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	Comentários sobre: Para onde vão literatura e arte?	</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		<title>
		Por: Léo Mittaraquis		</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-onde-vao-literatura-e-arte/#comment-521</link>

		<dc:creator><![CDATA[Léo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jan 2024 11:55:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Apois, Seo Correia...

Quase que cometo uma gafe estética e intelectual — disse a mim mesmo: &quot;O quê??!! Alguém lê Mirisola por aqui?&quot;
Contudo, logo em seguida, revi minha estupefação. Afinal, por aqui há quem leia sim, e leia bem. E, de quebra, escreve bem. E bem melhor que eu, diga-se de passagem marcada para Pasárgada.

Luciano Correia a chutar o balde, o pau da barraca e o baixo-ventre das iletradas academias! E o fazendo com rascante elegância.

Mas o ponto foi o jornalista de escol citar um cão danado: o Marcelo Mirisola e, pari passu, tocar com dedo na purulenta ferida aberta na carne da descambada produção literária in loco e alhures — salvaguardadas as devidas exceções. Marisola, uma destas.

Em tempo: não sou de me deixar fascinar por rebeldes e malditos de meia-pataca, por insurreições histéricas manifestas em nome de ninharias.

Mas, imerso no trabalho e nos estudos, ao mesmo tempo, no claustro [como diria Mirisola] em que produzo, penso, escrevo, bebo, fumo até a Imperatriz me convocar e provocar, a ouvir, neste momento, as sonatas para violino de Bocherini, fui como que atraído pela singularidade [roubo o termo da alta cosmologia] do artigo do velho Correia. E, como em oníricas brumas, retornei, mnemonicamente ao passado. Recordei trecho marcante de &quot;Joana a contragosto&quot;, do cáustico escritor aqui memcionado: &quot;Joana é meu corvo nevermore&quot;. Não lembro bem, Seo Correia, confesso, de todo o livro.
E lembro, alguma coisa [enquanto as sombras conradianas da senilidade cravam em mim suas garras infectas pelas águas do Letes], de &quot;O Homem da Quitinete [ou será da varanda?] de Marfim. Crônicas, se bem ou mal recordo.

Entre os textos desta coletânea, digamos assim, recordo do escárnio inteligente que o autor atira contra o mano Caetano. E doutra crônica em que Mirisola desmistifica Foucault [aí foi desta velha traça aqui ir ao recatado delírio].

O lamentável é que &quot;li de emprestado&quot;. Os livros não eram meus. Até tentei roubar um, apostando no esquecimento do proprietário. Que nada: cobrou-me entre copos de cerveja. Devolvi, sim.

Apois, Seo Correia [Não que isso seja de grande valia], vosmecê figura entre os pouquíssimos, por aqui, aos quais devoto admiração e respeito. Não quero com isso, bem entendido, dar a impressão de que, do seu lado, haja sentimento correlato. Jamais cobro este tipo de equidade a seu ninguém.

Enfim, texto marcante. Touro em loja de porcelanas. Outros, do tipo, venham. Os lerei com alegria.

Forte abraço<img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f377.png" alt="🍷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f377.png" alt="🍷" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apois, Seo Correia&#8230;</p>
<p>Quase que cometo uma gafe estética e intelectual — disse a mim mesmo: &#8220;O quê??!! Alguém lê Mirisola por aqui?&#8221;<br />
Contudo, logo em seguida, revi minha estupefação. Afinal, por aqui há quem leia sim, e leia bem. E, de quebra, escreve bem. E bem melhor que eu, diga-se de passagem marcada para Pasárgada.</p>
<p>Luciano Correia a chutar o balde, o pau da barraca e o baixo-ventre das iletradas academias! E o fazendo com rascante elegância.</p>
<p>Mas o ponto foi o jornalista de escol citar um cão danado: o Marcelo Mirisola e, pari passu, tocar com dedo na purulenta ferida aberta na carne da descambada produção literária in loco e alhures — salvaguardadas as devidas exceções. Marisola, uma destas.</p>
<p>Em tempo: não sou de me deixar fascinar por rebeldes e malditos de meia-pataca, por insurreições histéricas manifestas em nome de ninharias.</p>
<p>Mas, imerso no trabalho e nos estudos, ao mesmo tempo, no claustro [como diria Mirisola] em que produzo, penso, escrevo, bebo, fumo até a Imperatriz me convocar e provocar, a ouvir, neste momento, as sonatas para violino de Bocherini, fui como que atraído pela singularidade [roubo o termo da alta cosmologia] do artigo do velho Correia. E, como em oníricas brumas, retornei, mnemonicamente ao passado. Recordei trecho marcante de &#8220;Joana a contragosto&#8221;, do cáustico escritor aqui memcionado: &#8220;Joana é meu corvo nevermore&#8221;. Não lembro bem, Seo Correia, confesso, de todo o livro.<br />
E lembro, alguma coisa [enquanto as sombras conradianas da senilidade cravam em mim suas garras infectas pelas águas do Letes], de &#8220;O Homem da Quitinete [ou será da varanda?] de Marfim. Crônicas, se bem ou mal recordo.</p>
<p>Entre os textos desta coletânea, digamos assim, recordo do escárnio inteligente que o autor atira contra o mano Caetano. E doutra crônica em que Mirisola desmistifica Foucault [aí foi desta velha traça aqui ir ao recatado delírio].</p>
<p>O lamentável é que &#8220;li de emprestado&#8221;. Os livros não eram meus. Até tentei roubar um, apostando no esquecimento do proprietário. Que nada: cobrou-me entre copos de cerveja. Devolvi, sim.</p>
<p>Apois, Seo Correia [Não que isso seja de grande valia], vosmecê figura entre os pouquíssimos, por aqui, aos quais devoto admiração e respeito. Não quero com isso, bem entendido, dar a impressão de que, do seu lado, haja sentimento correlato. Jamais cobro este tipo de equidade a seu ninguém.</p>
<p>Enfim, texto marcante. Touro em loja de porcelanas. Outros, do tipo, venham. Os lerei com alegria.</p>
<p>Forte abraço🍷🍷</p>
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		Por: Rômulo		</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/para-onde-vao-literatura-e-arte/#comment-519</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rômulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 05:38:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bravo, meu caro. É isso!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bravo, meu caro. É isso!</p>
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