, paulistas, que se reencontraram após 45 anos, e estão construindo uma nova caminhada, provando que não existe idade para recomeçar. Esta semana, a convite do casal, fui &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Caro leitor, amiga leitora, <em>você já viveu um grande e marcante amor?</em></p>
<p>Tempo atrás, em conversa com amigos fraternos, todos sessentões, a pergunta surgiu <span style="color: #000000;">—</span> feita por uma amiga, recentemente separada, em busca de um amor para chamar de seu. Espumante na mão, todos a falar, ela pediu a palavra, calando todos em meio a balbúrdia etílica.</p>
<p><span style="color: #000000;">—</span> Caso vocês não saibam o que seja um grande amor, desses viscerais, como os vividos por Ângela Ro Ro, digo que também não conheço. <span style="color: #000000;">—</span> Todos riram.</p>
<p>Um amigo pediu a palavra para dizer:</p>
<p><span style="color: #000000;">—</span> Acho que todos nós merecemos alguém que fale de nós como se fôssemos a melhor coisa que aconteceu nesta vida. Que nos queira até mesmo quando estivermos em pedaços. Que nos olhe sempre como se fosse a primeira vez. Que entenda os nossos conflitos, que pare e escute tudo o que temos pra dizer. Você merece alguém que quando te vir perder, te traga de volta para tentar novamente, até ganhá-lo. Você merece um amor que não deixe o hoje pelo incerto amanhã. Que te mostre o que, às vezes, você não consegue ver <span style="color: #000000;">—</span> que é justamente o teu valor. Você merece alguém que entenda que o teu passado é degrau para que você chegasse até aqui, e que só o que interessa é a felicidade de ambos agora. Que te faça dançar contente pela casa. Você merece compartilhar a vida com alguém que te ajude a dormir tranquilamente. Hoje em dia, as relações não precisam ser extremamente felizes <span style="color: #000000;">—</span> só precisam ser leves, verdadeiras e tranquilas.</p>
<p>A vida é uma sucessão de instantes que se devoram, um teatro onde os atos não se repetem. Talvez a única eternidade possível esteja no instante bem vivido, na chama breve que arde e ilumina, sem a arrogância de querer durar. O cedo, o tarde e o nunca são apenas gradações da mesma vertigem: a de que nada permanece, e de que tudo o que prometemos às vezes não passa de um eco que se dissolve no ar.</p>
<p>“Nada é suficiente para quem se devorou por dentro”, Pablo Neruda.</p>
<p>“Se a nossa vida é provisória, que seja linda e louca nossa história, pois o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis,” cito Fernando Pessoa, meu poeta de cabeceira.</p>
<p>O tempo perdido não se encontra nunca mais.</p>

			</div></div>
<p>Esta crônica é para um casal de queridos amigos — Mário Tullio e Margareth Ciscato — viúvos, sessentões, avôs, paulistas, que se reencontraram após 45 anos, e estão construindo uma nova caminhada, provando que não existe idade para recomeçar.</p>
<p>Esta semana, a convite do casal, fui tomar um café, regado a boas conversas e muitos planos de futuro. O café que se iniciou no início da noite, durou horas.</p>
<p>Vê-los felizes, narrando fatos pitorescos de viagens recentes e planejando novas aventuras é um bálsamo. Na serenidade da maturidade, quando o açodamento perde força, e não se quer impressionar ninguém, a mansidão de momentos únicos viram ensinamentos.</p>
<p>No outono da vida muitos ainda procuram um amor sem cobranças, que some e suavize a aridez da vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20uma%20sucess%C3%A3o%20de%20instantes%20%C3%BAnicos" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20uma%20sucess%C3%A3o%20de%20instantes%20%C3%BAnicos" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20uma%20sucess%C3%A3o%20de%20instantes%20%C3%BAnicos" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos%2F&amp;linkname=A%20vida%20%C3%A9%20uma%20sucess%C3%A3o%20de%20instantes%20%C3%BAnicos" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos%2F&#038;title=A%20vida%20%C3%A9%20uma%20sucess%C3%A3o%20de%20instantes%20%C3%BAnicos" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos/" data-a2a-title="A vida é uma sucessão de instantes únicos"></a></p><p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-vida-e-uma-sucessao-de-instantes-unicos/">A vida é uma sucessão de instantes únicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
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