A ministra Marina da Silva e o senador Plínio Valério, que a agrediu Foto: Agência Senado
Por Valtênio Paes (*)
Por diversas vezes interromperam a fala de Marina, usavam argumentos mentirosos e agressivos. Gentil, permitiu perguntas de senador que outrora dissera que “tinha desejo de enforcá-la”. Inacreditável é que partidários do governo, presidente do Senado, presidente da comissão, permitiram tais ações de incivilidade.
O Senado, casa do debate político nacional, foi à lama do fundo do poço. Dois senadores defensores da ganância capitalista, e os(as) eleitores(as) que neles votaram permitiram essa tragédia de violência, na busca do prazer de agredir.
Contrariando as evidências científicas ambientais e a serviço do lucro sem proteção ambiental, os dois senadores praticaram a ignorância violenta contra uma ministra de Estado e mentiram numa casa parlamentar sem qualquer zelo e urbanidade que a função exige.
Como negacionistas, os senadores rejeitam a redução de 64,26% nas queimadas na Amazônia em 2024. Mostraram-se insatisfeitos porque o atual governo, liderado por Marina Silva, atuou para enfraquecer o poder econômico que manipula os eleitores e promove o negacionismo.
Cientificamente, é inquestionável que o garimpo ilegal afeta a floresta, as chuvas, traz doenças para os povos da região e enriquece poderosos. Em 2024 a área de influência do garimpo ilegal, na reserva Yanomami, foi reduzida em mais de 91%. Sem fiscalização, permite o mercúrio usado na atividade do garimpo aconteça sempre próximo aos rios, o que contamina toda a região, levando desmatamento, sedimentação dos rios, grilagem de terras e aumento da violência.
Com a maior fiscalização trazida pela ministra Marina Silva na Amazônia, a contaminação dos rios diminuiu, o garimpo ilegal de igual modo, também. Tais fatos aguçaram a ira e a violência estúpidas dos dois senadores que assumem o negacionismo como bandeira política.
Em 2026 teremos eleição para deputados, senadores e presidente da república. Eleitores e eleitoras devem acordar para não votarem em candidatos destas estirpes. Quem escolhe numa eleição também é culpado pelos negacionistas eleitos. Estados do Amazonas e Roraima não merecem esses dois senadores.
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