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Milhares de pessoas foram às ruas apoiar Dilma

Ato pró Dilma reúne 22 mil em Aracaju

Publicado em 18 de março de 2016, 23:15

Cerca de 22 mil pessoas, segundo os organizadores, ligadas a centrais sindicais e partidos políticos que dão sustentação ao governo, fizeram uma grande manifestação  de apoio à presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante duas horas eles se concentraram na praça General Valadão, no centro,  quando diversas  lideranças discursaram e depois saíram em passeata rumo à zona norte da capital.  A Polícia Militar não divulgou o número de participantes.

Cartaz contra Sérgio Moro
Cartaz contra Sérgio Moro

As maiores críticas foram ao Judiciário brasileiro. Os manifestantes distribuíram cartazes criticando o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato em Curitiba, e à Rede Globo de Televisão, frisando que a soma de ambos  “é igual a golpe”. Entre uma fala e outra das lideranças políticas locais, eles gritavam que “não vai ter golpe”.

A programação dos organizadores do ato pró-Dilma era que o ato terminaria na praça  1º de maio, no bairro 18 do Forte, na zona oeste da capital. Mas durante o trajeto, os manifestantes seguiram pela contramão e foram para o prédio da TV Sergipe,  afiliada da Rede Globo no Estado, e tentaram invadir a emissora, no bariro Cidade  Nova.  “Essa invasão não aconteceu por causa da interferência da polícia”, garantiu a comandante da Companhia de Policiamento de Trânsito (Cptran), capitão Manuela Gomes que, com a equipe, acompanha os manifestantes para orientar o trânsito.

O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, Rogério Carvalho, disse que “estamos aqui hoje porque sabemos o quanto custou para o Brasil chegar aonde chegou. Foram 500 anos de humilhação aos pobres e minorias. Estamos aqui para defender o país com a nossa própria vida para que todos os brasileiros tenham democracia”.

Joel Almeida: críticas a Moro e a Globo
Joel Almeida: críticas a Moro e à Globo

O sindicalista Joel Almeida  criticou o juiz Sérgio Moro e a TV Globo, além das ações judiciais que tentam impedir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assuma a Casa Civil. A mesma crítica foi feita pela deputada estadual Ana Lúcia Menezes ao acrescentar que  o juiz Sérgio Moro desrespeitou a Constituição e disse que os grampos no telefone de Lula foram ilegais.

Para a presidente do Sindicato dos Bancários, Ivânia Pereira,  o importante é defender o mandato de Dilma Rousseff , eleita democraticamente.  Ela  ressaltou que os atos vão continuar acontecendo  em defesa da presidente e um deles já está marcado para o dia 31 de março, mas o horário ainda não foi definido.

Lula vale a pena lutar
Lula vale a pena lutar, diz o cartaz em inglês

O advogado Hildon Douglas e um grupo de colegas participaram da mobilização a favor da presidente. Hildon disse que estava ali defendendo o estado democrático de direito. “Estamos aqui no ato com 60 advogados”, completou. A deputada estadual Ana Lúcia Menezes, PT, diz que juiz, de nenhuma instância, deve fazer  o que fez, ao lembrar das ações impetradas contra o ex-presidente Lula para que ele não assumisse a Casa Civil.  Ela também condenou os grampos que mostraram diálogos entre Dilma e Lula.

Urgente – Agora à  noite, o  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes,  suspendeu, liminarmente, a posse de Lula como ministro da Casa Civil no governo Dilma e determinou que as investigações da operação Lava-Jato sobre o ex-presidente continuem com o juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba. O ministro acatou duas ações do PPS e PSDB questionando a nomeação. O governo pode recorrer da decisão de Gilmar Mendes.

Atualizado às22h26

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