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Sorrisos em meio à crise financeira da União e dos Estados

Dilma pede apoio do Nordeste para reeditar CPMF

Publicado em 29 de agosto de 2015, 14:11

A presidente Dilma Rousseff se reuniu com governadores do Nordeste, no Palácio da Abolição em Fortaleza (CE), na noite de sexta-feira, 28,  para pedir apoio à proposta de ressuscitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O governador em exercício de Sergipe, Belivaldo Chagas, disse que Dilma não acenou com nenhuma proposta que venha a melhorar as finanças dos Estados. Em Sergipe, a situação financeira é tão crítica que este mês as pessoas que ganham acima de R$ 2 mil receberão até o dia 11 de setembro. Ou seja, tiveram os salários parcelados mais uma vez.

 

“O assunto foi novos recursos para a saúde. De que forma, isso vai levar melhorias para os estados e municípios. Vamos levar essas questões de volta para Sergipe, apresentar ao governador Jackson Barreto o que foi discutido e, mais na frente, levar as contribuições de Sergipe para esse debate”, disse Belivaldo Chagas.

Durante o jantar, que foi a portas fechadas, Dilma Rousseff fez uma análise da conjuntura econômica e das dificuldades que o país vem passando devido a desaceleração das atividades produtivas, que tem gerado forte impacto nas finanças das empresas, da União, dos estados e municípios.

 Ela explanou sobre a cobrança de estados e municípios em relação a novos recursos para a saúde, disponibilizando sua equipe técnica para a realização de estudos sobre qual seria uma fórmula mais adequada de levantar esses investimentos.

Na ocasião, Belivaldo Chagas questionou a possibilidade de utilizar esses recursos também em áreas como segurança, habitação e previdência. A presidente Dilma Rousseff disse que o foco neste momento é a saúde e que caso essa nova fonte de recursos seja criada, ela deve ser exclusiva para a saúde.

“Não houve definições, apenas um diálogo franco sobre as dificuldades da União, estados e municípios e a análise de algumas possibilidades para se criar uma nova fonte de financiamento para a saúde pública. Esse é um tema que ainda vai ser debatido com mais profundidade para que, mais na frente,  decida-se o que pode e o que deve ser feito”, disse Belivaldo.

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