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Visitas no Copemcan poderão ser prejudicadas

Agentes não levarão presos para audiências

Publicado em 23 de agosto de 2015, 19:07

Os agentes penitenciários decidiram que não vão mais levar os internos do sistema prisional para as audiências na Justiça, enquanto  não tiverem segurança para desempenharem suas funções.   As revistas dos visitantes e também o acompanhamento dos advogados aos seus clientes serão prejudicados. Estas decisões foram tomadas hoje, 23, pela manhã, durante assembleia da categoria, depois da fuga em massa no Presídio Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória, na última sexta-feira. Nesse episódio, o agente Antônio Nascimento Nogueira foi morto, outros dois ficaram feridos e 20 presos fugiram. Até agora, dois deles foram recapturados.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Edilson Souza, disse que a decisão em não levar os presos para as audiências nos fóruns vai atingir os internos do Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão.  Em média, são feitas 30 a 40 saídas por dia para idas aos fóruns.

Edilson Souza: "falta segurança nos presídios"
Edilson Souza: “falta segurança nos presídios”

Alegando falta de segurança, os agentes também vão restringir a entrada dos visitantes e dos advogados. Segundo Edilson, o aparelho que detecta se a pessoa escondeu alguma coisa nas partes íntimas está quebrado há tempos e a revista por toque está proibida. Com isso, surgem falhas na segurança.  Com uma média de 600 visitantes em dias específicos, ele acredita que somente 200 ou 300 poderão entrar, depois de serem revistados.

Embora assegurado por lei, o trabalho dos advogados nos presídios será restringido. “Temos pouca gente para o serviço. Numa cela feita para oito pessoas, temos 25. E pouquíssimos agentes para trabalharem. Um não pode ficar desguarnecido. Por isso, só faremos o que estiver ao nosso alcance”, avisou.

Ele conta que a morte do colega, Antônio Nascimento Nogueira, em Nossa Senhora da Glória, aconteceu, justamente, por causa do baixo efetivo.  Havia somente quatro agentes naquela sexta e quando um presidiário simulou problemas de saúde e foi ser auxiliado, os demais atacaram. “É impossível quatro pessoas tomarem conta de 400”, destacou.

Atualmente, existem apenas 560 agentes em todo sistema prisional sergipano, quando o ideal seria 1.100. O sistema penitenciário de Sergipe é composto pelas unidades: Cadeião Territorial de Nossa Senhora do Socorro, Centro Estadual de Reabilitação de Areia Branca, Complexo Antônio Jacinto Filho, Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto, Hospital de Custódia, Presídio Feminino, Presídio Juiz Manoel Barbosa de Souza e Presídio Senador Leite Neto.

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