segunda-feira, 20/08/2018
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Avenida Nestor Sampaio: alvo de ação na Justiça

Ação na Justiça impede mudanças na avenida Nestor Sampaio

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Há 13 anos que a Prefeitura Municipal de Aracaju planeja fazer mudanças na avenida Nestor Sampaio, no bairro Luzia, mas sem sucesso. E pelo jeito, ainda vai demorar um pouco até que a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) coloque o tráfego em mão única. Uma ação tramita no Tribunal de Justiça de Sergipe há dois anos, o que impede de qualquer alteração até que o processo esteja transitado em julgado. Até lá, os engarrafamentos continuarão atormentando os motoristas que usam a avenida diariamente.

O processo está sendo movido pelo empresário Antônio Mendonça, proprietário do Posto Auto Center que fica entre as avenidas Nestor Sampaio e Hermes Fontes. Ele quer que a alteração seja feita conforme um projeto em que a mão única seria no sentido bairro Castelo Branco até a avenida Hermes Fontes, na rotatória que dá acesso a avenida Sílvio Teixeira, no Jardins.

Antônio, que é engenheiro civil, diz que acompanha esse projeto de mudança na avenida Nestor Sampaio há 10 anos. E, segundo ele, é importante obedecer ao fluxo de trânsito. Quanto ao processo, ele diz que está parado na Justiça.

Deixar – Enquanto o processo hiberna na Justiça, as pessoas que trabalham e trafegam na avenida Nestor Sampaio preferem deixar as coisas como estão. Ou seja: tráfego em mão dupla. É o que pensa o empresário Alfredo Tavares, dono do Bloco Material de Construção, que funciona no mesmo local há 36 anos.

“Mas se for para mudar o sentido, que seja da avenida Hermes até o final, no Castelo Branco”, disse. “Se for ao contrário, para eu chegar aqui vou que dar muitas voltas”, comentou.

“Mão única compromete o fluxo de carros e o movimento do comércio”, imagina Matheus Gusmão, dono da Santo Grão Especiarias, que também defende que, se houver a mudança, que seja a partir da avenida Hermes Fontes até o final, no Castelo Branco. Ele acha que os empresários da avenida vão quer que a mão seja favorável ao seu comércio, como é o seu caso.

Mas não é bem assim. O professor Joaquim Macedo, dono do Colégio Purificação, disse que defende a mão única há muitos anos, independente do lado.  “Há muito tempo tive reuniões na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), no governo João Alves Filho. Teve alguém que não queria e ficou por isso mesmo”, afirmou.

“A questão do fluxo, quem decide são os engenheiros de trânsito. Temos que pensar na coletividade, no geral, e não na comodidade de cada um”, ensina. Para ele, o importante é que seja mão única e o problema são as calçadas onde as pessoas não podem andar, porque estão em péssimo estado ou porque tem carros no lugar de pedestres.

 

SMTT – A SMTT, através da assessoria de comunicação, informou que não pode fazer alterações no fluxo da Nestor Sampaio, por causa do processo que está em segredo de Justiça. Mas esse alegado segredo não existe, segundo o empresário Antônio Mendonça.

Em 2015, o então titular da SMTT, Nelson Felipe, disse que já havia sido concluído o planejamento da mudança de circulação na avenida Nestor Sampaio e rua Ministro Nelson Hungria, situadas no bairro Luzia. O órgão aguardava a conclusão da licitação para a aquisição de placas e todo o sistema de sinalização horizontal e vertical.

As alterações atingiriam três importantes núcleos habitacionais de Aracaju: conjuntos Médici, Castelo Branco e conjunto dos Motoristas. Seriam aproximadamente 400 placas de sinalização espalhadas em várias ruas. O projeto envolveria aberturas e adaptações de cinco retornos e fechamento de cruzamentos, além da instalação de semáforos. Nada mudou.

O padre Nestor Sampaio nasceu em Riachão do Dantas

História – Nestor Rabelo Sampaio foi um padre sergipano, nascido em Riachão do Dantas, em 29 de setembro de 1918. Em 1931 estudou no Colégio Salesiano, em Aracaju e tornou-se padre em 1945. Ele atuou bastante em Juazeiro do Norte, onde foi vigário do Santuário Sagrado Coração de Jesus (Salesianos).

No dia 13 de setembro de 1983, quando viajava de carro entre Baturité e Fortaleza, com o padre Luiz Cassiano Padilha da Luz, sofreu um acidente. O padre Cassiano morreu na hora, enquanto Nestor Sampaio, com as pernas quebradas foi levado para um hospital e morreu três dias depois (16 de setembro).

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