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	Comentários sobre: Ivan Valença leva um pedaço do jornalismo sergipano	</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		Por: Ancelmo Góis		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ancelmo Góis]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Apr 2025 21:25:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Grato, grato mesmo, por enviar este texto do Luciano Correia sobre Ivan Valença, que me ensinou os primeiros caminhos das pedras da profissão. Nas últimas 48 horas eu não parei de pensar um minuto. De um lado,  triste com a partida de quase toda minha geração da Gazeta dos agitados anos 60 como, entre outros,  Orlando Dantas, José Rosa de Oliveira Neto, Paulo Barbosa de Araújo, Luiz Antônio Barreto,  Carlos Alberto Chatô e agora Ivan. Do outro, pensei que sorte a minha ter sido adotado, ainda adolescente, por esta turma - a quem devo uma gratidão eterna. No mais:  gostaria de compartilhar  trechos de um antigo depoimento que fiz para a Associação Brasileira de Imprensa. Vida que segue.

 
ABI  — O que mais é marcante na sua atuação no jornalismo em Sergipe?

Ancelmo — A imensa generosidade de pessoas que me ajudaram naquele período, como os dois grandes mestres que eu tive. Um deles foi o José Rosa de Oliveira Neto (que já morreu) e chegou a ser dirigente do Partido Socialista. Ele me orientou muito com relação à leitura. Eu era um jovem metido a besta, que só queria saber de livros de Filosofia. Ele me dava bronca e dizia: “Você não tem que ler livros de Filosofia p… nenhuma. Vá ler José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado”. Esse cara foi fundamental na minha vida.
ABI  — Você citou um dos seus mestres, quem foi o outro?
Ancelmo — O Ivan de Macedo Valença, que está vivo e esteve na minha festa de 60 anos. Ele foi o meu primeiro chefe na Gazeta de Sergipe. Um profissional com uma grande sensibilidade jornalística. Estávamos na década de 60, quando o creme do creme do jornalismo brasileiro era o nosso Jornal do Brasil, no qual ele se inspirava. O Jornal do Brasil tinha o “Informe JB”, então o Ivan criou o “Informe GS” (Informe Gazeta de Sergipe). Ele morava em Aracaju, que naquela época era uma cidade pequena ainda, mas vivia antenado, pesquisando o que era bem-feito.
ABI  — Que outras inovações o Ivan introduziu na Gazeta?
Ancelmo — Na Gazeta de Sergipe ele introduziu muitas ideias gráficas que pesquisava nos jornais, inclusive publicações estrangeiras. Mas principalmente do Jornal do Brasil. Eu fui criado nesse ambiente até que veio o golpe de 1964.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Grato, grato mesmo, por enviar este texto do Luciano Correia sobre Ivan Valença, que me ensinou os primeiros caminhos das pedras da profissão. Nas últimas 48 horas eu não parei de pensar um minuto. De um lado,  triste com a partida de quase toda minha geração da Gazeta dos agitados anos 60 como, entre outros,  Orlando Dantas, José Rosa de Oliveira Neto, Paulo Barbosa de Araújo, Luiz Antônio Barreto,  Carlos Alberto Chatô e agora Ivan. Do outro, pensei que sorte a minha ter sido adotado, ainda adolescente, por esta turma &#8211; a quem devo uma gratidão eterna. No mais:  gostaria de compartilhar  trechos de um antigo depoimento que fiz para a Associação Brasileira de Imprensa. Vida que segue.</p>
<p>ABI  — O que mais é marcante na sua atuação no jornalismo em Sergipe?</p>
<p>Ancelmo — A imensa generosidade de pessoas que me ajudaram naquele período, como os dois grandes mestres que eu tive. Um deles foi o José Rosa de Oliveira Neto (que já morreu) e chegou a ser dirigente do Partido Socialista. Ele me orientou muito com relação à leitura. Eu era um jovem metido a besta, que só queria saber de livros de Filosofia. Ele me dava bronca e dizia: “Você não tem que ler livros de Filosofia p… nenhuma. Vá ler José Lins do Rego, Graciliano Ramos e Jorge Amado”. Esse cara foi fundamental na minha vida.<br />
ABI  — Você citou um dos seus mestres, quem foi o outro?<br />
Ancelmo — O Ivan de Macedo Valença, que está vivo e esteve na minha festa de 60 anos. Ele foi o meu primeiro chefe na Gazeta de Sergipe. Um profissional com uma grande sensibilidade jornalística. Estávamos na década de 60, quando o creme do creme do jornalismo brasileiro era o nosso Jornal do Brasil, no qual ele se inspirava. O Jornal do Brasil tinha o “Informe JB”, então o Ivan criou o “Informe GS” (Informe Gazeta de Sergipe). Ele morava em Aracaju, que naquela época era uma cidade pequena ainda, mas vivia antenado, pesquisando o que era bem-feito.<br />
ABI  — Que outras inovações o Ivan introduziu na Gazeta?<br />
Ancelmo — Na Gazeta de Sergipe ele introduziu muitas ideias gráficas que pesquisava nos jornais, inclusive publicações estrangeiras. Mas principalmente do Jornal do Brasil. Eu fui criado nesse ambiente até que veio o golpe de 1964.</p>
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