No Brasil, uma fonte que dá conta das movimentações do trabalho formal é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Na rede mundial de computadores, a versão original do Caged disponibiliza dados que vão de janeiro de 2004 até dezembro de 2019, por meio do endereço https://bi.mte.gov.br/bgcaged/login.php.
Nesse interregno, foram registradas 261.016.086 admissões e 249.630.444 demissões, resultando num saldo de 11.385.642 postos de trabalho criados em todos esses 192 meses.
De um modo bastante heterodoxo, pode se dizer que o país criou uma média de 1.949 vagas de trabalho por dia, em todo esse tempo.
Vale ressaltar que, nesse meio tempo, a população com mais de 14 anos de idade cresceu em 20 milhões de pessoas, aproximadamente.
Uma forma de avaliar essa história é por meio da média móvel, de doze períodos, dos saldos mensais da diferença entre admissões e demissões.
Sob essa perspectiva, é possível identificar quatro fases distintas:
Dezembro/2004 a setembro/2008 – quando a média dos doze meses anteriores de criação de vagas mensais se mantém estável para depois subir;
Outubro/2008 a agosto/2010 – momento no qual a média móvel cai de modo acentuado para depois se recuperar;
Setembro/2010 a março/2016 – contexto em que a média móvel de formação de postos de trabalho se reduz de forma sistemática até se tornar-se negativa;
Abril/2016 a dezembro/2019 – período de recuperação, o saldo de geração de empregos vai, paulatinamente, aumentando até se tornar positivo novamente.
O ano de 2020 não entra nessa análise porque, conforme expresso em Portaria da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho – SEPRT 1.127, de outubro de 2019, desde janeiro daquele ano, tanto o Caged quanto a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) foram substituídos pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
Isso gera algumas diferenças em suas metodologias e em seus resultados que inviabilizam a comparação intertemporal.
De todo modo, em 2020, foram registradas mais de 1,23 milhões de admissões e pouco menos de 1,31 milhões de desligamentos, gerando um saldo líquido de 67.906 vagas destruídas em 12 meses.
(*) Emerson Sousa é Mestre em Economia e Doutor em Administração
** Esse texto é de responsabilidade exclusiva do autor. Não reflete, necessariamente, a opinião do Só Sergipe
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