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Antônio Carlos Franco Sobrinho: "Sergipe tem ficado para trás"

“Sergipe precisa voltar a ser o país do forró”, diz presidente da ABIH

Publicado em 11 de junho de 2019, 09:32

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Sergipe (ABIH-SE), Antônio Carlos Franco Sobrinho, disse hoje, 11, que “Sergipe precisa voltar a ser o país do forró, gerando emprego, renda e aquecendo a economia”. A crítica do empresário é porque o Estado tem ficado “para trás” no turismo, se comparado com outros do Nordeste.  Ele revelou que, junto com a redução no número de passageiros, em torno de 13%, “a ocupação nos hotéis vem caindo assustadoramente”.

De acordo com Antônio Carlos Franco Sobrinho, “infelizmente, os baixos investimentos nos festejos juninos têm afetado a cadeia produtiva do turismo no estado. É preciso estabelecer um planejamento, uma união entre as secretarias de Turismo, um setor privado para montar um calendário com ações estratégicas”.

Festejos: planejamento com antecedência

Ele sugere que em agosto deste ano, todos os personagens envolvidos na festa junina se reúnam e já comecem a trabalhar os festejos de 2020. O presidente da ABIH lamenta que Sergipe esteja nas últimas colocações da corrida, “com um evento sem planejamento e com pouca divulgação, muito diferente de destinos como Bahia e Alagoas”. Antônio Carlos acredita, no entanto, que é possível reverter esse quadro.

Embora estime que entre o dia 20 (quando será feriado de Corpus Christi) e o dia 30 de junho, a taxa de ocupação nos hotéis varie entre 85% a 90%, Antônio Carlos Franco alerta que, no mês, essa taxa é muito ruim e não chega a 40%.

Debate

Na segunda-feira, Antônio Carlos Franco Sobrinho participou do debate promovido pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania) intitulado “Os caminhos para o turismo sergipano”, no qual os órgãos do turismo, segundo o parlamentar, “foram entregues às negociações políticas”.

“A gente já sabe, é evidente, que Sergipe ficou para trás nos destinos turísticos nordestinos. Esse atraso produz um custo muito grave para a sociedade sergipana, pois a indústria do turismo emprega muito e mais rápido”, disse Alessandro.

O senador alertou para os problemas de gestão no setor e lembrou da recente denúncia referente à contratação de serviços feitos pela Secretaria Estadual de Turismo. “Quase R$ 24 milhões em consultorias de turismo que não geraram nenhum resultado para o Estado. Aí, nesse ponto, eu tenho sido muito duro na minha crítica. Dinheiro público merece respeito. É nosso dinheiro”, destacou.

 

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