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Exército reprovado por Caxias com as joias do Planalto

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Por Valtênio Paes de Oliveira (*)

 

Com histórias marcantes na guerra com o Paraguai, guerras mundiais, proteção das fronteiras do país, dentre outras ações militares e sociais, novamente participantes do Exército voltam à cena na imprensa brasileira produzindo lamentável cenário para o povo brasileiro. Como se não bastasse o período 1964-1985 e nosso escrito aqui, em 19 julho de 2021 – “Meu Exército” ou o de Caxias – criticando a participação do general Pazuello, coronel Élcio Franco, coronel Marcelo Blanco e outros, maculando a imagem da instituição, agora, surgem outros nomes no esgoto de Brasília.

Nos dias atuais, gravemente, atos isolados, como a participação da “dinastia Cid”- general Mauro Cesar Lourena Cid e tenente coronel Mauro Cesar Barbosa Cid – seguida pelo tenente coronel Marcelo Câmara, primeiro tenente Osmar Crivellati, coronel Marcelo Jesus voltaram a envergonhar o povo brasileiro. Como acreditar que um general do Exército brasileiro, e outras pessoas de patentes distintas, se propuseram ser intermediários de venda de joias num esquema internacional? Ridicularizam a boa gestão pública dentro e fora do país. Pior ainda, permitiram uma aliança criminosa entre corrupção e atentado ao Estado Democrático de Direito com a proximidade com o 08/01.23.

A operação Lucas 12.2, investigação da Policia Federal, aponta participação direta destes e outros militares, no entorno do Palácio do Planalto em 2022. O cerco investigativo tomou vigor com depoimentos do hacker Delgatti. As defesas são tão difíceis que houve investigado desesperado, mudando de advogado como se muda de camisa.

A Constituição Federal estabelece no artigo 142 que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Tais condutas radicalmente estão na contramão de uma gestão ilibada. Já passou o momento de a caserna cuidar da caserna. A política aos políticos!

Definitivamente, é preciso que membros do Exército se recolham à função precípua desta instituição militar. Brasileiros tantos, como Caxias, com certeza, estão envergonhados pelo derretimento da imagem de instituições. Atos assim não são atos do Exército de Caxias. Ou as instituições militares assumem exclusivamente a atividade militar prevista na Constituição ou as respectivas imagens vão residir no esgoto. A possibilidade existe, a escolha é do alto comando.

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Valtenio Paes de Oliveira

(*) Professor, advogado, especialista em educação, doutor em Ciências Jurídicas, autor de A LDBEN Comentada-Redes Editora, Derecho Educacional en el Mercosur- Editorial Dunken e Diálogos em 1970- J Andrade.

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