quarta-feira, 12/12/2018
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Clodoaldo planejou a fuga do presídio de Glória

SSP confirma informação do Só Sergipe

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Billy também planejou a fuga
Billy também arquitetou a fuga

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou hoje, 24, o que o Só Sergipe já tinha antecipado no sábado: que a fuga em massa no Presídio Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória, foi planejada pelos internos Clodoaldo Rodrigues Bezerra e Alessandro de Souza Cavalcante, o Billy, condenados pela tentativa de homicídio ao desembargador Luiz Mendonça, atual presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe. E acrescentou mais um nome: Naldo, preso na Operação Valquíria.

A SSP chegou a essa conclusão depois dos depoimentos de dois internos que foram recapturados. E apontaram Clodoaldo como o autor do tiro de pistola 380 que matou o agente Antônio Nascimento Nogueira, 49 anos. O plano de fuga já vinha sendo arquitetado há algum tempo e os três só estavam aguardando as armas chegarem – a pistola ponto 40 e um revólver calibre 38 – e o momento adequado.

E a hora chegou na sexta-feira, quando um dos presos simulou estar doente e pediu auxílio. No cubículo que deveria ter oito pessoas, havia 25. Quando a grade foi aberta, os demais presos saíram, atiraram nos três agentes e fugiram pela porta da frente. Ao todo 20 escaparam.

Hoje, depois de uma longa reunião, o governador em exercício Belivaldo Chagas admitiu que vai pedir ajuda ao ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, que para a Força Nacional seja enviada a Sergipe para reforçar a segurança. Ao mesmo tempo, os agentes penitenciários tiveram a garantia de que a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) lançará, em setembro, um edital para concurso público para contratação de mais pessoas, além de providenciar a  promoção dos profissionais.

O sistema prisional sergipano abriga 4.500 detentos que são vigiados por apenas 400 agentes. Para completar, os profissionais não têm coletes à prova de bala, as guaritas estão sempre vazias, o que facilita a entrada de drogas e armas nos presídios.

A SSP acredita, por exemplo, que os presos podem ter tido o a ajuda dos agentes, mas o sindicato da categoria não acredita nessa possibilidade, justamente por causa das gritantes falhas na segurança. No presídio da Glória, das oito guaritas, somente é guarnecida, enquanto que o Copemcan (Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto), em São Cristóvão, 13 guaritas estão desativadas.

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