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	Comentários sobre: Esquerda X direita vencidas pela prática do  individualismo	</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		Por: MARCUS ÉVERSON SANTOS		</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/esquerda-x-direita-vencidas-pela-pratica-do-individualismo/#comment-3652</link>

		<dc:creator><![CDATA[MARCUS ÉVERSON SANTOS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 16:32:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sei que o confrade Valtênio é completamente contra regimes autoritários, mas, é preciso que se diga o seguinte em favor dos fatos: Foram em regimes autoritários que a supressão total do individuo, técnicas de despersonalização, de desindividuação foram amplamente empregadas para formular movimentos de massa (Vide a leitura de Gustave Le Bon - &quot;Psicologia das Multidões&quot; e Karl Marnheim &quot;O diagnóstico de nosso tempo&quot; onde as técnicas de engenharia social estão muito bem esclarecidas). A supressão do individuo em regimes totalitários é uma característica marcante, que busca manter o controle e a estabilidade do poder, frequentemente à custa das liberdades e direitos individuais dos cidadãos. Isso resulta em sociedades onde a individualidade e a autonomia são severamente restringidas. Le Bon em seu livro Psicologia das Multidões argumenta que, em contextos de massa, os indivíduos perdem sua identidade pessoal e são influenciados por sentimentos e comportamentos coletivos (alguém tem dúvida de que é isso que vem acontecendo no Brasil). Qual o risco disso: o populismo. A elevação de lideres políticos como se os mesmos fossem os únicos salvadores da nação. O pensamento de colmeia (coletivo) é justamente assim estimulado para evitar contestações individuais.  Na multidão, os indivíduos tendem a agir de forma irracional e instintiva, muitas vezes guiados por emoções como medo, raiva ou entusiasmo, em vez de raciocínio lógico. Gritam Mito, Mito, Mito !! Dentre outras imprecauções. Em regimes coletivistas as ideias podem se espalhar rapidamente entre os membros da multidão, criando um efeito de contágio emocional. Sob esse efeito emocional é vantajosa a polarização. O Eu contra Eles. Assim tem sido e se consumado mundo afora. Na ausência de um voz individual que se imponha a isso a diversidade entre os indivíduos tende a desaparecer em uma multidão, resultando em uma homogeneização de opiniões e comportamentos. Em sistemas coletivistas há um forte potencial de manipulação das massas por líderes carismáticos ou ideologias, que podem direcionar as emoções coletivas para fins específicos, muitas vezes negativos. Daí porque Kant enfatizava a importância da razão e da autonomia do indivíduo. A verdadeira liberdade e autonomia vêm do uso da razão. O esclarecimento como afirmava Kant permite que os indivíduos questionem dogmas e tradições, promovendo um pensamento crítico. O pensamento coletivista é heterônomo posto que fica à espera da palavra gatilho de um líder, seja ele espiritual ou politico. O pensamento individual é autônomo serve-se de si mesmo sem depender de outrem. Esse é o mais belo atributo do que nos define como seres humanos: saber fazer uso livre da razão, ser autônomo. A boa convivência coletiva só virá com o respeito à liberdade individual.  Subscrevo assim essa discussão com o respeito merecido ao meu ex professor, colunista e irmão Valtênio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que o confrade Valtênio é completamente contra regimes autoritários, mas, é preciso que se diga o seguinte em favor dos fatos: Foram em regimes autoritários que a supressão total do individuo, técnicas de despersonalização, de desindividuação foram amplamente empregadas para formular movimentos de massa (Vide a leitura de Gustave Le Bon &#8211; &#8220;Psicologia das Multidões&#8221; e Karl Marnheim &#8220;O diagnóstico de nosso tempo&#8221; onde as técnicas de engenharia social estão muito bem esclarecidas). A supressão do individuo em regimes totalitários é uma característica marcante, que busca manter o controle e a estabilidade do poder, frequentemente à custa das liberdades e direitos individuais dos cidadãos. Isso resulta em sociedades onde a individualidade e a autonomia são severamente restringidas. Le Bon em seu livro Psicologia das Multidões argumenta que, em contextos de massa, os indivíduos perdem sua identidade pessoal e são influenciados por sentimentos e comportamentos coletivos (alguém tem dúvida de que é isso que vem acontecendo no Brasil). Qual o risco disso: o populismo. A elevação de lideres políticos como se os mesmos fossem os únicos salvadores da nação. O pensamento de colmeia (coletivo) é justamente assim estimulado para evitar contestações individuais.  Na multidão, os indivíduos tendem a agir de forma irracional e instintiva, muitas vezes guiados por emoções como medo, raiva ou entusiasmo, em vez de raciocínio lógico. Gritam Mito, Mito, Mito !! Dentre outras imprecauções. Em regimes coletivistas as ideias podem se espalhar rapidamente entre os membros da multidão, criando um efeito de contágio emocional. Sob esse efeito emocional é vantajosa a polarização. O Eu contra Eles. Assim tem sido e se consumado mundo afora. Na ausência de um voz individual que se imponha a isso a diversidade entre os indivíduos tende a desaparecer em uma multidão, resultando em uma homogeneização de opiniões e comportamentos. Em sistemas coletivistas há um forte potencial de manipulação das massas por líderes carismáticos ou ideologias, que podem direcionar as emoções coletivas para fins específicos, muitas vezes negativos. Daí porque Kant enfatizava a importância da razão e da autonomia do indivíduo. A verdadeira liberdade e autonomia vêm do uso da razão. O esclarecimento como afirmava Kant permite que os indivíduos questionem dogmas e tradições, promovendo um pensamento crítico. O pensamento coletivista é heterônomo posto que fica à espera da palavra gatilho de um líder, seja ele espiritual ou politico. O pensamento individual é autônomo serve-se de si mesmo sem depender de outrem. Esse é o mais belo atributo do que nos define como seres humanos: saber fazer uso livre da razão, ser autônomo. A boa convivência coletiva só virá com o respeito à liberdade individual.  Subscrevo assim essa discussão com o respeito merecido ao meu ex professor, colunista e irmão Valtênio.</p>
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		Por: MARCUS ÉVERSON SANTOS		</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/esquerda-x-direita-vencidas-pela-pratica-do-individualismo/#comment-3650</link>

		<dc:creator><![CDATA[MARCUS ÉVERSON SANTOS]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 13:59:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O irmão e colunista Valtênio foi certeiro na exposição de algumas ideias. Segundo o colunista faz-se necessário ressignificar conceitos, gestos, sentidos das palavras, tendo imperativo o diálogo e o bem-estar da humanidade em detrimento do individualismo. Mas, vejamos, para isso acontecer, para que possamos ressignificar o binômio conceitual esquerda e direita, somente em “detrimento do individualismo”. A expressão &quot;em detrimento&quot; significa que algo está sendo prejudicado ou afetado negativamente em função de outra coisa. É usada para indicar que um aspecto ou elemento está sendo sacrificado em favor de outro. O que está sendo sacrificado é o comunitarismo frente ao individualismo. Por exemplo, ao dizer &quot;A busca pelo lucro pode ocorrer em “detrimento da qualidade do produto&quot;, estamos afirmando que, ao priorizar o lucro, a qualidade do produto pode ser comprometida. Se os valores da sociedade moderna foram capazes de erguer um dos conceitos mais importantes da cultura ocidental, o conceito de tolerância, acredito que sim, que faz-se necessário aos que esbravejam tal conceito, a defesa do individuo, jamais em &quot;detrimento&quot; do individuo, em  prejuízo ou desvantagem deste o comunitarismo deve prevalecer. A liberdade individual, em sua essência, implica que os indivíduos têm o direito de agir segundo sua própria vontade, desde que não prejudiquem os outros. Isso inclui a liberdade de não ser igual a outros, ou seja, de expressar individualidade e diferenças. Em suma, a liberdade permite que os indivíduos sejam diferentes e não precisem ser iguais. No entanto, a busca por igualdade pode exigir que a liberdade de alguns seja limitada para garantir que todos tenham acesso a direitos e oportunidades. O desafio é encontrar um equilíbrio que respeite tanto a individualidade quanto a equidade social. O exercício da tolerância, a tentativa de rompimento do binômio esquerda e direita, individualismo e comunitarismo enfrenta tais dificuldades dialéticas. Não parece justo que em “detrimento do individualismo” o comunitarismo se imponha. Isso não é possível sem ferir de morte o conceito de liberdade individual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O irmão e colunista Valtênio foi certeiro na exposição de algumas ideias. Segundo o colunista faz-se necessário ressignificar conceitos, gestos, sentidos das palavras, tendo imperativo o diálogo e o bem-estar da humanidade em detrimento do individualismo. Mas, vejamos, para isso acontecer, para que possamos ressignificar o binômio conceitual esquerda e direita, somente em “detrimento do individualismo”. A expressão &#8220;em detrimento&#8221; significa que algo está sendo prejudicado ou afetado negativamente em função de outra coisa. É usada para indicar que um aspecto ou elemento está sendo sacrificado em favor de outro. O que está sendo sacrificado é o comunitarismo frente ao individualismo. Por exemplo, ao dizer &#8220;A busca pelo lucro pode ocorrer em “detrimento da qualidade do produto&#8221;, estamos afirmando que, ao priorizar o lucro, a qualidade do produto pode ser comprometida. Se os valores da sociedade moderna foram capazes de erguer um dos conceitos mais importantes da cultura ocidental, o conceito de tolerância, acredito que sim, que faz-se necessário aos que esbravejam tal conceito, a defesa do individuo, jamais em &#8220;detrimento&#8221; do individuo, em  prejuízo ou desvantagem deste o comunitarismo deve prevalecer. A liberdade individual, em sua essência, implica que os indivíduos têm o direito de agir segundo sua própria vontade, desde que não prejudiquem os outros. Isso inclui a liberdade de não ser igual a outros, ou seja, de expressar individualidade e diferenças. Em suma, a liberdade permite que os indivíduos sejam diferentes e não precisem ser iguais. No entanto, a busca por igualdade pode exigir que a liberdade de alguns seja limitada para garantir que todos tenham acesso a direitos e oportunidades. O desafio é encontrar um equilíbrio que respeite tanto a individualidade quanto a equidade social. O exercício da tolerância, a tentativa de rompimento do binômio esquerda e direita, individualismo e comunitarismo enfrenta tais dificuldades dialéticas. Não parece justo que em “detrimento do individualismo” o comunitarismo se imponha. Isso não é possível sem ferir de morte o conceito de liberdade individual.</p>
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