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Sargento Vieira diz que sai de cabeça erguida Foto: Acrísio Siqueira/ CMA

O mandato meteórico de Sargento Vieira

Publicado em 29 de março de 2016, 19:15

Treze dias depois ter sido empossado no mandato de vereador, o sargento Jorge Vieira teve que se despedir do cargo hoje, 29. Ele é suplente de Aguinaldo Feitosa (o Dr. Aguinaldo) que só passou 17 dias como secretário municipal de Saúde e jogou a toalha. Sargento Vieira disse que saiu de cabeça erguida, chegou a apresentar um requerimento e levou para casa um problema: os seus rendimentos caíram, pois teve que ir para reserva na Polícia Militar (PM) quando passou a ser vereador. Agora, não tem nem a PM e nem a Câmara.

“Vou ter que me virar de agora em diante. Não pude fazer um trabalho na Câmara Municipal e não tenho mais a PM”, lamentou o agora ex-vereador. Mas mesmo ficando pouquíssimo tempo no cargo, Vieira apresentou um requerimento ao titular da SMTT (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), Nelson Felipe,  solicitando  que os transportes escolares, públicos e particulares utilizem a faixa azul destinada ao BRT. “Tem muita gente reclamando da faixa exclusiva, mas, está servindo e facilitando a vida de muita gente”, ressaltou, no último discurso.

Ele também falou sobre a situação dos policiais e bombeiros militares de Sergipe. De acordo com parlamentar, há um discurso por parte da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) de integração das Polícias Civil, Militar e  Corpo de Bombeiros. “Muito se fala em integração na segurança pública e todo esse discurso é muito bonito, mas, na prática, é tudo muito diferente”, disse. Vieira afirmou que na realidade o que acontece é que existe uma disparidade salarial muito grande entre a Polícia Civil e a Militar e Bombeiros. “Se juntarmos o efetivo da Polícia Militar e Bombeiros é quase sete vezes maior que a Civil. Apesar disso, a Polícia Militar e Bombeiros ganham menos”, relatou.

Sexto – A saída de Aguinaldo Feitosa da secretaria municipal de Saúde também foi motivo de discurso do vereador Emanuel Nascimento, PT,  pois Feitosa foi o sexto gestor da pasta na administração de João Alves Filho.  “Lamento a situação da Secretaria de Saúde, já se vai o sexto secretário. E o que se reclama lá é a  da falta de recursos, mas apresentei uma emenda aumentando o orçamento da área em R$ 50 milhões, e o Dr. Agnaldo e sua bancada rejeitaram”, lamentou o parlamentar.

Emanuel alerta ao prefeito João Alves: “se nenhum secretário consegue fazer nada, peço ao prefeito que não mude mais o gestor da pasta. Peço que ele, pela manhã, vá para a Secretaria ser o secretário, acorde mais cedo e fique lá pela manhã para ver se resolve isso,  pois o povo é quem está sofrendo. Pensei que com Agnaldo as coisas iam melhorar, mas isso não aconteceu. Solidarizo-me com Agnaldo e com meu amigo sargento Vieira”, afirmou.

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