Negócios

Eneva garante R$ 18,2 bi e anuncia usina de R$ 7 bi em Sergipe


A Eneva informou que projeta R$ 18,2 bilhões em investimentos após conquistar contratos equivalentes a 5,06 gigawatts (GW) no leilão de capacidade realizado pelo governo federal. Desse total, cerca de R$ 7 bilhões serão destinados à construção de uma nova usina termelétrica em Barra dos Coqueiros, região metropolitana de Aracaju, reforçando a estratégia da companhia de expansão no Nordeste.

No leilão, a empresa garantiu contratos que envolvem tanto a recontratação de usinas já existentes quanto a viabilização de dois novos hubs de geração de energia e terminais de gás natural. Em paralelo, a Eneva também passou a atuar como fornecedora de gás para outros empreendimentos vencedores, com contratos de 4,2 milhões de m³/dia por 15 anos, a partir de 01 de outubro de 2028, e de 1,3 milhão de m³/dia por 10 anos, a partir de 01 de agosto de 2031, ampliando sua presença na cadeia de gás natural no país.

Em Sergipe, o projeto prevê a construção de uma nova usina termelétrica movida a gás natural, ampliando o chamado Hub Sergipe e consolidando o estado como um dos principais polos de geração de energia do Brasil.

A nova unidade terá capacidade de cerca de 1,3 gigawatt (GW) e deve gerar aproximadamente 3 mil empregos no pico das obras. Com isso, a companhia praticamente dobrará sua capacidade instalada em Sergipe, somando-se aos 1,6 GW da UTE Porto Sergipe I e alcançando quase 2,9 GW de potência total.

O governador Fábio Mitidieri destacou a relevância do investimento para o desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, a nova usina será construída ao lado da unidade já existente e deve impulsionar a geração de emprego e renda, além de fortalecer a posição de Sergipe no mercado de gás natural.

O governador Fábio Mitidieri e a executiva da Eneva, Regina França Foto: Reinaldo Moura

 

De acordo com a executiva Regina França, responsável pelas Relações Institucionais da empresa, o cronograma prevê cerca de dois anos de obras, com início de operação estimado para 2028. Ela ressaltou que o investimento terá impacto direto na cadeia produtiva regional.

Entenda o leilão

O projeto foi viabilizado por meio do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em articulação com o Ministério de Minas e Energia e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Esse tipo de leilão tem como objetivo garantir a segurança do sistema elétrico nacional, contratando usinas que possam entrar em operação quando há maior demanda por energia, especialmente em horários de pico.

O modelo permite tanto a contratação de empreendimentos existentes quanto a viabilização de novos projetos — como a usina anunciada pela Eneva — com previsão de entrega nos próximos anos, contribuindo para evitar riscos de desabastecimento diante do crescimento do consumo no país.

Movimento decisivo

A presença da Eneva em Sergipe se consolidou a partir de 2020, com a entrada em operação da UTE Porto Sergipe I, uma das maiores termelétricas a gás natural da América Latina. A companhia estruturou no estado o chamado Hub Sergipe, que integra geração de energia e infraestrutura de gás natural, incluindo terminal de GNL e conexão com gasodutos.

O complexo combina geração de energia com infraestrutura logística de gás natural, incluindo um terminal de gás natural liquefeito (GNL) capaz de processar até 21 milhões de metros cúbicos por dia, além de conexão com a malha nacional de gasodutos.

Esse modelo permite à empresa atuar de forma integrada no setor energético e tem impulsionado a economia local, com geração de empregos, movimentação da cadeia logística e aumento da arrecadação estadual. A nova usina representa a expansão desse complexo.

Outro diferencial do projeto em Sergipe é a infraestrutura portuária e offshore. O gás natural utilizado na usina chega ao estado por navios e é processado em uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação (FSRU), instalada a cerca de 6,5 km da costa, sendo depois transportado por gasoduto até a usina.

Além do impacto energético, o Hub Sergipe também movimenta a economia local. A operação da usina demanda importação recorrente de GNL, ativando cadeias logísticas e portuárias e gerando arrecadação tributária para o estado. Em períodos de maior despacho, a atividade pode gerar milhões em ICMS e estimular setores associados à indústria de energia.

A companhia também vem ampliando sua atuação social e econômica no estado, com investimentos em fornecedores locais e programas de capacitação profissional, reforçando a estratégia de desenvolvimento regional associada aos seus projetos energéticos.

 

Antônio Carlos Garcia

CEO do Só Sergipe

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