quinta-feira, 22/08/2019
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Alfredo Mallet: “pintar é uma terapia para mim”

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Antônio Carlos Garcia

Alfredo Mallet, que hoje completa 77 anos, e sua musa Fátima Bastos

“Eu pinto todos os dias, porque é uma terapia para mim. E faço, não pensando em vender, mas, se isso acontecer, é ótimo, embora eu não seja uma pessoa comercial”. Assim é o aquarelista Alfredo Mallet, que hoje, 17, completa 77 anos, 21 dos quais dedicados às artes plásticas. O nome deste carioca radicado em Sergipe integra a Enciclopédia Cultural Itaú onde estão registradas quatro de suas exposições em Aracaju nos anos de 2005, 2006 e duas em 2007.

A descoberta de Mallet como artista plástico foi em 1998, quando ele começou a pintar palhas de coqueiro na casa de um amigo que lhe deu tintas para aquarela. E aí não parou mais e ao conhecer o também artista Leonardo Alencar, este se encantou por sua obra.  Como ele mesmo diz, Leonardo “foi o agente provocador”, um amigo com quem sempre almoçava junto no antigo Restaurante Boi Gordo, de sua propriedade.  Tal provocação levou Mallet a fazer a primeira exposição em Aracaju, no bar Teimonde.

E aí as exposições não pararam mais. Ao longo da carreira já foram muitas em Recife, Garanhuns, Maceió, Salvador, Rio de Janeiro. As obras de Mallet estão correndo o mundo: viajaram para Áustria, com o grupo Vivace. Ele fez uma exposição coletiva em Haia, na Holanda, além de trabalhos espalhados em Portugal, Escócia, Alemanha. “Eu não tenho esse controle total. Deus é que sabe”. Em Aracaju, diz Mallet, tenho “meu canto na casa de amigos”.

Artista trabalhando

Nas idas e vindas do tempo, Alfredo Mallet se lembra de uma artista importante: Guita Charifker, autora do livro Viva a Vida, que conheceu em Maceió e com quem fez uma exposição junto em 2004, quatro anos depois de ter começado a pintar aquarelas. “Mostrei meu trabalho e ela ficou encantada; ficamos amigos. E aí vou tocando minha coisa”, confessa.

Como obviamente o “Tempo não Para”, como cantava Cazuza, pouco a pouco Alfredo Mallet foi se adaptando às novas tecnologias e “tocando minha coisa” de tal modo que sua obra hoje pode ser vista, também, nas redes sociais como Facebook e Instagram. E claro, pode ser comprada. No Instagram há, ainda, alguns  vídeos de Mallet criando novas obras. Os registros são feitos por sua esposa, Fátima Bastos. Confira uma delas e perceba, também, fundo musical.

Há tempos que Mallet não participa de exposições, mas seu trabalho pode ser visto no M Depósito de Arte, que fica na rua José Ramos Silva, no bairro 13 de Julho.

O cama café,  Ateliê 22

Nem só de pintura vive o homem. Mallet e Fátima pilotam o empreendimento Ateliê 22,  cama e café,  já bem ranqueado no Booking.com, e recebem hóspedes. Quem for, se quiser, poderá respirar arte num ambiente igual a uma casa cenográfica. Os hóspedes verão as obras de Alfredo Mallet em todos os cantos – não só as aquarelas, mas também os trabalhos em bico de pena e os bonecos.

Aliás, se hospedar no Ateliê 22 e não tomar o café preparado pela Fátima é imperdoável.  E não provar o divino bolo de laranja feito por ela, com o qual terminamos essa entrevista, aí é não querer ir para o céu. Eu vou!!

 

 

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