segunda-feira, 11/11/2019
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Perspectivas futuras para utilização dos juros

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David de Andrade Rocha (*)

No dia 30/10/2019 o Copom (Comitê de Política Monetária) novamente baixou  meta de 0,5 pontos percentuais da Taxa Selic, fazendo assim com que ela chegasse a 5% ao ano pela primeira vez na história do Brasil. Não bastasse isso, em ata explicativa, o Copom deixou claro que ira continuar o ciclo de baixa na próxima reunião.

Com isso temos diversas perspectivas que podemos usar para nortear nossas decisões financeiras, não somente relacionada ao mundo dos investimentos como também a empreendimentos e a negociação de dívidas.

Ao baixar os juros básicos da economia, o Copom sinaliza um afrouxo muito bem-vindo nas rédeas da política econômica, pois, libera em médio prazo a capacidade de geração de emprego, o que é muito bom, inclusive para os empregos temporários no fim do ano que costumam movimentar a economia e trazer renda para diversas famílias.

Isso se deve ao fato de que fica mais fácil pegar crédito com os bancos para investir em seu próprio negócio, o que, se feito de maneira correta, aliado a um bom plano de negócios, possibilita uma movimentação de renda capaz de gerar empregos direta e indiretamente, isso na visão do pequeno e médio empreendedor. Imagine agora para o grande empresário. É esperado só para Sergipe uma expressiva geração de empregos temporários e talvez até permanentes.

Com o crédito mais barato, é provável que essa previsão venha a ser consolidada. Mas as vantagens de ter juros na sua mínima histórica não param por aí. Hoje, no Brasil, temos muitas pessoas presas a financiamentos e créditos caros que poderão renegociá-los a uma taxa de juros menor, o que, no final, reduziria o montante de sua dívida. O mesmo vale para quem já está inadimplente, pois, com essas taxas podem fazer acordos muito bons para a quitação desses débitos.

Já para os investidores do mercado financeiro, as oportunidades em Renda Fixa se tornam mais raras, pois, com juros muitos baixo o lucro real de tais aplicações às vezes se torna irrisório, principalmente quando se trata das aplicações mais comuns como a Caderneta de Poupança ou CDBs. O investidor terá de buscar conhecimento e informações sobre outros produtos, sejam na Renda Fixa ou na Renda Variável, para que seu dinheiro se multiplique de forma eficiente.

Por fim, vamos torcer para que esse ciclo de baixa de juros continue e seja feito de forma consciente para não trazer a inflação desgovernada novamente. Aproveitemos as oportunidades que ele oferece, mas, devemos nos precaver para que numa eventual subida dos juros não sejamos pegos de surpresa.

Até a próxima.

(*) David Rocha escreve semanalmente, às terças-feiras. Ele é assessor de investimentos e educador financeiro, que vive o mercado diariamente, desde 2011, e autor do livro Tesouro Direto – Um Caminho para a liberdade financeira de 2016.

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