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	Comentários sobre: Diário da viagem a Santiago de Compostela	</title>
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	<description>Notícias de Sergipe levadas a sério.</description>
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		Por: Léo Mittaraquis		</title>
		<link>https://www.sosergipe.com.br/diario-da-viagem-a-santiago-de-compostela/#comment-756</link>

		<dc:creator><![CDATA[Léo Mittaraquis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 23:44:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quanto ao palimpsesto do colega @⁨~Hernan Centurion Sobral⁩...
                                                                                                       Houve um tempo em que a trilha de Compostela era algo como sacro-fashion. Uma publicação forjou esta situação.
Quando li, creio que em 89, &quot;Diário de um Mago&quot;, percebi algumas coisas: 1) Coelho entendia muito de marketing druídico-xamânico. Neste ponto, como defensor do livre-mercado, de bem com a cultura capitalista que sou, achei tudo muito certo (não que o mago precise da minha aprovação, bem entendido). É mercadoria, é venda, é lucro. Melhor para ele; 2) &quot;Diário de um Mago&quot; é um plagio descarado de &quot;A Erva do Diabo&quot;, escrita por Carlos Castañeda, sobre os supostos ensinamentos do índio-feiticeiro, da linhagem Yaqui, oriundo de Sonora.
E não foi apenas, como se fosse pouco, com Dom Juan que Carlos Castañeda aprendeu sobre os mundos &quot;tonal&quot; e &quot;nagual&quot;. Havia outro igualmente poderoso: Dom Genaro.
Coelho sabia que alguém iria notar a &quot;xerox&quot;, então até cita Dom Juan e Carlos Castañeda no tal diário.
Note-se que, logo no início, o ritual de espadas bem que me lembrou o épico “As brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley, publicado cinco anos antes. Pode ser só cisma deste pobre ancião senil. Mas ninguém me tira a impressão de que ali tem coisa...
Mas pro mode quê vem este estranho introito ao comentário que farei sobre o artigo de Hernan Centurion?
É que Centurion, revela que irá, pelo caminho, com o mesmo coração daquele soldado, em Cafarnaum, citado por Mateus. Ou seja, irá movido pela fé.
Seu texto, livre de artifícios, nos toca e comove.
Nada do toque “Star Wars” que permeia as coelhonianas páginas.
A simples complexidade está na maneira serena com que escreve, sem frases de efeito.
Eis um homem de conhecimento a compreender que de outro conhecimento necessita em seu caminho que toma a direção da Luz.
Pedreiro que é, está ciente da cota de pedra e argamassa que lhe cabe sob os desígnios do Grande Arquiteto.
São linhas fraternas, amigas, humildes, seguras. Podemos também, dentro das nossas possibilidades, seguir por elas.
Podemos, como Hernan Centurion, valermo-nos da bússola cuja agulha está imantada de força de vontade e firme crença.
Fez-me muito bem lê-lo neste domingo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto ao palimpsesto do colega @⁨~Hernan Centurion Sobral⁩&#8230;<br />
                                                                                                       Houve um tempo em que a trilha de Compostela era algo como sacro-fashion. Uma publicação forjou esta situação.<br />
Quando li, creio que em 89, &#8220;Diário de um Mago&#8221;, percebi algumas coisas: 1) Coelho entendia muito de marketing druídico-xamânico. Neste ponto, como defensor do livre-mercado, de bem com a cultura capitalista que sou, achei tudo muito certo (não que o mago precise da minha aprovação, bem entendido). É mercadoria, é venda, é lucro. Melhor para ele; 2) &#8220;Diário de um Mago&#8221; é um plagio descarado de &#8220;A Erva do Diabo&#8221;, escrita por Carlos Castañeda, sobre os supostos ensinamentos do índio-feiticeiro, da linhagem Yaqui, oriundo de Sonora.<br />
E não foi apenas, como se fosse pouco, com Dom Juan que Carlos Castañeda aprendeu sobre os mundos &#8220;tonal&#8221; e &#8220;nagual&#8221;. Havia outro igualmente poderoso: Dom Genaro.<br />
Coelho sabia que alguém iria notar a &#8220;xerox&#8221;, então até cita Dom Juan e Carlos Castañeda no tal diário.<br />
Note-se que, logo no início, o ritual de espadas bem que me lembrou o épico “As brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley, publicado cinco anos antes. Pode ser só cisma deste pobre ancião senil. Mas ninguém me tira a impressão de que ali tem coisa&#8230;<br />
Mas pro mode quê vem este estranho introito ao comentário que farei sobre o artigo de Hernan Centurion?<br />
É que Centurion, revela que irá, pelo caminho, com o mesmo coração daquele soldado, em Cafarnaum, citado por Mateus. Ou seja, irá movido pela fé.<br />
Seu texto, livre de artifícios, nos toca e comove.<br />
Nada do toque “Star Wars” que permeia as coelhonianas páginas.<br />
A simples complexidade está na maneira serena com que escreve, sem frases de efeito.<br />
Eis um homem de conhecimento a compreender que de outro conhecimento necessita em seu caminho que toma a direção da Luz.<br />
Pedreiro que é, está ciente da cota de pedra e argamassa que lhe cabe sob os desígnios do Grande Arquiteto.<br />
São linhas fraternas, amigas, humildes, seguras. Podemos também, dentro das nossas possibilidades, seguir por elas.<br />
Podemos, como Hernan Centurion, valermo-nos da bússola cuja agulha está imantada de força de vontade e firme crença.<br />
Fez-me muito bem lê-lo neste domingo.</p>
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