A delegada da Polícia Civil de Sergipe, Danielle Garcia, vai integrar a equipe do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “Estou pronta para mais esse desafio na minha carreira”, disse Danielle ao SOSERGIPE. Ela aguarda a documentação, por parte do governo do Estado, para que possa ir trabalhar em Brasília. O governador Belivaldo Chagas já liberou a ida da delegada.
Ainda não há uma data específica para ela assumir o cargo, mas acredita que até maio deverá estar trabalhando. “Não tenho medo de trabalho. Um desafio que temos que aceitar, pois não podemos deixar o bonde passar”, afirmou.
Danielle Garcia tem expertise em investigar lavagem de dinheiro. Quando era chefe do Departamento de Crimes contra Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) desencadeou diversas operações importantes contra a corrupção. Em 2014, iniciou a operação que investigou irregularidades no repasse e na aplicação de verbas de subvenção, na Assembleia Legislativa de Sergipe.
Dois anos depois, em 2016, deflagrou a Operação Indenizar-SE, investigando crimes de sonegação fiscal, peculato e lavagem de dinheiro na Câmara Municipal de Aracaju. Foi descoberto um desvio de cerca de R$ 7 milhões.
E na Operação Venal, também sob seu comando, apurou fraudes no pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mandando para cadeia quatro empresários, dois intermediadores e funcionário comissionado da Prefeitura de Aracaju.
Outra atuação marcante de Danielle, foi na Operação Babel, que investigou irregularidades nos contratos referentes à coleta de lixo em Aracaju.
Todos esses casos citados estão tramitando na Justiça.
A atuação de Danielle Garcia incomodou os políticos e foi exonerada da coordenação do Deotap no dia 4 de outubro de 2017, pelo então governador Jackson Barreto. Junto com ela, também foi exonerado o delegado Gabriel Nogueira. Hoje, Danielle atua na delegacia da Barra dos Coqueiros, enquanto Gabriel está no Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), investigando crimes relacionados a idosos.
A saída dos dois delegados da Deotap levou o então delegado chefe da Polícia Civil, Alessandro Vieira, a pedir exoneração do cargo, porque não concordava com a decisão de Jackson Barreto.
O resultado foi o seguinte: Alessandro se lançou na política e foi eleito senador da República, com uma expressiva votação; Danielle vai trabalhar com Sérgio Moro. E Jackson Barreto perdeu a eleição para o Senado, iniciando seu ocaso político.
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