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	<title>Arquivo para amor - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 14 Aug 2026 22:45:28 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“A casca dourada e inútil das horas&#8230;”</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/a-casca-dourada-e-inutil-das-horas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 09:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[dias corridos]]></category>
		<category><![CDATA[horas]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Dias corridos, açambarcados de afazeres. Compromissos prementes e urgentes. Tudo para ontem. Tudo inadiável. Vida vivida das sobras do tempo. Tempo que não presta atenção a nada. Segue impávido, ziguezagueando na areia movediça da existência. Tudo o que vive, vive contra o relógio. A célula que &#8230;</p>
<p>O post <a href="https://www.sosergipe.com.br/a-casca-dourada-e-inutil-das-horas/">“A casca dourada e inútil das horas&#8230;”</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.sosergipe.com.br">Só Sergipe</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a class="a2a_button_whatsapp" href="https://www.addtoany.com/add_to/whatsapp?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-casca-dourada-e-inutil-das-horas%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20casca%20dourada%20e%20in%C3%BAtil%20das%20horas%E2%80%A6%E2%80%9D" title="WhatsApp" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_facebook" href="https://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-casca-dourada-e-inutil-das-horas%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20casca%20dourada%20e%20in%C3%BAtil%20das%20horas%E2%80%A6%E2%80%9D" title="Facebook" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_gmail" href="https://www.addtoany.com/add_to/google_gmail?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-casca-dourada-e-inutil-das-horas%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20casca%20dourada%20e%20in%C3%BAtil%20das%20horas%E2%80%A6%E2%80%9D" title="Gmail" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_button_telegram" href="https://www.addtoany.com/add_to/telegram?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-casca-dourada-e-inutil-das-horas%2F&amp;linkname=%E2%80%9CA%20casca%20dourada%20e%20in%C3%BAtil%20das%20horas%E2%80%A6%E2%80%9D" title="Telegram" rel="nofollow noopener" target="_blank"></a><a class="a2a_dd addtoany_share_save addtoany_share" href="https://www.addtoany.com/share#url=https%3A%2F%2Fwww.sosergipe.com.br%2Fa-casca-dourada-e-inutil-das-horas%2F&#038;title=%E2%80%9CA%20casca%20dourada%20e%20in%C3%BAtil%20das%20horas%E2%80%A6%E2%80%9D" data-a2a-url="https://www.sosergipe.com.br/a-casca-dourada-e-inutil-das-horas/" data-a2a-title="“A casca dourada e inútil das horas…”"></a></p><p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">D</span>ias corridos, açambarcados de afazeres. Compromissos prementes e urgentes. Tudo para ontem. Tudo inadiável. Vida vivida das sobras do tempo. Tempo que não presta atenção a nada. Segue impávido, ziguezagueando na areia movediça da existência.</p>
<p>Tudo o que vive, vive contra o relógio. A célula que se divide, o corpo que se move, o pensamento que se forma, tudo isso acontece dentro de um prazo, e o prazo, por definição, é o caminho inescapável da libitina. O homem é, entre todos os seres, o único que sabe disso enquanto vive, o único que carrega, desde a infância, a certeza fria de que um dia deixará de existir, e é justamente dessa certeza insuportável que nasce o gesto mais estranho e mais singular da espécie humana, o existir.</p>
<p>Desde que nascemos, somos regidos pelas horas do relógio, pelo calendário, que nos delimita: dias, semanas, meses, anos. O tempo é criação de Deus; as horas, invenção dos homens. Somos regidos pelo calendário gregoriano, que se baseia no modelo solar criado em 1582 pelo Papa Gregório XIII para organizar os dias, os meses e os anos com base no movimento da Terra ao redor do Sol.</p>
<p>Das horas convencionadas não escapamos. Tudo cronometrado. Tudo fugidio. Tudo fugaz. Basta seguir o script e seguir em frente.</p>
<div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: center;">“A vida é o dever que trouxemos para fazer em casa.</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já são seis horas!</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já é sexta-feira!</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já é Natal…</p>
<p style="text-align: center;">Quando se vê, já terminou o ano…”,</p>
<p style="text-align: center;">cito o poeta gaúcho, Mário Quintana.</p>

			</div></div>
<p>Logo cedo ele enviou uma mensagem para ela: “Vem estar comigo, não faremos amor. Ele nos fará”. Ele acendeu a chama dela.</p>
<p>Mesmo corridos, eles se permitiram um tempo só para si.</p>
<p>Adiaram compromissos, desmarcaram urgências, fecharam agendas. Desligaram celulares. Estavam a sós com seus desejos, suas libidos, sua sexualidade, a compartilharem momentos únicos e especiais.</p>
<p>Entre um afazer e outro, uma reunião e outra, entre um evento e outro, finalmente, encontraram um tempo só para eles. Despiram-se de seus títulos, dos cargos que ocupam, das preocupações prementes. Nus, aproveitaram-na e degustaram as delícias de estarem vivos e bolinho. Bolinho e bolinando um ao outro, na descoberta magistral que seus corpos lhes oferecem. Cada gesto, uma descoberta. Com uma coreografia dos que perscrutam novas experiências. Corpos que aprenderam, com o tempo, a dar-se prazeres. Não havia palavras, somente sussurros. Uivos de gozos intensos. Conectados, se entregaram ao prazer selvagem. A geografia humana é um campo vasto de aprendizados e descobertas.</p>
<p>Ela, inteira, sensual, não se preocupou em desnudar-se para ele. Entrega total: ao ato, ao momento, sem olhar para o relógio, alheia ao calendário. Nada de afazeres. O instante exigia fazeres, entrega plena.</p>
<p>Ele, inteiro, feliz, maravilhado em presenciá-la chegar ao nirvana.</p>
<p>Suados, ofegantes, plenos, felizes, deitados lado a lado, eram animais saciados.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava para o relógio.</p>
<p>Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas&#8230;</p>
<p>Seguraria o amor que está à sua frente e diria que o amo&#8230;</p>
<p>E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.</p>
<p>Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.</p>
<p>A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará”, retorno a Mário Quintana em “Tempo”.</p>

			</div></div>
<blockquote><p>“Aprendi que o tempo não leva tudo. Ele deixa algumas coisas: um cheiro, uma palavra, um olhar, que ficou na memória. E é com isso que seguimos em frente “, diz Clarice Lispector.</p></blockquote>
<p>Quão bom é sentir a delícia das coisas mais simples, coisas que dependem apenas de nós. Bem-aventurado é todo aquele que encontra tempo para se dar prazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dança e fusão cósmica do amor — A propósito de &#8220;Lua e Vênus&#8221;, de Gentil Monteiro</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/danca-e-fusao-cosmica-do-amor-a-proposito-de-lua-e-venus-de-gentil-monteiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 11:49:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
		<category><![CDATA[Incidental — Considerações Estéticas a Qualquer Momento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Léo Mittaraquis (*) &#160; O compositor Gentil Monteiro traz ao público mais uma bem elaborada composição. E esta encerra algo dum clima, de uma atmosfera que evoca o que há de mais lírico, no autor, ao contemplar aquela a quem ama. Entretanto, não se deixa levar pelo lirismo barato, piegas. Este cuidado já &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Léo Mittaraquis (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> compositor Gentil Monteiro traz ao público mais uma bem elaborada composição. E esta encerra algo dum clima, de uma atmosfera que evoca o que há de mais lírico, no autor, ao contemplar aquela a quem ama.</p>
<p>Entretanto, não se deixa levar pelo lirismo barato, piegas. Este cuidado já fica patente pela escolha do gênero no qual interpreta a letra: o rock. Um rock bem pensado, bem elaborado, com forte conteúdo Bluesístico, o que é mais do que justificado: afinal, é uma história de amor.</p>
<p>Ao mesmo tempo, demonstra a mestria em trabalhar a proporção, sem incorrer nos clichês ruidosos. É rock sim, inclusive, também direcionado à celebração, no <strong>Dia Internacional do Rock, 13 de julho</strong>.</p>
<figure id="attachment_99923" aria-describedby="caption-attachment-99923" style="width: 1011px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-13-at-20.36.14.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-99923 " src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-13-at-20.36.14.jpeg" alt="Cantor Gentil Monteiro" width="1011" height="776" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-13-at-20.36.14.jpeg 697w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-13-at-20.36.14-300x230.jpeg 300w" sizes="(max-width: 1011px) 100vw, 1011px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99923" class="wp-caption-text">Gentil Monteiro transforma poesia, rock e sensibilidade em uma composição que leva o amor a uma dimensão quase cósmica</figcaption></figure>
<p>Porém, sem peso e nem dureza. A narrativa ergue um cenário musical e dramático, com Gentil travando diálogo sincero com a sensibilidade.</p>
<p>Há, também, uma cadência na letra que evoca o estilo das composições comuns nos anos 60 e 70. É nostalgia, porém sem tornar melancólica. Gentil sabe equilibrar os valores subjetivos.</p>
<p>Quanto à analogia central de &#8220;Lua e Vênus&#8221;, a proposta sugere, na minha leitura, um encontro que, sob a tensão corporal, transcende os limites terrestres.</p>
<p>Os amantes não apenas como pessoas, mas como corpos celestes que se aproximam e se fundem. Gentil desloca o amor do cotidiano e o coloca em uma dimensão épica, quase mitológica.</p>
<p>A composição infere que a união descrita não acontece por mera coincidência, mas por uma, digamos, inevitabilidade universal.</p>
<p>A ideia de que &#8220;um novo amor vai surgir&#8221; e &#8220;na retaguarda convém ficar&#8221; reforça a percepção de uma coreografia cósmica, a qual atua sob misteriosas leis que ditam o ritmo desse encontro.</p>
<p>Gentil explora, com habilidade estética, a intensidade do contato entre os corpos através de um termo que remete à física estelar, isto é, vale-se da ideia de &#8220;fusão&#8221;, e não apenas mera união.</p>
<p>A narrativa e o clima do arranjo musical sugerem, com propriedade, uma transformação alquímica, onde dois corpos, duas almas, dois corações, saltam de suas formas originais e criam algo novo e luminoso.</p>
<p>O compositor e intérprete sabe usar palavras, melodia, ritmo, harmonia muito bem.<br />
Eis pois um produto cuidadoso com o qual, generosa e gentilmente, ele, no Dia do Rock, 13 de Julho, brinda aos amantes da boa música.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entre a fé e o amor: a jornada que transforma vidas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/entre-a-fe-e-o-amor-a-jornada-que-transforma-vidas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[casais]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
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		<category><![CDATA[Santo Agostinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; Há momentos na vida em que o céu parece tocar a terra, não porque Deus se torne mais presente do que já é, mas porque, por alguns instantes, conseguimos afastar o excesso de ruídos que nos cercam e permitir que Sua voz encontre espaço para ecoar no silêncio da &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
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<span class="dropcap ">H</span>á momentos na vida em que o céu parece tocar a terra, não porque Deus se torne mais presente do que já é, mas porque, por alguns instantes, conseguimos afastar o excesso de ruídos que nos cercam e permitir que Sua voz encontre espaço para ecoar no silêncio da alma.</p>
<p>Vivemos tempos tumultuados por agendas cheias, redes sociais, metas incessantes e preocupações que se acumulam umas sobre as outras como ondas que não cessam de chegar à praia. Corremos para cumprir compromissos, resolver problemas, alcançar resultados e corresponder às expectativas de um mundo que nos cobra produtividade constante e sucesso desmedido, enquanto, muitas vezes, deixamos para depois aquilo que verdadeiramente sustenta a existência humana: a vida espiritual. E talvez seja exatamente por isso que tantas pessoas, mesmo cercadas por conforto, conquistas e reconhecimento, ainda carreguem dentro de si uma sensação de incompletude que nem sempre conseguem explicar.</p>
<p>A tradição cristã sempre compreendeu algo que o homem moderno frequentemente esquece: de que fomos criados para algo maior do que nós mesmos e que transpõe a nossa fugaz existência na Terra. Existe em cada coração humano uma sede de infinito que não pode ser plenamente saciada por bens materiais, status social ou realizações profissionais. Santo Agostinho já havia percebido essa verdade há muitos séculos, quando escreveu que nosso coração permanece inquieto enquanto não repousa em Deus e é justamente nesse conforto da alma que encontramos a forma mais elevada de felicidade, aquela que não depende das circunstâncias externas, não obstante, emerge da certeza íntima de estarmos caminhando corretamente em direção à “Luz, que alumia todo homem que vem a este mundo&#8221; (João, 1-9).</p>
<p>Ao longo desta jornada terrena, somos, então, chamados a percorrer muitos caminhos, alguns são concretos, feitos de estradas, trilhas e quilômetros percorridos com os próprios pés, já outros, invisíveis, desenhados no interior da essência, exigindo coragem para atravessar desertos emocionais, superar limitações e encontrar significados mais profundos para a existência. Aprendi, durante minha peregrinação pelo Caminho de Santiago de Compostela, que toda jornada exterior é, na verdade, uma metáfora de uma viagem interior e que, a cada passo, deixamos algo para trás; a cada subida, somos confrontados com nossas fragilidades e, a cada horizonte alcançado, percebemos que a verdadeira transformação não acontece na paisagem que nos cerca, todavia, dentro de nós mesmos.</p>
<figure id="attachment_99301" aria-describedby="caption-attachment-99301" style="width: 957px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png"><img decoding="async" class="wp-image-99301 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png" alt="Casal Hernan e Aline" width="957" height="762" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202.png 957w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202-300x239.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-tela-2026-06-13-114202-768x612.png 768w" sizes="(max-width: 957px) 100vw, 957px" /></a><figcaption id="caption-attachment-99301" class="wp-caption-text">Hernan e Aline: conexão com o espiritual</figcaption></figure>
<p>Talvez por isso as experiências espirituais mais marcantes tenham algo em comum com as grandes peregrinações. Ambas nos retiram temporariamente da rotina, nos afastam das distrações habituais e nos convidam a enxergar a vida sob uma perspectiva diferente, lembrando-nos de que o importante não é tão somente chegar ao destino, contudo sermos transformados e evoluirmos durante o percurso.</p>
<p>Nesse contexto, a Igreja Católica continua exercendo um papel ímpar e insubstituível. Ao longo de mais de dois mil anos, ela tem preservado não apenas uma firme doutrina, mas uma experiência viva de encontro com Cristo, oferecendo ao homem caminhos de oração, comunhão, serviço e pura transcendência. Ao mesmo tempo, protege e valoriza aquela que continua sendo a célula fundamental da sociedade, a família, na qual aprendemos a amar antes mesmo de compreender o significado do amor, experimentamos os primeiros gestos de cuidado, de renúncia, de perdão e de pertencimento e onde a fé encontra terreno fértil para florescer perenemente, atravessando gerações.</p>
<p>Nesse contexto, estou convicto de que tenha vivido, ao lado de Aline, um dos finais de semana mais significativos e extraordinários dos últimos tempos em nossas vidas. Participamos de um encontro — a priori despretensioso — promovido pelos Campistas de Assis, movimento católico que nasceu em Presidente Prudente com a missão de evangelizar e fortalecer matrimônios e famílias por meio da convivência fraterna, da oração e da experiência comunitária, muito provavelmente inspirado na espiritualidade de São Francisco de Assis. O movimento convida homens e mulheres a redescobrirem a simplicidade e pureza do amor, a beleza da entrega e a presença concreta de Deus no cotidiano da vida individual e conjugal.</p>
<p>Nosso caminho, entretanto, já vinha sendo trilhado nos bancos da Capela São Lucas e enriquecido pelas Equipes de Nossa Senhora, movimento fundado pelo Padre Henri Caffarel, na França, em 1939, e que hoje reúne milhares de casais ao redor do mundo em torno de um mesmo propósito, isto é, buscar a santidade dentro do próprio matrimônio. Há poucos meses, fazemos parte dessa bela espiritualidade, aprendendo que o casamento não é apenas uma convivência entre duas pessoas, entretanto uma verdadeira vocação, um caminho de crescimento mútuo em comunidade e uma peregrinação compartilhada em direção a Deus.</p>
<p>Ainda assim, por mais que caminhemos, entre desvios e quedas, Deus sempre encontra maneiras de nos surpreender. E como fomos surpreendidos! Durante aqueles três dias, cercados por dezenas de casais que carregavam histórias, desafios, alegrias e cicatrizes semelhantes às nossas, fomos convidados a retirar as máscaras que normalmente utilizamos no cotidiano e a nos apresentar diante do Pai e de todos os irmãos ali presentes exatamente como somos, pecadores, frágeis, imperfeitos e necessitados de Sua graça.</p>
<p>Naquele lugar sagrado, na pacata cidade de Malhador, vivenciamos muitos instantes de oração intensa, de meditação em silêncio, de partilha edificante, momentos em que a presença de Nossa Senhora parecia envolver cada ambiente com uma ternura maternal difícil de traduzir em meras palavras. Houve também experiências em que o Espírito Santo parecia incendiar os corações com sua força renovadora, reacendendo a chama da fé e devolvendo sentido a muitos questionamentos que permaneciam adormecidos dentro de nós. Bem ali, em meio à natureza, olhando para minha própria história, esposa, família e para tudo aquilo que Deus havia construído ao longo dos anos, senti-me profundamente pequeno diante do Amor e, ao mesmo tempo, imensamente agraciado por Ele.</p>
<p>Nem sempre é confortável olhar para dentro, uma vez que também fui conduzido a um reencontro comigo mesmo, quando por vezes nos ocupamos com os defeitos alheios, poupando-nos do medo de encarar nossas próprias limitações. Somos todos, pois, obras inacabadas, pedras ainda em desbaste, constantemente trabalhadas pelas mãos amorosas e misericordiosas do Criador.</p>
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<p>Curiosamente, essa percepção me remeteu novamente ao Caminho de Santiago de Compostela. Recordei-me de que os peregrinos não carregam apenas mochilas, mas sim culpas, arrependimentos, sonhos interrompidos, medos silenciosos e perguntas sem respostas. Com o passar dos quilômetros, porém, compreendem que a verdadeira bagagem que precisa ser deixada para trás não é aquela que pesa sobre os ombros, mas aquela que pesa sobre a alma. Talvez por isso a experiência vivida naquele encontro tenha produzido algo semelhante, sem, contudo, montanhas a escalar nem longas jornadas a pé, mas sim uma travessia interior igualmente profunda e impactante.</p>

			</div></div>
<p>Pude perceber ainda, com mais clareza, que a santidade não está reservada aos grandes heróis da fé ou aos personagens extraordinários da história cristã. Ela se manifesta também nos gestos simples, no pedido sincero de perdão, na lágrima de arrependimento que escorre sobre a face vultuosa, na voz que embarga na garganta seca, na escuta atenta do cônjuge, no abraço apertado oferecido no momento certo, em ouvir cansado: &#8220;volta&#8221; e na capacidade de recomeçar quantas vezes forem necessárias.</p>
<p>Infelizmente, estamos vivendo tempos em que muitos casamentos se perdem não por falta de amor, mas por falta de propósito, em que casais dividem o mesmo teto, porém já não compartilham os mesmos sonhos e princípios. Famílias permanecem fisicamente próximas, mas espiritualmente distantes. Por isso mesmo é que movimentos como os Campistas de Assis, as Equipes de Nossa Senhora e tantas outras iniciativas autênticas da Igreja são tão valiosos, pois nos recordam que o matrimônio não é somente uma união entre dois seres humanos, contudo, é também uma experiência espiritual que precisa ser cultivada, protegida e constantemente alimentada pela graça divina.</p>
<p>Ao final daquele encontro, enquanto observava tudo o que havia vivido, compreendi que a vida talvez seja uma sucessão de peregrinações. Algumas percorremos pelas estradas do mundo; já outras, pelos caminhos invisíveis do coração, e , em ambas, o destino final importa menos do que a transformação produzida ao longo da jornada. E foi exatamente isso que aconteceu, quando me dei conta da beleza daquele instante, da presença amorosa de Deus em nossa história, da caminhada construída ao lado de Aline, da bênção que são Henrique e Osório, dos amigos que conhecemos e reencontramos, das fragilidades reconhecidas e da esperança que renascia dentro de nós, percebi limpidamente que existiam sentimentos grandes demais para serem contidos por palavras. Como um peregrino que, depois de longa caminhada, finalmente alcança um ponto elevado e contempla toda a estrada percorrida, pude enxergar com mais nitidez o quanto fui conduzido pela graça, mesmo nos momentos em que julgava caminhar sozinho. Vi os desvios que me ensinaram, as quedas que me<br />
fortaleceram, as pessoas que Deus colocou em meu caminho e os inúmeros sinais de amor que, por vezes, passaram despercebidos pela correria da vida. Então, compreendi que algumas experiências não chegam para nos ensinar algo novo, mas para nos recordar aquilo que, no fundo, sempre soubemos: que Deus permanece presente, que a família continua sendo nosso maior patrimônio e que amar é, talvez, a mais sublime das  vocações humanas.</p>
<p>Retorno mais uma vez para casa diferente, não porque tenha encontrado respostas definitivas para todos os desafios da vida, mas porque redescobri algo ainda mais importante: a confiança de que Deus continua conduzindo cada passo do caminho, mesmo quando não conseguimos compreender plenamente Seus desígnios.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Encontro em um domingo chuvoso</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/encontro-em-um-domingo-chuvoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2026 17:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[beija]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Há um equívoco persistente — e profundamente limitador — na forma como a maioria das pessoas enxerga os mais velhos, especialmente quando se trata de sexualidade. Em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a sexualidade está associada à juventude. Como se somente os jovens &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á um equívoco persistente — e profundamente limitador — na forma como a maioria das pessoas enxerga os mais velhos, especialmente quando se trata de sexualidade. Em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, a sexualidade está associada à juventude. Como se somente os jovens pudessem aproveitar os prazeres da carne. Ledo engano. Se isso existiu, faz tempo que mudou.</p>
<p>Se antes a vovó fazia crochê e o vovô vivia de ceroulas no sofá; hoje não mais. Vovô e vovó estão na academia, na praia, em bares&#8230; na pista.</p>
<p>Hoje, em qualquer faixa etária, mulheres e homens procuram se manter firmes, fortes, ativos, saudáveis e atraentes e, com seus corpos, buscar prazer. Não mais o prazer da luxúria, mas do bem-estar, da sedução, do aconchego, do afeto.</p>
<p>Bem-aventurados os que fizeram da passagem do tempo um aliado, adquirindo sabedoria, confiança, conhecimento, para usufruir, como cantou Rita Lee, a eterna roqueira: “Eu quero mais é saúde para gozar no final”. Mesmo corpos gastos pela passagem inexorável do tempo, sabem usufruir das boas coisas da vida.</p>
<p>Domingo, tempo nublado, intercalado por sol tímido e orvalhos esparsos, eles se encontraram. No outono da vida, classificados segundo o IBGE, como idosos: “todos mamíferos e bíceps, que ultrapassaram 60 anos”. Sem ligarem para rótulos, seguem com tesão pela vida, achando-se “semi-novos”, prontos para apreciar o que há de melhor: boas conversas, bons vinhos, boas comidas e, principalmente, muito aconchego e prazeres que seus corpos e suas comorbidades lhes permitem.</p>
<p>Maduros, chegaram na fase da vida em que sabem distinguir “o que serve e o que não serve”. Sabem que não têm tempo para questiúnculas.</p>
<p>Certa vez, conversando com o tempo, ouvi dele: “Faz tuas escolhas, que te direi as minhas respostas”. Educar o olhar para o belo, para as boas e excitantes coisas da vida é qualidade de vida. Saber que o sexo, não é apenas desnudar-se de roupas, mas despir-se de títulos, preocupações, cargos, conta bancária ou outros penduricalhos desnecessários. Aprender que o desejo nasce de uma boa conversa, de um leve toque, de um olhar penetrante. Que intimidade é construída em encontros sinceros, únicos e especiais.</p>
<p>Não precisar esperar o momento certo para realizar desejos. O momento certo pode ser um domingo nublado, longe de tudo. Uma taça de vinho, um afago, um toque, um cheiro, que resulta no enlace. Quando corpos se desejam, o cérebro, mais que o coração, já indicou o caminho.</p>
<p>A criatividade fica por conta do desejo. Corpos ardentes se conectam, e como canta o mestre Roberto Carlos, que aos 85 anos, continua falando de paixão, desejo, cumplicidade.</p>
<p>Um encontro de domingo, sem script, em que a melodia e a harmonia dos corpos falam por si.</p>
<div class="box success  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>“Nosso amor é demais/ E quando o amor se faz/ Tudo é bem mais bonito/ Nele a gente se dá/ Muito mais do que estáE o que não está escrito&#8230; /Quando a gente se abraça/ Tanta coisa se passa/ Que não dá pra falar/ Nesse encontro perfeito/ Entre o seu e o meu peito/ Nossa roupa não dá&#8230;</p>
<p>Nosso amor é assim/ Prá você e prá mim/ Como manda a receita/ Nossas curvas se acham/ Nossas formas se encaixam/ Na medida perfeita&#8230;. / Esse amor é prá nós/ A loucura que traz/ Esse sonho de paz/ E é bonito demais/ Quando a gente se beija/ Se ama e se esquece/ Da vida lá fora.</p>
<p>Cada parte de nós/ Tem a forma ideal/ Quando juntas estão/ Coincidência total do Côncavo e o Convexo/ Assim é o nosso amor/ No sexo&#8230;</p>
<p>Este amor é pra nós/ A loucura que traz/ Esse sonho de paz/ E é bonito demais/<br />
Quando a gente se beija/ Se ama e se esquece/ Da vida lá fora / Cada parte de nós/ Tem a forma ideal/ Quando juntas estão/ Coincidência total/ Do Côncavo e o Convexo/ Assim é o nosso amor/ No sexo&#8230;”</p>

			</div></div>
<p>Na cama, corpo exaustos de prazer, observam que chove lá fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tudo por causa de um grande amor*</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/tudo-por-causa-de-um-grande-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Claudefranklin Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 09:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Articulistas]]></category>
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		<category><![CDATA[amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*) &#160; Não. Não estou me referindo ao clássico Romeu e Julieta, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há &#8230;</p>
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<blockquote><p>Prof. Dr. Claudefranklin Monteiro Santos (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>ão. Não estou me referindo ao clássico <em>Romeu e Julieta</em>, de William Shakespeare (1595). Mas à essência da Semana Santa. A paixão de um Deus por sua criação e por suas criaturas, jamais narrada ou registrada por religião alguma ao longo da história da humanidade. Não há notícia afora esta, de um ser divino que se rebaixou ao mais alto grau para declarar todo o seu amor por seres inferiores, fracos, vacilantes, pecadores e mortais.</p>
<p>Por isso mesmo, a Semana Santa é o momento mais oportuno para agradecer por algo que não somos e do qual nunca fomos merecedores, mas assim nos tornamos pelo sangue de um inocente. Conforme preconizou o sumo sacerdote do povo judeu, Caifás:</p>
<blockquote><p>“(&#8230;) <em><i>que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação</i></em>” (Jo 11,50)</p></blockquote>
<p>Da representação cinematográfica de Franco Zeffirelli (1977) a Mel Gibson (2004), narrativas de uma história de amor de encher o coração da gente, que nos toca profundamente, mas nem sempre converte. Fato é que o gesto de Jesus Cristo, de entrega total e absoluta na cruz, está entre os mais nobres já testemunhados por olhos humanos.</p>
<p>O que poderia ser resultado de uma loucura, de um profundo delírio e de uma atitude inconsequente e sem razão, tornou-se uma declaração de amor nunca realizada ao extremo por quem quer que existisse antes e depois de Jesus Cristo.</p>
<blockquote><p>“<em><i>A linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina</i></em>”, afirma São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios 1,18.</p></blockquote>
<p>Ele derramou seu sangue até a última gota. Doou-se por inteiro, sem murmurar, maldizer a quem o entregou, torturou e matou.  Tudo por expiação de uma culpa que jamais foi sua. Revertendo, desse modo, toda uma lógica, confundindo poderosos, sábios, ricos e inteligentes. Fez-se Rei para além da realeza. Coroado de espinhos, cuspido, maltratado, humilhado, ridicularizado, carregou sobre seus ombros todo o peso de nossa ignomínia.</p>
<p>A Paixão e Morte de Nosso Jesus Cristo revelaram o que tem de pior na raça humana: vaidade, arrogância, orgulho, soberba, ambição, prepotência, ganância, ingratidão, traição. Quem é o ser humano para ser capaz de julgar, condenar e matar seu próprio Criador? E ainda assim, ser amado por Ele, com tamanha doação e entrega?</p>
<p>Definitivamente, ainda não somos capazes de compreender a dimensão daquele ato nobre, generoso e divino. Insistimos em julgar, maltratar, humilhar e matar Jesus Cristo novamente, por meio de guerras, devassidão, corrupção, pobreza, indiferença, injustiça e ambição.</p>
<p>Enquanto não formos suficientemente sensíveis e gratos por tão grande e incomparável prova de amor, penaremos em nossa existência breve, fútil e medíocre, cujo fim será sempre a cova nossa de cada dia.</p>
<p>Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><i>* Título e texto inspirados na <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LtdKrnMweUE" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #000000;">canção</span> <span style="color: #008000;">“</span></a></i></em><em><i><span style="color: #008000;">Tudo por Causa de um Grande Amor”, de autoria de Ir. Miria T. Kolling</span>.</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Paixão, entre a dor e o sentido</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/paixao-entre-a-dor-e-o-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion Sobral (*) &#160; Há palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion Sobral (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">H</span>á palavras que, com o passar dos tempos, deixam de ser meros signos para se tornarem repositórios da experiência da humanidade. “Paixão” é uma delas; mais do que um termo, ela abre um campo vasto de significados que atravessam diversas sensações e sentimentos como a dor, o amor, o sacrifício e, acima de tudo, a busca por um propósito.</p>
<div class="box info  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p>Etimologicamente, a palavra nasce do latim <em>passio</em>, derivado de <em>pati</em>, que significava suportar, padecer ou simplesmente sofrer a ação de algo. Na origem da palavra, não havia qualquer romantização, ou seja, a paixão era aquilo que nos acontece muitas vezes sem o nosso controle, revelando, pois, a vulnerabilidade diante da nossa própria existência terrena.</p>

			</div></div>
<p>Curiosamente, com o passar das eras, esse mesmo vocábulo passou a designar também o entusiasmo exacerbado que nos move e o amor ardente que nos consome, sem que haja, contudo, qualquer contradição nisso, mas sim uma revelação sobre a natureza humana. Como intuiu Blaise Pascal, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Aquilo que mais nos apaixona é, quase sempre, o que mais nos expõe e fragiliza, pois amar intensamente exige a coragem proporcional de aceitar o risco da perda, da frustração e, consequentemente, do sofrimento. É neste prisma, então, que a Paixão de Cristo deixa de ser apenas um relato histórico milenar, para se tornar uma chave de leitura do significado da própria existência do homem neste mundo, isto é, um modo de compreensão do martírio e do amor à luz de um senso infinitamente maior.</p>
<figure id="attachment_97927" aria-describedby="caption-attachment-97927" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg"><img decoding="async" class="wp-image-97927 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg" alt="Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-55-768x699.jpg 768w" sizes="(max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97927" class="wp-caption-text">Encenação da Paixão de Cristo</figcaption></figure>
<p>Analisando-se sob o olhar da História, o sacrifício no Calvário consolidou-se como o centro do Cristianismo, não apenas pela narrativa da vivência de uma morte crudelíssima, muito comum à época do Império Romano, não obstante pela maneira como foi assumida e conduzida por um homem humilde, com consciência límpida, propósito sublime, dignidade serena e um silêncio eloquente diante da imensa injustiça. Como bem sintetizou Santo Agostinho, “não foi o suplício que fez o mártir, mas a causa, assim como não foi a dor física em si que redimiu o ser humano, todavia o amor que a sustentou até ser consumada”.</p>
<p>Filosoficamente, a Paixão nos confronta com uma indagação inevitável: existe mesmo tal propósito e qual seria o verdadeiro sentido do sofrimento? Em um mundo que se apressa em anestesiar qualquer ínfimo desconforto, onde as pessoas não toleram os menores incômodos físicos e psicológicos, a morte em cruz ainda permanece como um “escândalo” — algo que confronta, que incomoda, que não se encaixa na lógica comum — e talvez resida aí sua real força, uma vez que ela não resolve ou elimina a dor da humanidade. Entretanto, a expõe em sua vertente mais radical e em sua intensidade máxima, transbordando, assim, injustiça, abandono e dores física e moral. Simultaneamente, em contrapartida, a eleva, pois o sofrimento deixa de ser algo absurdo, vazio e destrutivo e passa a carregar um claro sentido, ao tornar-se lugar de entrega altruísta, de amor sublime, de redenção reconfortante e de evolução íntima. Dostoiévski, que sondou como poucos a alma humana, afirmava que o homem aprende através do sofrimento e a dor, nesse horizonte, deixa de ser um erro e fatalidade do destino e passa a ser o terreno onde a consciência desperta e amadurece.</p>
<p>Quando adentramos no campo da Psicologia, especialmente nas correntes existenciais, o sofrimento é compreendido como parte estrutural da vida. Viktor Frankl ensinou que, quando não podemos mudar uma situação dolorosa, somos desafiados a transformar a nós mesmos. A Paixão de Cristo, sob esta análise, revela-se como um arquétipo em que o sofrimento, quando atravessado com sentido, deixa de punir e aprisionar e transfigura-se em aprendizado e fonte de cura.</p>
<p>No âmbito religioso pela crença cristã, o Calvário é o ápice da revelação de um Deus outrora invisível e distante, mas que naquele momento se mantém próximo de sua criatura na figura do seu Filho, Jesus. Essa relação caracteriza-se por um amor pleno, tangível, tão vívido, posto que chora e sangra sobre o perdão ante a traição, o abandono e a violência. Como escreveu São João da Cruz, “no entardecer da vida, seremos julgados unicamente pelo amor”, assim sendo, a Paixão revela que tal amor não se impõe pela força, porém se oferece na liberdade da entrega ao próximo.</p>
<figure id="attachment_97926" aria-describedby="caption-attachment-97926" style="width: 1209px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-97926 size-full" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg" alt="Familia Centurion em Nova Jerusalém" width="1209" height="1100" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53.jpg 1209w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-300x273.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-1024x932.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/04/Design-sem-nome-53-768x699.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1209px) 100vw, 1209px" /></a><figcaption id="caption-attachment-97926" class="wp-caption-text">Família Centurion em Nova Jerusalém</figcaption></figure>
<p>Somos convidados a vivenciar anualmente este fato bíblico, pois quando o mistério deixa o plano das ideias e se torna experiência, verdadeiramente ele nos alcança. Ao contemplarmos, então, o espetáculo da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém, no agreste pernambucano, já não estamos apenas diante de uma narrativa qualquer, mas em frente à emblemática encenação da agonia, morte e ressurreição de Cristo, refletida desde os nossos olhos marejados diretamente à consciência, revelando-nos, imediatamente, nossas próprias “cruzes”, bem como as pequenas e grandes “paixões” que atravessam os nossos dias e, mormente, tudo aquilo que ainda podemos transformar e edificar em nós. Experiência de fé e emoção como esta, confesso só ter vivenciado ao percorrer o Caminho de Santiago de Compostela há exatos 2 anos.</p>
<p>Destarte, podemos perceber, no mistério Pascal ora posto à reflexão, uma pedagogia singela e exigente, a qual nos ensina que nem toda dor é vazia, que nem todo sofrimento é inútil e que, em muitos momentos, a maior força não está em reagir, contudo em permanecer manso, firme, consciente e fiel. Tudo o que nos desafia serve como aprendizado, nada é em vão. A Paixão continua a acontecer, discretamente, em cada gesto de perdão, em cada ato de compaixão, em cada escolha pelo bem, quando seria mais fácil recuar e lavar as mãos.</p>
<p>Sofrer nos é imposto a cada instante, já o propósito que damos ao sofrimento, este sim, nos define.</p>
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<h4>Leia também:</h4>
<p>1- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela</a></span></p>
<p>2- <span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela-ii/" target="_blank" rel="noopener">Diário da viagem a Santiago de Compostela II</a></span></p>

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		<title>Kintsugi – a arte de enxergar beleza nas cicatrizes da vida</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/kintsugi-a-arte-de-enxergar-beleza-nas-cicatrizes-da-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Heuller Roosewelt Silva Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 09:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Heuller Roosewelt Silva Melo (*) &#160; Na pressa de alcançar o “felizes para sempre”, muitos esquecem que a verdadeira grandeza de viver está no trajeto, não no final da estrada. Ela, de fato, está nos passos dados de mãos dadas, nos tropeços que se transformam em aprendizado, nas pausas que revelam o cuidado. Viver &#8230;</p>
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<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97503 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a><span class="dropcap ">N</span>a pressa de alcançar o “<em>felizes para sempre</em>”, muitos esquecem que a verdadeira grandeza de viver está no trajeto, não no final da estrada. Ela, de fato, está nos passos dados de mãos dadas, nos tropeços que se transformam em aprendizado, nas pausas que revelam o cuidado. Viver é menos destino e mais jornada.</p>
<p>Vivemos cercados por promessas de finais perfeitos, como se o sentido da existência morasse apenas no desfecho, na tal luz que brilha ao fim de um túnel interminável. A verdade é que a vida nunca esteve lá na frente; ela sempre esteve debaixo dos nossos pés. São as pequenas luzes acesas no meio do caminho – às vezes tímidas, às vezes ternas – que nos revelam quem somos. Não chegamos ao que somos apesar das cicatrizes: somos o que somos exatamente por causa delas, como uma obra que ganha valor justamente pelas suas marcas adquiridas com o tempo.</p>
<p>O cotidiano, tantas vezes subestimado, é o palco onde a vida realmente acontece. É ali, entre uma xícara de café compartilhada e uma palavra dita ao acaso, que a convivência se reafirma em forma de amizade ou, mais ainda, de amor. Esse laço não se sustenta em grandes gestos teatrais, mas na presença genuína vivenciada e repetida todos os dias.</p>
<p>Uma antiga <span style="color: #003300;"><a style="color: #003300;" href="https://japanhousesp.com.br/jhsponline/kintsugi-aceitar-e-valorizar-as-imperfeicoes/" target="_blank" rel="noopener">arte japonesa, o <strong><b>Kintsugi</b></strong>,</a></span> oferece uma poderosa metáfora para essa compreensão. Ao reparar uma peça de cerâmica quebrada, o artesão não esconde as fissuras, mas as preenche com uma laca misturada a pó de ouro. As rachaduras, em vez de serem vistas como falhas, tornam-se as protagonistas da nova estética do objeto, contando uma história de resiliência e superação. A peça não é simplesmente consertada; ela é transformada, tornando-se <strong>mais única</strong>, <strong>valiosa</strong> e <strong>bela</strong> do que era antes de se partir.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97504 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a>Nossas relações são feitas dessa mesma lógica invisível. O amor humano não nasce da ausência de defeitos, mas da coragem de restaurar o que foi frágil. Cada dificuldade superada não apaga as marcas, mas as ilumina, revelando que a verdadeira preciosidade está na capacidade de recompor-se. Cada fratura recomposta é um traço de identidade, um mapa do que vivenciamos, suportamos e vencemos. As cicatrizes não nos diminuem – elas nos revelam.</p>
<p>Assim como a resina do <em>Kintsugi</em> não endurece de um dia para o outro, a alma também precisa de tempo para se reorganizar. É preciso saber parar, absorver, sofrer com dignidade e permitir que aquilo que nos partiu se torne matéria de reconstrução. Kafka já avisava: crescer é superar-se a si mesmo. E superar-se não é ficar intacto – é aprender a respirar dentro do que rachou.</p>
<p>Essa visão se expande na<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.budismohoje.org.br/wabi-sabi-uma-filosofia-de-vida/" target="_blank" rel="noopener"> filosofia do <strong><em>Wabi-sabi</em></strong></a></span>, que celebra a beleza do imperfeito, do transitório e do incompleto. É justamente aí que a convivência encontra sua plenitude: na aceitação de que somos seres em construção, inacabados, mas capazes de nos tornarmos extraordinários pelo simples fato de permanecermos almejando a parceria cotidiana. Aceitar as fissuras do outro — e permitir que ele veja as nossas — é o exercício mais profundo de nossa humanidade. A beleza não reside na expectativa de que o parceiro seja um espelho liso e impecável, mas na disposição mútua de emprestar o ouro do afeto para preencher as lacunas que a vida abre em nós.</p>
<p>Qualquer ciclo da vida não representa apenas o tempo contado, mas o ouro acumulado em cada fissura restaurada. É a prova de que o cotidiano e a convivência não se medem pelo que resiste intacto, mas pelo que renasce mais forte.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-97505 alignright" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-300x194.jpg" alt="" width="207" height="134" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-300x194.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-1024x664.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3-768x498.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2026/03/A-morte-e-a-vida-estao-no-poder-da-lingua-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px" /></a>Talvez seja hora de desistir da pressa por um final triunfante e aprender a enxergar eternidade nas migalhas do agora. É no convívio diário que a história se escreve — e são nas marcas que o tempo deixa que descobrimos onde o ouro decidiu morar. A vida não celebra aquilo que nunca quebrou, mas aquilo que renasce com mais firmeza depois da queda.</p>
<p>Se o tempo inevitavelmente deixa marcas, que bom. São nelas que encontramos a poesia do dia a dia e o verdadeiro tesouro de nossa existência. Em cada fissura preenchida, reside a prova de que o mais valioso não é o destino, mas o inestimável ouro que preencheu o caminho percorrido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><i>(Palavras que se perderam ao vento e se encontraram no tempo)</i></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em><b><i>#ParaTodosVerem</i></b></em></strong><em><i>: Fotografia em close de um vaso de cerâmica escura com rachaduras restauradas em ouro, seguindo a técnica japonesa Kintsugi. O vaso está sobre uma mesa de madeira, ladeado por pequenos pratos também remendados com dourado. O fundo é escuro com partículas de luz dourada suspensas, transmitindo uma atmosfera de serenidade e resiliê</i></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entre o desejo e o sentido: reflexões de fim de ano</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/entre-o-desejo-e-o-sentido-reflexoes-de-fim-de-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Hernan Centurion]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Dec 2025 08:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Domingo em Desbaste]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[caridade]]></category>
		<category><![CDATA[esforço]]></category>
		<category><![CDATA[fraternidade]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[mega da virada]]></category>
		<category><![CDATA[merecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sosergipe.com.br/?p=95944</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Hernan Centurion (*) &#160; O final do ano geralmente nos conduz, como de costume, a um movimento de retorno à nossa consciência. Oportunidade ímpar de elaborarmos algumas perguntas que evitamos durante a pressa cotidiana, rememorarmos o que fomos, nos tornamos e o que ainda insistimos em adiar dentro de nós. Esta época tão &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Hernan Centurion (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">O</span> final do ano geralmente nos conduz, como de costume, a um movimento de retorno à nossa consciência. Oportunidade ímpar de elaborarmos algumas perguntas que evitamos durante a pressa cotidiana, rememorarmos o que fomos, nos tornamos e o que ainda insistimos em adiar dentro de nós. Esta época tão aguardada não deve ser apenas o encerramento de um calendário festivo. Ou seja, é mais um convite íntimo à revisão do que realmente fez, faz ou fará sentido, à tentativa honesta de compreender se nossas escolhas passadas caminharam e futuras caminharão na mesma direção dos valores que dizemos professar.</p>
<p>Neste período natalino, as virtudes como amor, humildade, caridade, fraternidade e solidariedade reaparecem enfaticamente no discurso coletivo, sendo repetidas à exaustão, uma vez que o Natal, com sua simbologia incontornável, reapresenta ao mundo um Deus que escolhe a simplicidade, que nasce fora dos centros de poder, que se manifesta no silêncio e não no espetáculo. Cristo não promete atalhos nem prosperidade imediata, não negocia facilidades, apenas propõe um caminho, longo, exigente e profundamente humano.</p>
<p>Ainda assim, é nesse mesmo período que se intensifica uma inquietação típica do nosso tempo. A busca quase ansiosa por produtos muitas vezes desnecessários, por soluções rápidas e fortuna fácil, isto é, por uma forma de prosperar que dispense o tempo, o esforço e o merecimento. Quem nunca apostou na Mega-Sena da Virada que atire a primeira pedra. Vivemos, pois, em uma cultura que valoriza o resultado, entretanto despreza a jornada, que celebra o êxito, porém evita o compromisso e fidelidade. O desejo de prosperidade, legítimo em sua mais pura essência, muitas vezes se desloca sorrateiramente do labor ético e da construção árdua, transformando-se em expectativa de salvação miraculosa, entregue à sorte, sem a devida e cuidadosa lapidação e preparação interior.</p>
<p>Essa inversão silenciosa de valores não se revela do acaso, posto que é alimentada por uma cultura impregnada em uma sociedade repleta de desigualdades profundas, onde poucos acumulam muito e muitos mal sobrevivem com quase nada. Nesse cenário, a promessa de ascensão rápida e a qualquer custo se torna sedutora, quase uma esperança laica, uma espécie de fé deslocada e às avessas, que aposta muito mais no improvável do que na labuta incessante e contínua do cotidiano. Percebe-se, pois, que o problema não está no desejo de melhorar de vida, mas na ilusão de que o mero acaso possa substituir o compromisso, ou de que o brilho do imediatismo possa compensar a ausência de sentido em existir.</p>
<p>No Caminho de Santiago de Compostela aprende-se rápido que o excesso que carregamos pesa, que cada objeto desnecessário se transforma em obstáculo após alguns parcos quilômetros, que o supérfluo cansa e o essencial sustenta. Essa lógica simples atravessa toda experiência humana, embora insistamos em ignorá-la. Cristo ensinou o mesmo sem discursos elaborados, tão somente pelo exemplo de sua própria vida humilde, na qual não acumulou, não competiu e não prometeu facilidades. Caminhou, serviu e silenciou, revelando uma riqueza que não se mede, não se contabiliza, não se sorteia, nem se compra.</p>
<p>Talvez o grande desafio do nosso tempo não seja escolher entre o espiritual e o material, todavia reconciliá-los de forma justa e coerente. Reconhecer que o sustento é necessário, mas que ele não pode ocupar o lugar do verdadeiro propósito da vida. Que prosperar é justo e legítimo, desde que não se venda a alma no processo. Os Festejos de Fim de Ano nos oferecem essa pausa rara, quase sagrada, um convite à coerência serena, sem acusações nem confrontos, apenas um chamado suave para alinhar desejo e propósito, discurso e prática, expectativa e caminho.</p>
<p>No fim, o essencial sempre permanece discreto e silencioso, visto que não se anuncia, não chama atenção e não brilha com holofotes, não obstante sustenta firmemente ano após ano, quando, então, somos convidados a ressignificar nossas crenças e alinhar nosso rumo. É indiscutível que a prosperidade, quando nasce de um brioso trabalho, árduo e merecido, deve ser instrumento de construção responsável e partilhada, edificando pontes entre as pessoas e nações. Contudo, o risco aflora quando o desejo perde o propósito, quando o ter se sobrepõe ao ser e a conquista passa a exigir qualquer meio e preço. Jesus Cristo advertiu com clareza desconcertante, “de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma” (Mateus 16:26). Talvez seja esse o verdadeiro desbaste, ordenar os desejos e ponderar as ações para que a riqueza, fruto do trabalho, jamais seja senhor dos homens, mas sim um relevante instrumento para a construção de um mundo melhor.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Idade não é prisão, é voo</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/idade-nao-e-prisao-e-voo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2025 13:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*) &#160; Na semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “Sou passageiro do tempo”, coloquei no título da crônica. “Aprendi com o tempo que a coisa &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes e Silva (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">N</span>a semana passada ocupei o nobre espaço deste portal, para falar dos meus 67 anos completados no último 07 de dezembro. A passagem apressada do tempo me fascina desde sempre. “<span style="color: #008000;"><a style="color: #008000;" href="https://www.sosergipe.com.br/sou-passageiro-do-tempo/" target="_blank" rel="noopener">Sou passageiro do tempo</a></span>”, coloquei no título da crônica.</p>
<p>“Aprendi com o tempo que a coisa mais importante da vida é o tempo da existência.&#8221;</p>
<p>Por isso, fiz um pacto silencioso com ele; deixei de tratá-lo como inimigo ou divindade, e ele, em retribuição, deixou de medir meus dias com a régua da pressa. Tê-lo como um inimigo é perda de tempo. Como não posso vencê-lo, aliei-me. Já não o imploro nem o temo, apenas o escuto respirar no intervalo entre um pensamento e outro. O tempo, compreendi, não passa, ele habita: está nas frestas das horas, nas rugas que se abrem como margens de um rio antigo, nas pausas em que o instante se reconhece eterno, escrevi.</p>
<p>Retomo o tema, pois somos, tão somente, viajantes deste mundo, caminhando entre sonhos, dores, vontades e incertezas. No fim, partiremos em silêncio, com uma muda de roupa, escolhida pelos outros, e as memórias do que um dia nos fez sentir vivos.</p>
<p>No outono da vida, aprendi que a minha idade não me limita. Ela me liberta. Liberta do medo de errar, da pressa de agradar, da obrigação de caber em moldes que nunca fizeram sentido. Hoje, tenho segurança em me posicionar, em dizer “não”, sem me alterar, coisa impensada até há pouco. A passagem do tempo me trouxe segurança.</p>
<p>Com o tempo, a gente entende que não precisa provar nada pra ninguém.</p>
<p>Nem ser o mais jovem, mais forte, ou o mais certo. Aliás, não temos certeza de nada. Só precisa ser inteiro. A idade afasta rótulos e aproxima da essência.</p>
<p>Tiro o excesso, afino a escuta, fortaleço o que importa.</p>
<p>E&#8230; o que importa? Importa, viver. Ter tempo para coisas que edificam, que fortalecem, que são essenciais. Tempo para si, tempo para realizar desejos.</p>
<p>Entre o instante em que nascemos e a hora em que partimos, todos nós recebemos um espaço único — um espaço onde podemos, enfim, começar a viver, entre escolhas e consequências. Temos o livre arbítrio para tomarmos decisões, mas somos escravos dos resultados.</p>
<p>Aprendemos a dizer não para as expectativas alheias, não para quem nunca entendeu nossas noites sem dormir, e/ou o valor das moedas economizadas com tanto esforço.</p>
<p>Permita-se gastar. Não em excessos, mas em experiências, mimos e alegrias.</p>
<p>Não no barulho, mas no que realmente importa: sonhos, aconchego, sensações sinceras. Não corro atrás de novos planos grandiosos — busco momentos verdadeiros. O tempo, nesta fase da vida, é a moeda mais preciosa.</p>
<p>E ele deve trazer sabores, prazeres, leveza, não apenas preocupações.</p>
<p>Seus filhos cresceram. Seguiram seus próprios caminhos — e isso é como deve ser.</p>
<p>Você, caro leitor, amiga leitora, lhes deu tudo: casa, cuidado, presença, amor. Agora chegou sua vez.</p>
<p>Sem culpa. Sem olhar para trás. Não é egoísmo. É merecimento.</p>
<p>Cuide do seu corpo com gentileza. Movimente-se. Respire fundo.</p>
<p>Coma com prazer, sem pressa, saboreando e degustando com qualidade. Visite o médico — não por medo, mas por respeito à vida. Isso especialmente para nós homens, tão resistentes.</p>
<p>Em dezembro, mime-se. Presenteei-se, isso melhora a autoestima.  Com coisas bonitas, novas experiências, pequenas delícias. Novas descobertas. Esteja aberto ao novo , e isso vale para novos amores.  Compartilhe alegrias com quem está ao lado.</p>
<p>Aprendi que dinheiro não aquece uma cama vazia — mas o carinho aquece.</p>
<p>Não viva no ontem. As lembranças são presentes, não âncora.</p>
<p>Acompanhe o tempo — Leia. Ouça. Aprenda. Conecte-se com novas tecnologias.</p>
<p>A internet não pertence só aos jovens — é ferramenta necessária para estar atualizado e conectado. Ouça os mais jovens.</p>
<p>A vida não premia quem sofre, premia quem desperta. Despertar é perceber que nenhuma experiência foi aleatória, que tudo serviu para moldar você para o que veio depois. É quando a gente para de pedir licença e começa a ocupar espaço.</p>
<p>Nos nossos termos, no nosso tempo. A idade não é prisão. É voo.</p>
<p>Não tema o amanhã. Faça da passagem do tempo um aliado, não um algoz. Viva!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Transporte Amor 2025: expectativa é de mais de 110 doações de sangue este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2025 14:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[transporte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nesta quarta-feira (12), às 8h, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) será palco da 2ª edição do Transporte Amor 2025. Semestralmente, a iniciativa demonstra que o setor de transporte vai além do papel de percorrer ruas e avenidas para transportar com segurança cerca de 142 mil passageiros por dia, contribuindo também com ações &#8230;</p>
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<p>Nesta quarta-feira (12), às 8h, o Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) será palco da 2ª edição do Transporte Amor 2025. Semestralmente, a iniciativa demonstra que o setor de transporte vai além do papel de percorrer ruas e avenidas para transportar com segurança cerca de 142 mil passageiros por dia, contribuindo também com ações sociais que renovam a esperança de inúmeras famílias, como a doação de sangue. Apenas este ano, a primeira e segunda edição do projeto já mobilizou mais de 110 doadores, em um mutirão de solidariedade capaz de salvar mais de 440 vidas em 2025.</p>
<p><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-94879 alignleft" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-300x293.jpg" alt="" width="300" height="293" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-300x293.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-1024x1002.jpg 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor-768x751.jpg 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2025/11/transporte-do-amor.jpg 1060w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a>A iniciativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) conta com a parceria da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros de Alagoas e Sergipe (Fetralse), das empresas que operam no transporte público de passageiros da Grande Aracaju, do Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS) e do Hemose, além do Sistema Fecomércio, que todos os anos convoca colaboradores para a doação.</p>
<p>No primeiro semestre, o Transporte Amor conseguiu mobilizar a doação de mais de 75 bolsas de sangue. Somadas às mais de 35 doações que serão realizadas a partir desta quarta-feira, o projeto alcança, em apenas um ano, o potencial de salvar mais de 440 vidas, considerando que uma única doação pode beneficiar até quatro pacientes.</p>
<p>A Viação Atalaia vai disponibilizar um veículo para os condutores realizarem a doação. O motorista da empresa, Adeilson dos Santos, foi um dos que já colocou seu nome entre os doadores. Amanhã, ele troca o banco do motorista pelo assento de passageiro, mas continua guiado pela mesma direção: a do compromisso com a vida.</p>
<p>“Ajudar quem precisa é uma missão coletiva. Quando estou conduzindo o veículo, busco fazer a diferença na vida das pessoas, não por mérito próprio, mas por acreditar que são os pequenos gestos que tornam a vida melhor. Um simples ‘bom dia’ já traz alegria, assim como uma doação, que pode parecer algo simplório, mas tem o poder de transformar e salvar  vidas. Parabenizo o Setransp por idealizar este projeto, assim como a Viação Atalaia e todos os demais parceiros do Transporte Amor”, ressalta o condutor.</p>
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