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Luiz Moura, do Dieese: Sergipe prejudicado com o recuo do PIB

Economia terá R$ 1,3 bilhão com o décimo

Publicado em 11 de novembro de 2015, 18:36


Até o final deste ano, com o pagamento do décimo-terceiro salário, a economia sergipana terá um incremento de R$ 1,3 bilhão, segundo cálculos feitos pelo economista Luiz Moura, coordenador em Sergipe do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos (Dieese). Esse valor representa aproximadamente 0,75% do total do Brasil e 4,75% da região Nordeste. E gira em torno de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

Segundo Luiz Moura, o contingente de pessoas que receberá o décimo terceiro foi estimado em 749 mil, o correspondente a 0,8% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Nordeste, esse percentual é de 4,11%. Os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 56,6%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 43,4%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 1,6%.

Quanto aos valores que cada segmento receberá, Moura explicou que os empregados formalizados ficarão com 69,0% (R$ 915 milhões) e os beneficiários do INSS, com 20,7% (R$ 274 milhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 10,4% (R$ 137 milhões). O valor médio per capta pago a título de décimo terceiro no estado de Sergipe será de R$ 1.588,09.

Em todo Brasil, o pagamento do décimo terceiro deve injetar na economia aproximadamente R$ 173 bilhões até dezembro de 2015.  O montante representa cerca 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social; e aos aposentados e beneficiários de pensão da União, dos estados e dos municípios. Perto de 84,4 milhões de brasileiros serão beneficiados com um rendimento adicional, em média, de R$ 1.924,00.

O cálculo é baseado em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2012, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

 

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