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	<title>Arquivo para alemães - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Se deter para viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Só Sergipe]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Nov 2021 14:10:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eu tenho uma vida muito privilegiada. É o que gosto de dizer para mim, porque faço o que eu quero e ainda me sustento com isso. Minha mãe me falou que eu poderia ser quem eu quisesse, e o meu pai me falou que ele me criou para ser feliz, não rica! E aí eu &#8230;</p>
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<p>Eu tenho uma vida muito privilegiada. É o que gosto de dizer para mim, porque faço o que eu quero e ainda me sustento com isso.</p>
<p>Minha mãe me falou que eu poderia ser quem eu quisesse, e o meu pai me falou que ele me criou para ser feliz, não rica! E aí eu peguei o ensinamento de um, o ensinamento do outro. E o que esta menina fez? Se tornou artista, embora não seja a artista que eu queira ainda, mas estou a caminho.</p>
<p>Esta menina teimosa de oito anos brincou de ser professora, escultora em argila, médica &#8211; colocando vendagens e vacinas em qualquer coitada ou coitado que tivesse a coragem de brincar comigo -, pintora, cozinheira, mãe e todos os ofícios que pela minha cabeça passaram.</p>
<p>A menina de oito anos foi crescendo entre árvores de manga, indo com minha mãe à faculdade, brincando de ser poeta como meu pai Manuel e meu irmão Iginio.  Aprendi a falar com as mãos como meu irmão Manuelito e a trançar cabelos como minha mãe Rosário.</p>
<p>E assim eu ia, até chegar um casal de viajantes em um motorhome. Eles chegaram até a nossa casa para que meu pai fizesse a mágica e transformasse esse motorhome num verdadeiro lar para essa família.</p>
<p>Então pessoal, esse casal contou para mim que no mundo afora existiam milhares de coisas para se ver, culturas diferentes para se maravilhar, paisagens extraordinárias que os meus olhos não iam acreditar.</p>
<p>Aí o bichinho da curiosidade se apoderou de mim. Falei para meu pai: “Pai, agora sei o que vou fazer com a minha vida. Vou me tornar viajante e vou conhecer o mundo todo! Meu pai rindo ao ver a menina agora de 13 anos e disse: &#8220;Certo, minha filha, mas isso só vai acontecer quando você se formar na faculdade&#8221;, daí, por um momento, falei tristemente: &#8220;Poxa, meu painho, mas para isso falta muito, é quase uma vida inteira&#8221;. Nesse momento, meu pai com voz calma e amorosa acrescentou: &#8220;Mas daqui até lá, você vai adquirir muito conhecimento que vai auxiliar você na sua viagem&#8221;.</p>
<p>Eu menina guardei o meu sonho no  lugar onde se guarda o mais precioso da sua vida, o que você mais ama, aquilo que você não quer esquecer jamais, guardei o meu sonho no meu coração.</p>
<p>Agora, lembrando aquilo que minha mãe me ensinou [que eu poderia ser o que eu quisesse na minha vida] consegui ser crocheteira, artesã de couro, argila e outros elementos&#8230;</p>
<p>Daí com o meu sonho guardado no coração fiz a faculdade com meu pai e meu irmão Iginio como companheiros de estudos, e nos formamos!!! Ainda que ninguém lembrasse do sonho, ele continuava aqui&#8230;</p>
<p>Já formada, meu primo Daniel me falou para eu fazer um curso de teatro, disse que eu nasci para isso. Sem pensar duas vezes fui e me inscrevi&#8230; Estando naquelas aulas, interpretei uma gata, criança, fotógrafa, locutora, árvore, dama natureza, até o diabo e outros fascinantes personagens da magia da Interpretação.</p>
<p>Estando nesse mundo de personagens e magia, conheci o meu mago, meu amigo, companheiro de vida e de viagens &#8211; Tony. Com ele, entrei no mundo da alegria e das cores, do equilíbrio e do suspense.  Tony me apresentou a Luperta, minha palhaça companheira de vida e de viagem. Com eles conheci o amplo mundo do circo.</p>
<p>No teatro, também conheci o teatro do silêncio e o estático, conheci a minha estátua viva, minha companheira de viagens que me sustentou em todo esse percurso que fiz até agora. A estátua viva é maravilhosa, ela me faz perceber a beleza da vida e o mundo encantado. Esse mundo que existe paralelo ao nosso, esse mundo que fica no meio do caos, no meio da tormenta psicológica &#8211; a serenidade.</p>
<p>Estando aí, você percebe nas pessoas a alegria, a surpresa, a admiração. E quando isso acontece, o dinheiro que cai na caixinha não é a melhor parte, pode ser um real, 5 reais, 20 reais ou até 5 centavos, a melhor parte é o que elas sentem. Elas me dão vida e ao darem vida, entram no meu pedacinho de mundo mágico, e por uns instantes também esquecem o caos.</p>
<p>Acordar para a vida. Esse é o presente que as pessoas dão para nós estátuas. Ouvi falar que é bom ser grato com a vida todos os dias, agora imaginem quanta gratidão&#8230; temos que dar graças umas 400 vezes por dia a cada pessoa que bota o trocado na nossa caixinha. É o topo da gratidão!</p>
<p>Essas experiências são o melhor que a vida tem. E como minha mãe e o meu pai falam, assim eu falo para vocês: sejam felizes acima de tudo, que no meio do caos sempre há um momento de paz.</p>
<p>___________</p>
<p>(*) Luz é artista, licenciada em Desenvolvimento Cultural e especialista em teatro.</p>
<p><em>** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a).  Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe.</em></p>
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		<title>A COLONIZAÇÃO FRACASSADA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antonio Carlos Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jun 2018 10:56:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; As 22 famílias de colonos alemães que formaram a Colônia do Quissamã chegaram a Aracaju em fevereiro de 1924, a bordo do vapor Comandante Miranda. Eram 82 imigrantes que receberam os lotes do Centro Agrícola Epitácio Pessoa. O fato era considerado tão importante que o próprio presidente do Estado, Graccho Cardoso, e o secretário &#8230;</p>
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<figure id="attachment_11644" aria-describedby="caption-attachment-11644" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11644 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-300x300.jpg 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho-150x150.jpg 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/jorge-carvalho.jpg 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-11644" class="wp-caption-text">Prof. Dr. Jorge Carvalho do Nascimento</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">As 22 famílias de colonos alemães que formaram a Colônia do Quissamã chegaram a Aracaju em fevereiro de 1924, a bordo do vapor Comandante Miranda. Eram 82 imigrantes que receberam os lotes do Centro Agrícola Epitácio Pessoa. O fato era considerado tão importante que o próprio presidente do Estado, Graccho Cardoso, e o secretário de governo, Hunald Cardoso (foto), estiveram pessoalmente a bordo do navio recebendo os colonos, dando boas vindas e os encaminhando para uma hospedaria na qual estes permaneceram durante oito dias. Na mesma oportunidade foi designado o médico Alexandre Freire para inspecionar as condições de saúde dos imigrantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao serem transferidos para a Colônia, receberam as 20 casas que o governo mandara construir em lotes de 150 tarefas, todas dotadas com luz elétrica e instalações sanitárias. Além disso, os colonos recebiam assistência dentária e tinham a liberdade de escolher a cultura que pretendiam explorar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dezoito meses depois do assentamento, em setembro de 1925, o próprio presidente Graccho Cardoso informou à Assembléia Legislativa que, das 22 famílias iniciais, apenas 16 continuavam vivendo no assentamento, totalizando 53 pessoas. 29 alemães haviam abandonado o projeto. Contudo, o governante continuava otimista quanto ao futuro do empreendimento: “melhor não pode ser o estado de desenvolvimento da colônia, pelo que se pode inferir da boa disposição que os seus membros apresentam, resultante das ótimas condições sanitárias e da adaptação fácil de todos aos costumes regionais. Eles estão atualmente empenhados na cultura da cana, do algodão e da mandioca”.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final de dois anos, apenas um alemão, Oscar Backhaus, permanecia em Sergipe. Suas condições de sobrevivência eram muito difíceis e, sem condições de continuar vivendo na colônia, ele conseguiu se mudar para a Fazenda Varzinhas, em Laranjeiras, propriedade de uma família alemã (os Hagenbeck). Os demais alemães haviam abandonado a Colônia e o Estado. Alguns mudaram para a Bahia, outros foram para Santa Catarina e outros regressaram ao seu país de origem.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse período circulavam muitas histórias a respeito da miserável situação que se abatera sobre os colonos alemães do Quissamã. Os críticos do projeto afirmavam que o mesmo fracassara em função de dois fatores: a insalubridade do Quissamã, área sujeita a febres palustres; e os hábitos e padrões alimentares praticados em Sergipe nos anos 20 do século passado. Todavia, há estudos que atribuem o insucesso ao fato de os alemães que vieram para Sergipe serem homens urbanos, pouco afeitos a atividade agrícola. Costumam exemplificar com a situação do próprio Oscar Backhaus que no seu país era um desenhista têxtil especializado na produção de rendas.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="box shadow  "><div class="box-inner-block"><i class="fa tie-shortcode-boxicon"></i>
			
<p style="text-align: justify;">Há uma outra explicação para o insucesso desse tipo de experiência. Josué Modesto dos Passos Subrinho afirma no seu estudo sobre o trabalho escravo em Sergipe que desde o século XIX, “os senhores de terras e de escravos nordestinos não acreditavam na imigração massiva como solução para a superação do trabalho escravo”. Segundo ele, “no final da década de 1870, a imigração era encarada majoritariamente pela elite nordestina como um desperdício de recursos públicos, recursos que, no entender da mesma, deveriam ser direcionados preferencialmente ao crédito agrícola, à construção de ferrovias e portos, subsídios às linhas de navegação a vapor ou genericamente nos auxílios à lavoura”.</p>

			</div></div>
<p style="text-align: justify;">O assentamento de trabalhadores alemães no Quissamã fracassou. Este, porém, não foi o único caminho para a entrada em Sergipe de imigrantes alemães. Desde a metade do século XIX havia um vigoroso processo de fixação de empresas e técnicos alemães em Sergipe, que aqui se fixaram em função dos mais variados interesses econômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1836, o presidente da Província de Sergipe, Fernandes de Barros, fez a defesa da importância de levar colonos e empresários estrangeiros para Maruim, a fim de acelerar o processo de desenvolvimento econômico daquela área do Vale do Cotinguiba, que florescia com a economia açucareira. A partir da metade do século XIX a imigração alemã teria forte presença na cidade e contribuiria de modo definitivo para o aumento da riqueza econômica local, fazendo de Maruim aquilo que os seus memorialistas costumam chamar de o empório de Sergipe. Os registros acerca da presença desses alemães são abundantes em diferentes arquivos públicos e privados. Contudo, tem havido pouco interesse, por parte dos estudiosos da história em lidar com esse material para compreender as contribuições oferecidas à organização desta sociedade por aqueles europeus.</p>
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