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Anderson Santos diz que não sabia que havia matado um delegado de polícia

Morte do delegado foi mesmo latrocínio

Publicado em 10 de agosto de 2016, 20:00

O ex-presidiário Anderson  Santos Souza, 27 anos, foi o responsável pela morte do delegado da Polícia Civil, Ademir Melo, ocorrido no dia 18 de julho, na região da Alameda das Árvores, no bairro Luzia, em Aracaju. É o que garante o  delegado geral da corporação, Alessandro Vieira, que o acusa de latrocínio ,  roubo seguido de morte. Anderson foi preso na terça-feira, 9, e já respondeu por roubo e tentativa de latrocínio.

“Assim que iniciamos as investigações, colhemos o depoimento de testemunhas que presenciaram o caso, além de receber denúncias feitas via 181 e aplicativo Disque Denúncia SE que foram checadas. Em paralelo a esse trabalho, equipes da Divisão de Inteligência da Polícia Civil conseguiram verificar, através das câmeras de vigilância de residências, o trajeto que o motociclista fazia na noite do crime”, disse Alessandro Vieira.

Na análise desse roteiro seguido pelo criminoso, segundo o delegado-geral, percebeu-se que ele percorria as vias no intuito de realizar assaltos a transeuntes, como já lhe era de costume, e que visualizou na figura do delegado Ademir Melo uma possível vítima, caindo a teoria de crime de mando.

 

“De acordo com as filmagens das câmeras, ficou constatado que o delegado Ademir Melo seria mais uma vítima dos assaltos perpetrados pelo criminoso. Infelizmente ocorreu uma tentativa de reação que acabou resultando na efetivação de três disparos por parte do criminoso que levaram à morte do colega delegado. Então, não houve crime de mando, não é verdadeira a informação de que ele estaria no local à espera o delegado, para posteriormente executá-lo”, explicou.

O acusado foi  preso na própria  residência. No local, os policiais apreenderam um revólver calibre 38 com 11 munições, uma motocicleta XRE 300, cor preta.

“Já colhemos o seu depoimento que foi filmado, e nele o acusado confessa a prática do latrocínio. Inclusive, no momento da prisão, os familiares do acusado confessaram o envolvimento de Anderson no crime, informando que no dia do fato ele teria chegado em casa comentando sobre o ocorrido, apenas não tendo conhecimento que a vítima era um delegado de polícia”, ressaltou Alessandro Vieira.

Um exame balístico já concluiu que saiu da arma do acusado, os  tiros que mataram o delegado.  A Polícia agora trabalha no intuito de identificar possíveis vítimas de outros crimes cometidos por Anderson, pois no momento da sua prisão foram apreendidas diversas capas e chips de telefone celular, o que indica a prática de crimes.

 “Infelizmente essa investigação bem sucedida não traz de volta o colega Ademir Melo, mas permite à sociedade ter a certeza da capacidade da polícia de reação e identificação dos criminosos dentro dos limites da lei, até porque a polícia não está aqui para fazer vingança, e sim para viabilizar a realização da justiça”, frisou Alessandro Vieira.

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