terça-feira, 23/10/2018
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A comunidade de Estância participou ativamente da exposição Foto: Carol Matias

Cadeia Pública faz exposição de produtos artesanais no centro de Estância

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A direção da Cadeia Pública Territorial de Estância Tabelião Filadelfo Luiz da Costa, administrada em regime de cogestão com a empresa Reviver, promoveu hoje, 18, na praça Orlando Gomes, conhecida como Jardim Velho, a primeira exposição de arte da instituição dentro do projeto “Fabricando a Liberdade”. A exposição começou por volta das 10 horas da manhã e seguiu até as 18 para comercialização dos produtos confeccionados pelos internos, e orientação para a população sobre higiene bucal, aferição de pressão, glicose, além de assistência jurídica para as famílias dos presos.

A advogada Karina Lima ficou responsável pela orientação das famílias dos internos que foram buscar informações sobre o andamento dos processos. Ela também fez uma pequena palestra para comunidade, focando sobre a ressocialização dos presos com base no que está na Lei de Execuções Penais (LEP). E explicou, por exemplo, que para cada três dias trabalhados, o preso tem um dia a menos na pena que cumpre.

Em outra tenda, eram comercializados os produtos artesanais fabricados pelos internos. O mais barato é um porta caneta e lápis, no valor de R$ 3,00 e o mais caro R$ 30, uma cesta de lixo com tampa, fabricados com papel jornal e papelão, doados pela Pastoral Carcerária e Igreja Universal do Reino de Deus. Representantes destas duas instituições religiosas estiveram na praça prestigiando a exposição.

A terapeuta ocupacional da Cadeia Pública, Leila Calumby, disse que estão sendo expostos 52 produtos artesanais fabricados por 29 internos que participam desta oficina. A renda apurada no final da exposição será dividida, sendo metade para a família do interno e a outra metade fica na unidade para investimento no projeto.

“Nós procuramos empresários locais para comercializarmos os produtos confeccionados pelos internos”, disse Leila Calumby, ao acrescentar que a receptividade tem sido satisfatória. O trabalho também vem sendo divulgado na mídia estanciana. “Com esse aprendizado, eles poderão ser inseridos no mercado de trabalho quando saírem da unidade”, acrescentou Leila Calumby.

Os estancianos tiveram, também, atendimento por uma equipe de enfermagem da Reviver, para verificação de pressão arterial e dos níveis de glicose. O aposentado José Batista foi um dos primeiros que foi atendido e saiu de lá satisfeito. “Está tudo em ordem comigo, graças a Deus”.

Ele também elogiou a iniciativa da direção da Cadeia Pública de Estância por aproximar a unidade da comunidade, expondo trabalhos artesanais dos internos. “Isso é muito bom. Desejo que as pessoas saiam de lá recuperadas”, disse. O também aposentado Clóvis Silva Cardoso, 70, considera o trabalho de ressocialização implementado pela unidade como muito importante. “Deus ajude que todos saiam de lá recuperados e não voltem mais à prisão”, espera.

Para o diretor da Cadeia Pública, Vanilson Barbosa, ressocialização é essencial para os internos, pois resgata a autoestima de todos. “Estamos trabalhando para que a comunidade tenha um outro olhar para o interno, para que não tenha preconceito com eles”, disse. Ele afirmou que vem contando com o apoio dos gerentes administrativo e operacional da Reviver, Ângela Denis e Wellington Souza, respectivamente.

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