quinta-feira, 21/09/2017
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Reunião na Associação Religiosa Ilê Axé Oya Abassá
Reunião na Associação Religiosa Ilê Axé Oya Abassá

Governo de Sergipe inicia Projeto Onilê

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A comunidade do terreiro da Associação Religiosa Ilê Axé Oya Abassá será a primeira a ser inserida no Projeto Dom Távora, através do Sistema Agroecológico Integrado, que visa prestigiar os costumes e tradições dos povos de matriz africana. A inserção foi discutida em reunião realizada na terça-feira, 16, no povoado Caraíba de Cima, em Simão Dias, pelo coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Coppir) da Secretaria de Estado da Inclusão Social, Eudes Carvalho.

Também participaram da discussão, o secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal; o representante da Emdagro, Delmo Naziazeno; o presidente do Fórum de Religiões de Matriz Africana, Irivan de Assis; e o Babalorixá Aristeu. Em sua participação, o secretário explicou o Projeto Dom Távora e disse que vê com muito otimismo a inclusão das comunidades tradicionais de matriz africana no projeto. “Temos a obrigação de deixar bem clara a ideia de grupo para a realização de projetos dessa natureza. Não pode existir individualização, o senso de cooperação tem que prevalecer”, afirmou.

Para Irivan de Assis, presidente do Fórum de Religiões de Matriz Africana, a experiência no recôncavo baiano foi a sua fonte de inspiração na idealização do projeto. “Lá no Recôncavo, o Projeto chamava-se ‘Terra Preta’. Aqui, adequamos à nossa realidade e transformamos em ‘Onilê’ – que na língua Yorubá, significa ‘dona da terra’. Já há algum tempo, a gente busca parcerias para ajudar os povos de religião de matriz africana. Agora, a gente encontra o Governo com o firme propósito de ajudar essas comunidades, que estavam esquecidas pelo poder público. Nosso objetivo é visitar todo o estado e incluir vários terreiros nesse projeto“, afirma.

O coordenador de Igualdade Racial da Seidh, Eudes Carvalho, disse às mais de 150 pessoas presentes, que essa é uma grande oportunidade para a população do povoado Caraíba. “Estamos cumprindo a nossa missão institucional enquanto Governo. Nosso propósito é articular políticas públicas para as comunidades carentes, mantendo as suas tradições. Estamos trazendo um projeto de desenvolvimento sustentável inédito em Sergipe, através dos investimentos que o estado possibilita. E estamos iniciando aqui, neste povoado, neste terreiro. O objetivo é que vocês, em cooperativa, possam criar seus animais, desenvolver sua agricultura, passando a ter uma qualidade de vida digna nas áreas de alimentação, moradia e educação”.

Ainda sobre o projeto, Eudes explicou que os terreiros foram escolhidos para receber o projeto pela forte presença da religião africana em nossas comunidades, exercendo grande influência na nossa cultura e nossos costumes. “Através da Seagri e Emdagro, os beneficiários irão receber assessoria técnica para instalação, desenvolvimento e manutenção de uma tecnologia social baseada em práticas agrícolas sustentáveis. Dessa forma, será possível contribuir para a geração de emprego e renda, inclusão social e acesso aos direitos da cidadania”, garantiu.

Para o babalorixá Aristeu, líder da comunidade, é motivo de orgulho firmar uma parceria em benefício da sua população. “Quero agradecer a Eudes e Irivan, que nos procuraram, viram a nossa necessidade e organizaram tudo para que esse evento acontecesse. A presença do Estado nessa comunidade vai nos ajudar bastante na melhoria da nossa autoestima. Ainda existe muito preconceito com as religiões de matriz africana”, frisou.

Através de uma parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), o Governo do Estado possibilita a pequenos produtores rurais de 15 municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), apoio financeiro e suporte técnico para desenvolver negócios em áreas como criação de animais, produção de artesanato e turismo rural. O projeto Dom Távora tem como meta beneficiar cerca de 10 mil famílias de agricultores sergipanos, atingindo aproximadamente 40 mil pessoas. O investimento total é de US$ 28,6 milhões, sendo US$ 16 financiados pelo Fida e US$ 12,6 pelo Estado.

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