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O Sindijus protocola ofício solicitando negociação com a presidência do TJ

Servidores do TJ vão paralisar as atividades

Publicado em 23 de janeiro de 2019, 16:59

Os servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ) vão paralisar as atividades na próxima quarta-feira, 30, “diante da ausência de negociação de nenhum ponto da pauta”, disse o presidente da entidade, Alexandre Rollemberg. Hoje pela manhã, 23, eles estiveram na reunião do Pleno e protocolaram um ofício solicitando que o presidente , desembargador Cezário Siqueira Neto,negocie as reivindicações da categoria.

A paralisação já havia tinha sido aprovada na assembleia geral ocorrida na segunda-feira, 21. Um fato novo que causou estranheza aos servidores, foi a recusa da presidência em reajustar os auxílios alimentação e saúde, isso após um reajuste abaixo da inflação e que, segundo o sindicato, não foi negociado.

A reunião do Pleno ocorrida hoje, foi a última na gestão do desembargador Cezário Siqueira Neto, que prometeu trazer uma resposta aos trabalhadores do Tribunal e Justiça.

Já reajustou – Enquanto os servidores lutam por melhorias salarias, os juízes e desembargadores do TJ, desde novembro do ano passado, já melhoraram os próprios vencimentos.

Um levantamento foi pelo Sindijus mostrou que a presidência do TJ, por meio da Resolução 29, elevou o subsídio dos desembargadores, de R$ 30.471,11 para R$ 35.462,27. O principal fundamento é a Lei Federal nº 13.752, de 26 de novembro de 2018, publicada na véspera, que elevou o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal e os artigos 37, XI, e 93, V, da Constituição Federal. Com a aprovação dessa resolução, os subsídios dos juízes também serão reajustados no mesmo percentual, por força da Lei nº 5.717/2005.

Na época, em nota, o TJ informou que enviou Projeto de Lei para análise da Assembleia Legislativa do Estado com proposta de recomposição dos subsídios da magistratura, conforme possibilidade aberta pelo aumento dos subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal.  Informa também que, em face da decisão do STF, não mais serão pagos os auxílios-moradia aos magistrados.

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