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	<title>Arquivo para afetivas - Só Sergipe</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>Memórias natalinas</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/memorias-natalinas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Thadeu Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 09:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lá Vem História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Luiz Thadeu Nunes (*) &#160; Estes dias revirando gavetas atrás de um documento, achei alguns cartões de Natal. Aqueles tradicionais, com o desenho do rosto rechonchudo do Papai Noel, outros com árvores de Natal e renas. Amarelados pelo tempo, li cada mensagem. Algumas de pessoas queridas que não estão mais por aqui, mas &#8230;</p>
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<blockquote><p>Por Luiz Thadeu Nunes (*)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<span class="dropcap ">E</span>stes dias revirando gavetas atrás de um documento, achei alguns cartões de Natal. Aqueles tradicionais, com o desenho do rosto rechonchudo do Papai Noel, outros com árvores de Natal e renas. Amarelados pelo tempo, li cada mensagem. Algumas de pessoas queridas que não estão mais por aqui, mas que desejavam felicidades, saúde, paz; o essencial para ser feliz. Tenho até um cartão musical, ao abri-lo, tocava música. Acho que não fabricam mais cartões musicais.</p>
<p>Engraçado como o tempo sempre segue em frente, e a memória se encarrega de nos puxar para trás, nos reconectando com o passado. Em outra gaveta, achei alguns cartões mais recentes, desses que se comprava nos Correios: escrevia uma mensagem, lacrava, e enviava para a casa de parentes e amigos. Eram cartões pré-pagos. Esses não tinham graça, eram assépticos, padronizados. Hoje tudo é digital e impessoal, não existe mais mensagens impressas. A maioria são mensagens que são coladas e encaminhadas. Empobrecemos de sentimentos.</p>
<p>Os cartões me levaram aos natais de tempos idos, que ficaram lá atrás. Sou movido por memórias afetivas.</p>
<p>Nos natais, sempre lembro de minha mãe. Lembrei da alegria que minha mãe tinha em ir ao comércio, comprar tecido, que era chamado pano, para fazer roupas para a família inteira usar na noite natalina. O aviamento era para fazer roupa para seis filhos, e o vestido dela, que um figurinista desenhava, ali mesmo, em um papel A4, a lápis. A costureira morava perto de nossa casa, e com antecedência, mamãe reservava o dia para levar todo o material.</p>
<p>Um dia antes, nossa casa, com piso de cimento liso vermelho xadrez, era encerado com escovão e cera parquetina, que se comprava na mercearia do bairro.</p>
<p>O jantar de Natal era feito por mamãe, com a ajuda de Binoca, nossa faz-tudo. Virgínia Sena, seu nome de batistério, veio muito mocinha morar em nossa casa. Era de Santa Rita, MA, e tinha um sonho desde criança. Ter um dente de ouro. Ao completar 18 anos, dona de dentição perfeita, pediu para o prático arrancar um dente da frente e colocou o dente de ouro. Negra, sorriso bonito, sorria feliz, exibindo seu troféu reluzente.</p>
<figure id="attachment_84013" aria-describedby="caption-attachment-84013" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-84013 size-medium" src="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-300x300.png" alt="" width="300" height="300" srcset="https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-300x300.png 300w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-1024x1024.png 1024w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-150x150.png 150w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280-768x768.png 768w, https://www.sosergipe.com.br/wp-content/uploads/2024/12/food-8379847_1280.png 1280w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><figcaption id="caption-attachment-84013" class="wp-caption-text">O peru da ceia natalina</figcaption></figure>
<p><span class="sigijh_hlt">Mamãe e Binoca se esmeravam em fazer o banquete que seria servido na noite de Natal, após chegarmos da missa. </span>Tudo feito em casa. Fartura de comida: capão recheado, carne de porco, vatapá, macarrão, arroz com passas, torta de camarão. Não podia faltar o peru, que fora morto por Binoca, em um ritual que consistia em comer milhos embebidos na cachaça, e ter o pescoço cortado; morria de véspera. As crianças eram proibidas de assistir à morte do peru.</p>
<p><span class="sigijh_hlt">Para sobremesa: </span>rabanadas e torta fria, feita com biscoito maizena, além de compotas de pêssego e de figo. Enfeitando a mesa: castanhas portuguesas, maçãs argentinas, que vinham enroladas em papel roxo; nozes, peras, uvas, ameixas, abacaxi. Para beber: vinho de garrafão, ponche, Coca-Cola, Fanta Uva, Fanta laranja, e o principal Cola Jesus, “O sonho cor de rosa das crianças”. Todas as sobras da ceia se transformavam no almoço do dia seguinte.</p>
<p>A árvore de Natal era prateada, com bolas que lembravam casca de ovo; muito frágeis, e tinha a ponteira, com um mine-presépio dentro. O pisca-pisca era de vidro, com o rosto de Papai Noel, e dava choque.</p>
<p>Na árvore, os presentes enrolados com papéis coloridos com figuras natalinas, que eram colocados embaixo das camas e redes, quando nos deitávamos.  Alegria maior era acordar no dia 25 e saber que o bom velhinho passara por lá, enquanto dormíamos, sem esquecer de ninguém. Lembro dos carros a corda, depois os carros com pilha. Tive carro dos bombeiros, do exército, ambulância. Ganhei um forte Apache, e um Ferrorama. Minhas irmãs ganhavam bonecas loiras, em geral, eram brinquedos da fabricante Estrela, a maior do Brasil.</p>
<p>Quando cresci um pouco mais, ganhei uma bicicleta Caloi. Alegria total.</p>
<p>Uma vez perguntei para minha mãe: “O que a senhora quer ganhar de presente?&#8221;.</p>
<p>Ela respondeu: “Saúde e que ninguém falte no próximo Natal!”.</p>
<p>“Não, mãe… Um presente de verdade&#8230; Que eu possa comprar pra senhora&#8230; Alguma coisa que a senhora goste”.</p>
<p>Hoje, percebo o quanto ela estava certa; os presentes não são nada, se a pessoa que amamos não estiver presente.</p>
<p>Faz 48 anos que não tenho a presença de minha mãe na noite de Natal. Cresci, e no outono da vida continuo com carência de mãe.</p>
<p>Dizem que a saudade diminui com a passagem do tempo; não é verdade, a saudade muda de intensidade.</p>
<p>Enquanto as crianças sonham com presentes debaixo da árvore e os adultos relembram os momentos preciosos do passado, lembre-se de que o Natal é um tempo para renovar nossos laços familiares e amizades. É uma oportunidade para expressarmos gratidão por aqueles que tornam nossas vidas especiais e para demonstrar amor e carinho, pois são essas conexões que tornam a vida verdadeiramente rica.</p>
<p>Que a magia do Natal inspire você a acreditar nos milagres que estão ao seu redor todos os dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
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