quarta-feira, 21/11/2018
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Givalldo Marcelino, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabaiana (ACEI), quer combater a burocracia

Burocracia e fiscalização exagerada atrapalham pequenos empresários de Itabaiana

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Fortalecer as fábricas de cimento e semijóias, combater informalidade e trabalhar para o crescimento do distrito industrial da cidade. Essas são as principais metas do presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabaiana (ACEI), Givaldo Marcelino dos Santos. Hoje, segundo ele, o principal problema da categoria é a burocracia e fiscalização exagerada para o pequeno empresário. No cargo há quatro meses, Givaldo Marcelino disse que 2017 foi o pior ano para o comércio local, mas vislumbra melhorias para 2018. Essa semana, ele conversou com o SÓ SERGIPE. Leia os principais pontos da entrevista.

SÓ SERGIPE – O ano de 2017 foi muito complicado, do ponto de vista político e econômico.  Esses problemas chegaram a afetar o comércio de Itabaiana nesse período? De que forma?

GIVALDO MARCELINO – O ano de 2017 foi uns dos piores anos para Itabaiana por conta da incerteza da política econômica e a falta de ética dos políticos. Os consumidores retraíram seu consumo e o poder de compras diminuiu bastante. Itabaiana tem um comércio regional e depende muito de um bom andamento da economia das cidades vizinhas. Por conta do baixo consumo, a arrecadação caiu.  Consequentemente, o fluxo de dinheiro afetou a economia da região.

SS – Nas compras de final de ano, o comércio varejista de Itabaiana fechou bem ou não?

GM – Nas compras de final de ano, o comércio sentiu uma ligeira melhora por conta da criatividade dos comerciantes e uma esperança de que a economia está reagindo.

SS – Como tem se comportado o consumidor itabaianense? Em que nível está a inadimplência no comércio local? O senhor tem números do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)?

GM – Não tenho números oficiais do SPC, mas segundo os bancos a inadimplência está baixa dentro de uma média normal.

SS – Agora, em 2018, teremos diversos feriados, Copa do Mundo e eleições. O senhor, que preside a Associação Comercial, e os demais associados, estão traçando estratégias para atravessar essa fase?

GM – No momento não nos reunimos para tratar deste assunto, mas depois do Carnaval vamos fazer um planejamento do ano para vencer estas adversidades que nos esperam.

SS – No período que antecede a Copa do Mundo e durante sua realização, o comércio de Itabaiana planeja promoções? Afinal, pode ser um bom momento para venda de camisas da Seleção Brasileira, bolas de futebol, etc.

GM – Somos uma associação comercial e empresarial de Itabaiana e faremos uma estratégia de maneira global com assuntos que atendam todos,  tais como profissional liberal, industrial, comércio e serviços.

SS – Já há plano para as vendas no dia das mães?

GM – Para não ter um choque de interesse deixamos as campanhas promocionais a cargo de Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Damos o apoio logístico e institucional.

SS – A Associação Comercial e a Prefeitura Municipal são parceiras, principalmente na hora de ornamentar as ruas em datas especiais para o comércio?

GM – Esta ornamentação é a cargo do CDL.

SS – Hoje, qual o principal problema enfrentado pelos comerciantes de Itabaiana?

GM – O principal problema que enfrentamos é a burocracia, fiscalizações exageradas para o pequeno empresário e não termos uma lei que dê um tratamento diferenciado para o pequeno empresário.

SS – O senhor tomou posse da ACEI, em setembro do ano passado. Que avaliação o senhor faz da sua gestão nestes primeiros quatro meses?

GM –  Estamos fazendo um levantamento das reais necessidade da classe empresarial de Itabaiana e vamos trabalhar para fortalecer o nosso comércio, indústria e serviços

SS – Quais suas principais metas do seu mandato como presidente da ACEI?

GM –  Estamos dando o maior apoio ao nosso distrito industrial que é uma referência para o Estado. Vamos trabalhar para fortalecer a cadeia do artefato de cimento, as fábricas de carrocerias. As fábricas de semijoias são uma das maiores do Nordeste. Vamos combater a informalidade dando condições que eles venham para formalização.

 

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